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Poupanças e Investimentos Seguros

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15
Nov11

Erros que as famílias cometem nas finanças pessoais

adm

Director da Maxfinance alerta para os erros que as famílias comentem na altura de contratar um crédito ou investir nas poupanças.

É o primeiro a assumir que as consultoras financeiras não gozam de uma boa imagem junto da opinião pública."Como em todas as áreas, há pessoas menos lícitas que se aproveitam das situações mais extremas para receberem dinheiro antecipadamente", diz. Por isso mesmo João Martins defende um sector mais organizado e, principalmente, regulado.

Um dos principais serviços da Maxfinance é o ‘check-up' financeiro. Como se processa? 
A qualificação financeira do cliente passa por saber qual é o seu agregado familiar, qual é o seu rendimento, se tem um emprego mais ou menos precário, o que tem de activo e de passivo. Porque falamos muito do crédito mas, por vezes, nas poupanças também existem grandes dificuldades. Porque as pessoas não sabem que produtos têm e quando têm necessidade de ir levantar o dinheiro para resolver algum imprevisto deparam-se com situações do género "o seu dinheiro só pode ser movimentado daqui a três ou quatro anos". Depois vamos olhar para a folha dos gastos. Tem TV cabo? Tenho. E além de TV Cabo e ainda tem uma série de canais pagos. Quantos jogos é que viu nos últimos dois meses? Não vi nenhum. Então porque é que está a pagar esses canais? Tem o ginásio. Então quantas vezes é que foi ao ginásio? Fui uma vez. Então porque é que tem ginásio? E só aqui já levamos 100 euros no mínimo. Qual é o seu clube de futebol? O Benfica. Tem lugar cativo? Tenho sim senhor. Quantas vezes foi ao estádio? O ano passado fui duas, este ano não fui nenhuma. Então porque é que tem o cativo? E é tudo isso que temos de ir analisando. É muito importante que as pessoas pensem, que tenham bom senso, é só isso.

Esse serviço é caro?
Não. Não cobramos nada antecipadamente, só cobramos se houver benefício para o cliente, se houver contratação da operação. Obviamente que se tivermos de fazer um estudo mais elaborado, aí pedimos uma caução, ou se for uma empresa obviamente tem um custo. Mas só começa a custar quando entramos na parte final de contratação. É um serviço que habitualmente nas outras profissões se paga, chama-se uma consulta, aqui a consulta financeira não custa nada.

Quais é a principal área de negócio da Maxfinance?
A maioria do nosso serviço apoia a abertura do crédito à habitação, porque estamos ligados à ReMax. Fazemos a qualificação financeira destes clientes para que não se endividem mais do que devem.

E procuram também os melhores ‘spreads' para o cliente? 
Sim. Ainda hoje conseguimos ‘spreads' bastante baixos em resultado da nossa capacidade de negociação. Ainda conseguimos muitos ‘spreads' a 1,6%, 1,7%. De tal forma que quintuplicamos o negócio. Isto insere-se na lógica do ‘shopping around', que significa encontrar em cada momento a melhor solução do mercado. Porque se as pessoas vão directamente ao seu banco estão condicionadas à oferta que o banco tem naquela momento. E 46% da população vai directamente ao seu banco.

Nos últimos meses tem notado aumento da procura por que género de serviços? 
Basicamente pelo ‘check up' financeiro, as pessoas estão mais preocupadas. A principal preocupação é a de se precaverem para algum imprevisto. Tem aumentado significativamente o número de famílias que não conseguem fazer face a um imprevisto de 1.000 euros por mês. Se bater com o carro e tiver que pagar 1.000 euros, mais de 18% das famílias não tem capacidade. Nas últimas décadas criámos facilidades, melhorámos o nosso nível de vida, e sempre que surgia uma necessidade havia sempre algo que nos vinha salvar. Através do crédito pessoal ou de um subsídio qualquer. Nós começamos a receber subsídios hoje em dia antes de nascer e depois de morrermos ainda recebemos subsídios. Criámos uma sociedade subsídio-dependente. Quando alguém, há uma ou duas gerações, queria comprar um carro, ou uma casa, ou colocar um filho a estudar, começava antecipadamente a poupar. Criou-se demasiado facilitismo, demasiada área de conforto, e hoje temos de vencer este paradigma. De que o Estado não pode ser o "paizinho" para tudo. E especialmente para pessoas que têm capacidade para trabalhar e que deviam produzir e que não estão a produzir. A crise também é boa para isto. A crise tira-nos da área de conforto. A crise vai obrigar-nos a pensar.

Cinco principais erros que as famílias cometem nas finanças pessoais

1. Falta de liquidez nas poupanças

O responsável da Maxfinance, salienta que do lado do aforro existem erros de que deveriam ser evitados. O principal, diz, passa pela aplicação de poupanças por prazos longos sem possibilidade de resgate antecipado, sem ter a consciência da falta de liquidez do produto. Destaca ainda os casos BPN e BPP, envolvendo clientes que pensavam estar a subscrever produtos com capital garantido, que afinal não o eram.

