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Poupanças e Investimentos Seguros

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09
Nov11

Portugueses jogam pelo seguro

adm

Depósitos a prazo lideram as preferências. Estão mais à mão e rendem mais.

Na semana em que se assinalou o Dia da Poupança - 31 de outubro - os conselhos vieram de várias frentes e todos foram dar ao mesmo: é preciso "poupar, poupar e poupar".

Numa conferência sobre "O valor da poupança e o rigor das finanças públicas", Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, afirma que o Estado deve ser mais rigoroso e expedito na apresentação das suas contas e que "a austeridade não é um fim em si mesmo. É indispensável para criar riqueza e mobilizar recursos". E remata: "Precisamos de mudar as atitudes do cidadão para poupar."

Adotar velhos hábitos, sobretudo para quem nunca os teve, não é tarefa fácil. A partir da década de 90 as pessoas habituaram-se a viver a crédito. Havia dinheiro barato para quase tudo: casa, carro, bicicleta, mota, barco, jantares, viagens e por aí fora. Poupar não era um tema que estivesse na ordem do dia.

Hoje o cenário é outro: o apelo à poupança é frequente. Com o agravar da crise da dívida soberana, produtos como os certificados de aforro e os certificados de reforma perderam terreno para os depósitos. O comum dos portugueses refugia-se nos depósitos a prazo. Hoje mais bem remunerados porque os bancos precisam de captar poupanças e os clientes fogem de investimentos mais complexos com risco para produtos com maior liquidez e sem risco. Produtos como o ouro, sobretudo para os que mais dinheiro têm para investir, ou produtos como os fundos de investimento, planos poupança reforma (PPR) privados ou do Estado, foram perdendo adeptos e as novas condições desmobilizaram os aforradores.

Básico, mas com criatividade


 

Está a voltar-se ao básico: fazer da poupança um cliché, tornar o mealheiro uma moda, reaprender a poupar. Quem possa. Vai daí lançam-se campanhas para todas as idades e mais ou menos humoradas e criativas. Poupar com arredondamentos em compras com cartões de crédito, manutenção de depósitos à ordem e "confisco" das sobras de mesadas são algumas ideias lançadas pelos bancos. Verdadeiros engenhos utilizados para que cêntimo a cêntimo tudo seja pretexto para entrar numa conta poupança e combater o desperdício.

 

As campanhas multiplicam-se de banco para banco, com mais ou menos criatividade, e taxas mais ou menos elevadas. É o tudo ou nada nos depósitos a prazo. Pouco atrativos há um ano, ganharam novo interesse.

Mas atenção: o Banco de Portugal que anda a dizer que é preciso incentivar a poupança é o mesmo Banco de Portugal que tem estado a travar a subida das taxas de juro nos depósitos a prazo. O conceito faz sentido: os bancos não podem pagar o que não têm e por isso o supervisor bancário já veio colocar um patamar nas taxas máximas dos depósitos a praticar desde esta semana. Se os bancos ultrapassarem o limite imposto pelo Banco de Portugal, terão de descontar um determinado montante no seu rácio de capital. O mesmo será dizer que dificilmente se irão praticar taxas acima do patamar estabelecido pelo banco central.

Depósitos ganham terreno


Mas neste momento, dentro da oferta atual, os depósitos são a estrela da companhia (ver destaque). Os juros em Portugal foram os que mais subiram na zona euro, quase um ponto percentual. Se, até maio, a taxa de referência em termos brutos era de 3,5%, hoje há campanhas de depósitos que já valem mais de 6% em termos brutos. E se compararmos com o final do ano passado a diferença ainda é maior - a taxa de juro paga era de 1,75%. Nos últimos dez meses, os portugueses responderam ao apelo da banca e foram atrás dos juros. Mesmo com o bloqueio do Banco de Portugal, é natural que este tipo de investimento seja a estrela da companhia porque junta dois ingredientes que numa altura de crise e incerteza são fundamentais - isenção de risco e maior liquidez se for preciso resgatar.

Nos PPR, apesar de irem perder benefícios e haver mesmo quem aconselhe a retirar o investimento neste produto antes do final do ano, a taxa de rentabilidade anual bruta é de 3,4%. Já os certificados de reforma (PPR do Estado) estão cada vez menos atrativos, pois no espaço de um ano a rentabilidade caiu 30%. A exposição à dívida soberana é um dos motivos.

Igual sorte parece estar do lado dos certificados de aforro e dos do Tesouro. Estes produtos, que investem sobretudo em títulos de dívida pública, não têm, preto no branco, a garantia de que não serão afetados no rendimento face à avaliação destes ativos a preços de mercado e com o risco recente do incumprimento da dívida grega.


Produtos

Ouro continua a brilhar

O metal precioso continua a valorizar-se, apesar de recentemente o preço ter sofrido uma correção. Em setembro foi registado um novo recorde de