2. Quem pode ter crédito para a casa?

"Podem comprar uma casa hoje as pessoas que sensatamente sempre deviam ter comprado uma casa", diz João Martins. Ou seja, quem tem capitais próprios para dar de entrada, e quem tem rendimentos que lhe permitam suportar os encargos de um crédito à habitação, o que inclui rácios LTV de 80%, e não devem comprar casas pessoas cuja prestação ultrapasse os 30% de taxa de esforço. "Estamos mais sensatos hoje. Não devia era ter havido o facilitismo que houve".

3. Escolher as melhores soluções

"A nossa banca é muito dinâmica. O cliente tem é que sair da área de conforto e ir à procura da melhor solução", diz o responsável da Maxfinance. Portanto, quer num crédito, quer numa solução de aforro, "o cliente deve ouvir vários especialistas e recolher várias opiniões. Isso inclui vários bancos e consultoria financeira, porque o banco a cada momento tem determinado produto para lhe vender".

4. O valor da prestação não é tudo

"Os maiores riscos acontecem em contratos que assinamos e não fazemos a mínima ideia de quais são as taxas aplicáveis ou as comissões cobradas", alerta João Martins. E dá o exemplo do crédito ao consumo, para aquisição de electrodomésticos, computadores ou até mesmo automóvel, vendidos apenas com base no valor da prestação. "As pessoas limitam-se a ver se conseguem aguentar aquela prestação mensal. Nem sabem qual é o valor total do crédito".

5. Consolidar créditos é sempre boa opção?

Poderá ser uma opção se, quando fez o seu crédito à habitação, entrou com parte do capital e se este não acomodou a aquisição de outros bens como o recheio da casa, carro ou as comissões e seguros. Nesse caso, o valor actual da casa face ao capital em dívida deverá conseguir acomodar outros créditos. Mas atenção que, mexer hoje no crédito à habitação poderá levar a uma subida do ‘spread'.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

14
Nov11

Investidores apostam forte nos metais preciosos

adm

Investimento em fundos cotados auríferos atingiu o valor mais elevado das últimas quatro semanas.

A crise da dívida soberana na zona euro está a gerar uma nova corrida aos metais preciosos, que continuam a ser vistos como activos de refúgio.

De acordo com o último relatório semanal da ETC Securities, uma das maiores gestoras de fundos cotados, o investimento realizado em fundos cotados que replicam a evolução da onça de ouro atingiram o valor mais elevado das últimas quatro semanas.

Segundo cálculos dos especialistas da ETC Securities, só na última semana, quando o ouro ultrapassou a barreira dos 1.800 dólares pela primeira vez desde 21 de Setembro, o investimento líquido nestes produtos atingiu os 116 milhões de dólares.

No mesmo sentido seguiu a o volume de investimento realizado em ‘exchange traded commodities' (ETC), produtos que replicam o desempenho da prata nos mercados internacionais: segundo dados da ETC Securities, o investimento líquido em ETC físicos de prata atingiu os 27,6 milhões de euros, o valor semanal mais elevado nas últimas 16 semanas.

A onça do metal dourado segue hoje a cair 0,54% para os 1.779 dólares e a onça de prata desvaloriza 0,58% para os 34,48 dólares.

fonte:http://economico.sapo.pt/

13
Nov11

Ouro: brilho sem garantia

adm

Alta de longo prazo do metal reflectiu-se nas carteiras de muitos investidores nos últimos anos. Porém, o brilho poderá eclipsar-se.

A segunda metade de Setembro provou que o ouro, embora seja negociado como valor-refúgio por muitos investidores, não está isento de quedas. Nessa quinzena, o preço do metal, listado nas bolsas internacionais em dólares norte-americanos, desceu cerca de 10%. Foi o pior registo para o ouro desde 1983. Esta evolução mostra que o ouro não é necessariamente um investimento seguro.

Foi a raridade do ouro que o tornou num valor-refúgio: permitia armazenar riqueza e comprar bens em períodos instáveis (fome, peste, guerra). Embora tenha deixado de ser usado nas transacções quotidianas, o metal precioso continua a ser uma referência durante as épocas de crise, como na actual instabilidade do sector financeiro e da dívida pública.

A oferta de "novo" ouro, que poderia atenuar a sua raridade, é lenta porque a descoberta e exploração de minas é um processo longo. O crescimento de mercados como a China e, sobretudo, a Índia contribuiu para o aumento da procura para efeitos industriais. Pela negativa, o ouro pode ser penalizado por uma mudança na percepção dos investidores, como aconteceu em Setembro. Os investidores podem, por exemplo, optar pela dívida pública de países mais sólidos, cujas taxas de juro começam a ser mais interessantes.

Valor-refúgio que se pode especular

Muitos vêem no ouro a forma ideal de protegerem as suas poupanças. Embora seja altamente improvável a falência do Estado português, o abandono do euro ou o colapso do sistema financeiro, os mais pessimistas podem comprar ouro para proteger o património de eventuais catástrofes. Se quer ter o ouro "à mão", deve comprar barras, libras de ouro ou peças de ourivesaria. O valor do ouro físico evolui próximo da cotação internacional do mercado. Quando o ouro cota a 1.700 dólares por onça (equivale a 31,1 gramas) e um euro vale 1,34 dólares, o ouro vale 40,79 euros por grama (1700 ÷ 31,10 ÷ 1,34). Assim, uma pequena barra de ouro de dez gramas terá um valor de mercado aproximado de 408 euros.

Tenha cuidado com o local e o preço do ouro onde fizer a aquisição. Há enormes diferenças nos valores de compra e venda por parte dos bancos e de outras entidades até de simples barras de ouro, onde nem existe um valor subjectivo, como no caso das peças de ourivesaria. Pode comprar facilmente uma barra de dez gramas e vendê-la no próprio dia, mas perder mais de 20%. Atenção: apesar do recente recuo, a subida do valor do ouro ao longo dos últimos anos tem sido imparável porque, além da procura da indústria da ourivesaria, os investidores procuram-no como valor-refúgio. Adquirir ouro é uma salvaguarda para momentos de crise muito grave, mas a compra de objectos de ouro não garante um futuro dourado. Os ganhos ou perdas dependem da diferença entre o valor da venda e o valor da compra.

O valor do ouro é definido pelos mercados financeiros em função da procura e da oferta. Por isso, os investidores mais ousados podem especular sobre a subida ou sobre a descida do preço do metal no curto e no médio prazo. As formas de aplicar indirectamente em ouro mais acessíveis aos pequenos investidores são os fundos de investimento, ‘exchange-traded funds' (ETF) e ‘warrants'. Face ao elevadíssimo risco de perda do dinheiro investido, não deverá dedicar mais de 5% das poupanças a este tipo de produtos financeiros.

Apostar na tendência de subida

Existem fundos de acções que se dedicam exclusivamente a investir em empresas ligadas ao sector aurífero, sobretudo empresas mineiras. O valor destes fundos depende do comportamento em bolsa das empresas. Se a cotação sobe, o fundo valoriza. Se desce, o fundo vale menos.

A relação do fundo com o valor do ouro é indirecta. Uma valorização do metal dourado implica maiores lucros para a extracção mineira, mas há outros factores inerentes ao funcionamento específico de cada empresa. Nem todas são geridas do mesmo modo ou obtêm a mesma rentabilidade. Os fundos podem ser subscritos ou resgatados junto de um banco, embora poucas entidades comercializem fundos especializados em ouro.

Actualmente, a Proteste Investe acompanha os fundos BGF World Gold E (disponível no ActivoBank, Banco Best e Millennium bcp) e DWS Invest Gold and Precious Metals NC (Banco Best). Os especialistas da Proteste Investe não recomendam para investimento de longo prazo mas, se quiser especular sobre a subida do ouro, pode comprar.

Para uma relação mais directa entre a cotação internacional do ouro e o valor da sua aposta, opte pelos ETF. Por exemplo, um ETF sobre o ouro ganha aproximadamente 1% se o preço do ouro subir 1%. Para replicar o valor do ouro, os ETF detêm uma carteira de investimentos, tal como os fundos tradicionais. No caso do ouro, incluem produtos derivados ou até mesmo ouro físico.

Os ETF são transaccionados em bolsa, mas não estão disponíveis na Euronext Lisboa. Só pode transaccionar ETF através de bancos ou corretoras que actuem em mercados estrangeiros e que permitam o acesso aos segmentos dedicados a estes instrumentos financeiros.
Os ETF seguem de perto a cotação do ouro, não existindo diferenças relevantes entre o preço de compra e o de venda em bolsa. Se comprar o ETF de manhã e vender à tarde, o lucro ou a perda será muito próximo da variação do ouro durante esse período.

Multiplique os ganhos

Os mais ousados podem apostar em produtos financeiros derivados, cujo valor amplifica a evolução de uma variável financeira. Neste caso, interessam aqueles que dependem da cotação do ouro e incluem a palavra "gold" na designação.

Os mais conhecidos são os ‘call warrants' sobre o ouro, cujo valor sobe quando a cotação do ouro aumenta, mas de forma alavancada. Uma variação de 15 dólares na cotação do metal pode, por exemplo, implicar um ganho ou perda de 150 euros ou mais. Em pouco tempo, o investidor pode multiplicar o capital investido ou perder todo o dinheiro.

A compra e venda de ‘warrants' ocorre na Euronext Lisboa à semelhança das acções nacionais. É preciso ter conta junto de um banco ou corretor e acompanhar diariamente o investimento. Os ‘warrants' têm um prazo de tempo limitado que, no máximo, é de alguns meses.

Há medida que se aproxima da data de vencimento, valor do ‘warrant' desce. Se o palpite do investidor não for acertado, é possível que ele não tenha tempo para esperar que as condições de mercado mudem. No limite, pode perder todo o dinheiro.

Além dos ‘call warrants', há também ETF alavancados sobre o ouro, identificados por palavras como "ultra", "leveraged" e "2x", que multiplicam várias vezes os ganhos (ou perdas) do investidor. A diferença reside no facto de os ETF não terem prazo definido e de a amplitude das oscilações ser mais definida (por exemplo, duas vezes). Existem ainda produtos financeiros que variam de forma inversa à do ouro. Se antecipa uma queda, pode comprar ETF sobre ouro com a designação "short" ou "reverse". No mercado dos ‘warrants', opte pela compra de um ‘put warrant' sobre o ouro.

Investimento sem garantias de rentabilidade

O preço do ouro varia em função das condições de mercado, isto é, da oferta e da procura. Aplicar no metal dourado não assegura qualquer rentabilidade, nem garante o dinheiro nele investido. O ouro físico e os produtos financeiros relacionados com o ouro não geram rendimentos ao longo do tempo. Os mais pessimistas podem comprar ouro físico (jóias e barras) para proteger o seu património.

Embora o preço evolua próximo da cotação de mercado, é habitual existir uma grande diferença entre o preço de compra e o de venda por parte dos bancos e de outras entidades. Pode comprar facilmente uma barra e vendê-la no próprio dia, mas provavelmente perderá mais de 20%.


Se optar por especular sobre o ouro tem à disposição fundos, ETF e ‘warrants'. Pode multiplicar os ganhos e as perdas e até obter ganhos quando a cotação do ouro desce. 
Mas antes de avançar com a decisão de investimento nestes produtos, siga durante algum tempo o comportamento da cotação do ouro e familiarize-se com o funcionamento 
dos vários instrumentos financeiros.

Caso contrário, poderá ter surpresas desagradáveis.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

09
Nov11

Portugueses jogam pelo seguro

adm

Depósitos a prazo lideram as preferências. Estão mais à mão e rendem mais.

Na semana em que se assinalou o Dia da Poupança - 31 de outubro - os conselhos vieram de várias frentes e todos foram dar ao mesmo: é preciso "poupar, poupar e poupar".

Numa conferência sobre "O valor da poupança e o rigor das finanças públicas", Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, afirma que o Estado deve ser mais rigoroso e expedito na apresentação das suas contas e que "a austeridade não é um fim em si mesmo. É indispensável para criar riqueza e mobilizar recursos". E remata: "Precisamos de mudar as atitudes do cidadão para poupar."

Adotar velhos hábitos, sobretudo para quem nunca os teve, não é tarefa fácil. A partir da década de 90 as pessoas habituaram-se a viver a crédito. Havia dinheiro barato para quase tudo: casa, carro, bicicleta, mota, barco, jantares, viagens e por aí fora. Poupar não era um tema que estivesse na ordem do dia.

Hoje o cenário é outro: o apelo à poupança é frequente. Com o agravar da crise da dívida soberana, produtos como os certificados de aforro e os certificados de reforma perderam terreno para os depósitos. O comum dos portugueses refugia-se nos depósitos a prazo. Hoje mais bem remunerados porque os bancos precisam de captar poupanças e os clientes fogem de investimentos mais complexos com risco para produtos com maior liquidez e sem risco. Produtos como o ouro, sobretudo para os que mais dinheiro têm para investir, ou produtos como os fundos de investimento, planos poupança reforma (PPR) privados ou do Estado, foram perdendo adeptos e as novas condições desmobilizaram os aforradores.

Básico, mas com criatividade


 

Está a voltar-se ao básico: fazer da poupança um cliché, tornar o mealheiro uma moda, reaprender a poupar. Quem possa. Vai daí lançam-se campanhas para todas as idades e mais ou menos humoradas e criativas. Poupar com arredondamentos em compras com cartões de crédito, manutenção de depósitos à ordem e "confisco" das sobras de mesadas são algumas ideias lançadas pelos bancos. Verdadeiros engenhos utilizados para que cêntimo a cêntimo tudo seja pretexto para entrar numa conta poupança e combater o desperdício.

 

As campanhas multiplicam-se de banco para banco, com mais ou menos criatividade, e taxas mais ou menos elevadas. É o tudo ou nada nos depósitos a prazo. Pouco atrativos há um ano, ganharam novo interesse.

Mas atenção: o Banco de Portugal que anda a dizer que é preciso incentivar a poupança é o mesmo Banco de Portugal que tem estado a travar a subida das taxas de juro nos depósitos a prazo. O conceito faz sentido: os bancos não podem pagar o que não têm e por isso o supervisor bancário já veio colocar um patamar nas taxas máximas dos depósitos a praticar desde esta semana. Se os bancos ultrapassarem o limite imposto pelo Banco de Portugal, terão de descontar um determinado montante no seu rácio de capital. O mesmo será dizer que dificilmente se irão praticar taxas acima do patamar estabelecido pelo banco central.

Depósitos ganham terreno


Mas neste momento, dentro da oferta atual, os depósitos são a estrela da companhia (ver destaque). Os juros em Portugal foram os que mais subiram na zona euro, quase um ponto percentual. Se, até maio, a taxa de referência em termos brutos era de 3,5%, hoje há campanhas de depósitos que já valem mais de 6% em termos brutos. E se compararmos com o final do ano passado a diferença ainda é maior - a taxa de juro paga era de 1,75%. Nos últimos dez meses, os portugueses responderam ao apelo da banca e foram atrás dos juros. Mesmo com o bloqueio do Banco de Portugal, é natural que este tipo de investimento seja a estrela da companhia porque junta dois ingredientes que numa altura de crise e incerteza são fundamentais - isenção de risco e maior liquidez se for preciso resgatar.

Nos PPR, apesar de irem perder benefícios e haver mesmo quem aconselhe a retirar o investimento neste produto antes do final do ano, a taxa de rentabilidade anual bruta é de 3,4%. Já os certificados de reforma (PPR do Estado) estão cada vez menos atrativos, pois no espaço de um ano a rentabilidade caiu 30%. A exposição à dívida soberana é um dos motivos.

Igual sorte parece estar do lado dos certificados de aforro e dos do Tesouro. Estes produtos, que investem sobretudo em títulos de dívida pública, não têm, preto no branco, a garantia de que não serão afetados no rendimento face à avaliação destes ativos a preços de mercado e com o risco recente do incumprimento da dívida grega.


Produtos

Ouro continua a brilhar

O metal precioso continua a valorizar-se, apesar de recentemente o preço ter sofrido uma correção. Em setembro foi registado um novo recorde de 1921 dólares por onça. Vários analistas acreditam que a valorização se vai manter nos próximos meses. Nos últimos 11 anos a subida foi contínua, tendo-se valorizado 19,6% desde o início de 2011. Uma onça equivale a 31,103 gramas. O ouro vende-se em barras por múltiplos de 100 gramas.

Uma estrelinha nos depósitos

Em tempos de crise, os depósitos a prazo ganharam atratividade. Há produtos com taxas de juro que já ultrapassaram os 6% em termos brutos. Mas o Banco de Portugal já travou o aumento desmedido dos juros acima dos valores de mercado. O aumento da poupança em depósitos também reflete a fuga de outro tipo de investimento como os fundos, por serem mais complexos e terem menos liquidez.


PPR, se pensar em benefícios

Há planos de poupança reforma (PPR) para todos os gostos. Podem ser de taxa e capital garantido (com mais baixa remuneração). Os PPR sobre a forma de seguro, segundo a Associação Portuguesa de Seguros, registaram uma taxa de rentabilidade média anual bruta de 3,4%.Se está a pensar em benefícios fiscais tire daí a ideia: vão acabar.


Certificados de reforma a cair

Criados em 2008, os chamados PPR do Estado estão a perder terreno. Passaram de uma rentabilidade de 7,8%, em 2009, para 1,3%, em 2010,e hoje têm uma rentabilidade negativa de 3,5%, em parte devido à sua exposição à dívida pública soberana. Este produto tem uma liquidez muito reduzida, uma vez que não é possível resgatá-lo antes da idade da reforma, e também não tem capital nem juro garantido.


Certificados de aforro perdem gás

Já foram a primeira escolha dos portugueses, mas as alterações à fórmula de cálculo em 2008 dos certificados da série C desmotivaram os aforradores. Hoje as dúvidas alargam-se ao facto de este ser um instrumento de dívida pública, não sendo completamente claro o que aconteceria aos investidores no caso de haver um incumprimento de Portugal.


Certificados do Tesouro

Também investem em dívida pública. A longo prazo têm uma taxa de juro interessante, que no 10º ano ronda os 7,1% em termos brutos.



fonte:http://aeiou.expresso.pt/

08
Nov11

Acções, obrigações e certificados: conheça as diferenças

adm

A palavra equity significa propriedade. Na realidade, acções ou quotas representam parte do capital de um determinado negócio ou empresa, conferindo ao seu detentor determinados direitos, como a possibilidade de voto, a nomeação de administradores ou o direito a receber um dividendo.

De forma sumária, é através da compra de acções de empresas que os investidores podem participar nos lucros de projectos liderados por aqueles que os sabem transformar em investimentos produtivos e de elevada rendibilidade. 

Mesmo depois de algumas grandes crises financeiras, o investimento em acções proporcionou retornos muito superiores aos investimentos em activos ditos menos arriscados, como as obrigações de governos de curto e longo prazo.

Os indícios apontam todos para as vantagens de investimentos com risco, para horizontes de investimento mais alargados. Naturalmente que uma estratégia de diversificação permitirá alisar os retornos e os riscos incorridos.

Existem activos com mais risco do que outros, sendo que, quanto maior o risco, maior o retorno que um investidor irá exigir para o assumir (o chamado prémio de risco). Os instrumentos mais utilizados pelos portugueses são osdepósitos a prazo, com um nível reduzido de risco sobretudo beneficiando da garantia do Estado até 100.000 €.

Uma obrigação é um título de crédito que pode ser emitido pelo Estado de um país ou por uma empresa, de forma a obter financiamento a taxas inferiores a outro tipo de veículos de financiamento (como os empréstimos bancários ou as acções). Através da emissão de obrigações, o emitente consegue diversificar a sua base de credores, enquanto que os credores podem recorrer a vários tipos de obrigações para diversificar o seu risco.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

08
Nov11

Poupança: depósitos dos portugueses batem novo máximo

adm

Os portugueses depositaram nos bancos 127.552 milhões de euros, só até Setembro. Este valor representa um aumento de 541 milhões de euros, face ao final de Agosto e um novo máximo histórico, divulga esta segunda-feira o Banco de Portugal. 

Os dados provisórios mostram que o valor total em depósitos de particulares já acumula subidas mensais consecutivas há um ano, batendo sucessivos máximos históricos.

A última vez que os depósitos diminuíram foi entre Agosto e Setembro de 2010 e desde aí não pararam mais de subir, de forma mensal.

Comparando com o valor registado no final de Setembro de 2010, estavam depositados na conta de particulares no final de Setembro deste ano mais 10.693 milhões de euros.

Já os bancos estão a fechar as torneiras às famílias: o crédito concedido voltou a cair, em especial o crédito habitação que atingiu mínimos de oito anos

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

08
Nov11

Obrigações ou certificados do Tesouro?

adm

Com mais risco ou com segurança, há investimentos para todas as carteiras e todos os gostos

Mesmo nos dias que correm, as entidades emitentes de obrigações mais seguras são os estados. Os estados têm as suas necessidades de financiamento, quer para as suas despesas quer para os seus investimentos. 

Essas necessidades são supridas através do pagamento de impostos, mas, em determinadas situações, os estados têm de recorrer a empréstimos, à semelhança do que acontece com qualquer agente económico. Estes empréstimos são denominados obrigações do Governo.

Tendo referido os investimentos em Obrigações do Governo, queremos deter -nos agora num tipo específico de instrumento denominado de certificados do tesouro, pois consideramos ser um instrumento que nos próximos meses poderá ser uma alternativa muito válida e vantajosa. Os certificados do tesouro são instrumentos de dívida pública de médio/longo prazo, que têm por base as Obrigações do Governo, mas que são emitidos a pensar nos pequenos investidores. São produtos atractivos para o médio prazo, emitidos pelo Estado português de modo a financiar a sua actividade, seja para construir estradas, hospitais, escolas, pagar despesas de funcionamento corrente, entre outras despesas.

Os bancos utilizam o dinheiro dos seus clientes e de outros bancos para emprestar a outros clientes e a empresas. Com estas operações, conseguem a margem de lucro. Mas será que é possível sermos nós o banco de outras empresas? Ou, por outras palavras, será que podemos emprestar dinheiro às empresas, obtendo assim um rendimento semelhante ao obtido pelos bancos nestas operações? 

Contrariamente ao que poderá pensar, isto é possível. Todos podemos, na realidade, emprestar dinheiro a empresas e obter taxas de retorno muito superiores aos depósitos a prazo, embora assumindo riscos superiores. Os instrumentos que o possibilitam são denominados de obrigações corporativas. Na realidade, o mecanismo é semelhante a uma obrigação do governo, embora o risco e o retorno sejam superiores.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

08
Nov11

Investimentos em bolsa: qual é a altura certa?

adm

Conhecimentos financeiros, determinação do perfil de risco e alguma prudência são condições essenciais para gerir de forma eficaz o risco de investimento

 

Um dos grandes objectivos deste artigo é transmitir as bases para que todos os leitores sejam capazes de pensar por si próprios quando ponderam investir em bolsa. 

A capacidade de reflexão dos investidores possibilitará a construção de uma estratégia de investimento adequada ao perfil e aos objectivos individuais. 

Este objectivo não exclui procurar aconselhamento, requer acima de tudo que o processo seja executado de forma rigorosa e selectiva, nomeadamente procurar alguém em que se confie plenamente e que domine de forma sólida a área dos investimentos. De uma forma simples, com algumas regras básicas, muita disciplina e pragmatismo, conseguirá atingir resultados sólidos e consistentes no tempo.

Nem todos os investimentos em mercados financeiros são aconselháveis. É certo que todos podemos investir em qualquer activo, mas a probabilidade de sucesso aumenta quanto maior for o conhecimento

O desenvolvimento de conhecimentos financeiros, a determinação do perfil de risco e alguma prudência são condições essenciais para gerir de forma eficaz o risco do investimento (mais informação leva, regra geral, a decisões mais ponderadas), aumentar a sua eficácia e reduzir o stress associado. 

O essencial a reter é que cada caso é um caso e que deve ser procurada uma correcta definição do perfil de risco de um investidor, com base nos conhecimentos demonstrados e no seu nível de tolerância ao risco. Quando falamos de investimento, temos de ter em conta três variáveis distintas e basilares: risco, retorno esperado e liquidez.

A determinação do horizonte de investimento também é um factor fundamental para se alcançar o sucesso. Os investidores particulares em Portugal são conhecidos por ter o hábito de investir de forma pouco ponderada, com alto nível de subjectividade e com o desejo de realizar mais-valias imediatas. Este tipo de comportamento em termos de investimento não deve ser identificado de investimento, mas antes de «jogo». Por vezes o resultado é positivo, outras vezes negativo, variando muito ao sabor da corrente do mercado. 

Um corolário fundamental da estratégia mais adequada para que possa atingir um nível confortável de independência financeira é o investimento em vários cabazes de investimento/poupança, cada qual com o seu horizonte de investimento em função do objectivo que se pretende alcançar (objectivo de curto prazo? Objectivo de longo prazo, como a reforma?).

O conceito de horizonte temporal de investimento anda de mãos dadas com o conceito de perfil de risco. De facto, assume-se que os investimentos em mercados financeiros tenderão a uma valorização com o tempo. Se assim não fosse, não fazia qualquer sentido investir, pois ninguém investe na expectativa de perder capital. Aliás, tal assunção é corroborada pela observação da história dos mercados financeiros, apesar de nunca ser de mais referir que os retornos passados não representam garantia de retornos futuros.

Na selecção dos activos financeiros onde se pretende investir importa definir se queremos investir em produtos com maior ou menor risco/volatilidade. Surgem-nos, à partida, dois tipos de investimento algo distintos: os títulos de renda fixa (depósitos, certificados do tesouro e obrigações) e os títulos de renda variável (acções).
A distinção entre estes dois tipos de produtos é muito simples. Os títulos de renda fixa são produtos em que dispomos, desde logo, de um fluxo predeterminado de rendimentos, em forma de juros ou cupões (remuneração periódica de uma obrigação financeira). 

Os títulos de renda variável, por outro lado, são caracterizados pela incerteza inerente ao retorno do investimento.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/d

06
Nov11

O seu dinheiro está protegido?

adm

Saiba quais são as implicações de uma falência da Grécia nas suas poupanças.

A possibilidade da Grécia entrar em incumprimento nos próximos tempos é um dado quase adquirido pelos investidores que negoceiam obrigações do Tesouro helénico. Fique a saber o que significará esta realidade para as suas poupanças.

1 - Qual o impacto de uma falência da Grécia nos bancos portugueses?
Os bancos nacionais detêm cerca de 1,2 mil milhões de euros de dívida grega nos seus balanços. Se a Grécia entrar em incumprimento sofrerão perdas com aquelas posições e com eventuais desvalorizações da dívida pública portuguesa, por efeito de contágio. Apesar disso, os bancos têm à disposição a linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros prevista no acordo com a ‘troika' para cumprirem os rácios de solvabilidade mesmo que as posições em dívida soberana pressionem o capital.

2 - Os depósitos estão seguros?
Em Portugal, caso um banco deixe de ter capacidade para fazer face aos depósitos, existe o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD). Este Fundo tem como missão reembolsar até 100 mil euros por depositante. Este veículo é financiado pelas contribuições obrigatórias dos bancos e pela gestão de activos do próprio Fundo. Em caso do FGD não ter património suficiente para fazer face a coberturas de depósito, o Banco de Portugal pode disponibilizar esse dinheiro.

3 - E os certificados de aforro e do tesouro?
Ambos os produtos são instrumentos de dívida do Estado português. Isto significa que o incumprimento do Tesouro grego não repercutirá efeitos directos sobre estes produtos. Todavia, poderá gerar um efeito de contágio para um cenário de reestruturação da dívida nacional. E, nesse caso, se as regras se aplicarem de igual a todos os títulos de dívida (Obrigações do Tesouro, certificados do Tesouro e certificados de Aforro) poderá dar-se o caso de os subscritores destes produtos serem igualmente penalizados. Contudo, a resolução do Conselho de Ministros referente à regulamentação dos Certificados do Tesouro garante que "as condições de remuneração dos Certificados do Tesouro vigentes à data da respectiva subscrição não podem ser alteradas em sentido desfavorável ao aforrador durante o prazo de dez anos contado a partir da data de subscrição".

4 - O que acontece ao meu plano poupança-reforma?
De acordo com o relatório anual do ISP, publicado ontem, os planos poupança-reforma (PPR) apresentavam no final do ano passado um portefólio com uma exposição superior a 30% a títulos de dívida soberana. Assim, é natural que alguns destes produtos ainda tenham algumas obrigações gregas em carteira e que, num eventual cenário de ‘default' grego, se ressinta. Todavia, é importante salientar que, como a maior parte dos PPR avalia as obrigações ao preço de mercado, o embate de um ‘default' grego está longe de ser catastrófico.

5 - O que esperar das aplicações feitas em acções da bolsa nacional?
Segundo os especialistas, para os investidores que detenham aplicações em acções e que não necessitem de liquidez pode ser errado vender as acções no meio do pânico. Já para quem está fora do mercado, apesar das acções estarem "baratas" face à história é necessário um perfil de risco elevado, já que as incertezas no mercado são muitas. Uma das estratégias que os especialistas têm recomendado, para investidores de longo prazo, é apostar em empresas que distribuam dividendos elevados e que tenham capacidade de continuar a gerar dinheiro para remunerar os accionistas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

02
Nov11

Certificados são uma opção segura?

adm
O "perdão" de dívida à Grécia tem gerado alguma preocupação entre aqueles que têm parte das poupanças investidas em produtos de aforro do Estado. Apesar de não ser possível garantir que estes nunca serão "beliscados", mesmo que Portugal se veja na mesma situação em que está a Grécia, nada faz prever que os aforradores possam perder dinheiro.

A Grécia está num processo de reestruturação de dívida pública que tem preocupado os leitores do Negócios e, especialmente, aqueles que têm parte das poupanças investidas nos produtos do Estado: os certificados de Aforro (CA) e os certificados do Tesouro (CT). O ponto principal a reter é que, apesar de um "default" num país da Zona Euro ser "água nunca dantes navegada", o que está a ser negociado na Europa é um "perdão" de dívida por parte dos grandes investidores institucionais, os bancos privados.


Tanto os CA como os CT são considerados instrumentos de dívida pública, tal como os bilhetes ou as Obrigações do Tesouroemitidos pelo IGCP. À luz disto, a falta de legislação sobre o tema coloca-os em "pé de igualdade" no que diz respeito a um eventual incumprimento. Ou seja, se a execução do programa da troika não for a prevista e Portugal se vir na mesma situação que a da Grécia, ambos terão, em teoria, o mesmo risco de incumprir.

Em Abril, um aforrador questionou o IGCP sobre esta matéria, ao que o instituto que gere o endividamento público português respondeu que "o risco de perda (total ou parcial) não se enquadra, de forma alguma, em qualquer hipótese actualmente em estudo pelo IGCP". 

O instituto liderado por Alberto Soares remetia, ainda, para a resolução do Conselho de Ministros nº40/2010. No número 15, garante-se que "as condições de remuneração dos certificados do Tesouro vigentes à data da respectiva subscrição não podem ser alteradas em sentido desfavorável ao aforrador durante o prazo de 10 anos contado a partir da data de subscrição". 

O IGCP acrescentava que "os produtos de dívida pública, entre os quais os CT e os CA, gozam da segurança e da garantia da República Portuguesa". Ora, é justamente neste ponto que os aforradores têm sentido dúvidas, porque aquilo que há alguns anos era impensável, um "default" num país do euro, está, em moldes ainda não totalmente conhecidos, a acontecer na Grécia.

As notícias recentes de que os bancos portugueses estão a ter de reconhecer perdas na exposição à dívida de países como a Grécia e Portugal tem, também, criado alguma apreensão entre os aforradores, até porque essas perdas deverão precipitar a entrada do Estado no capital dos bancos. O que se está a fazer é ajustar, por prudência, o valor desses títulos, que valem 100% no balanço dos bancos, ao valor inferior a que títulos semelhantes estão a ser negociados nos mercados. Para já, aquilo que foi decidido afecta apenas a banca e os títulos que são "líquidos", com as instituições a reconhecerem o risco de "default", venha ele a acontecer ou não. Não se prevê qualquer repercussão nos instrumentos de aforro do Estado.

Há que salientar, também, que a redução da dívida pública da Grécia não está a acontecer de forma "desordeira", está a ser negociada apenas com os credores institucionais, desejando-se que o "perdão" parcial da dívida que estes detêm seja suficiente para aliviar o "sufoco" económico e financeiro em que vive aquele país. Ainda assim, justamente pela imprevisibilidade do momento actual e pela falta de legislação mais aprofundada, ninguém pode garantir, com absoluta certeza, que Portugal não venha a reestruturar a dívida pública nem que, se isso vier a acontecer, seja uma reestruturação "ordeira" e que afecte apenas os grandes bancos privados que se sentem à mesa das negociações.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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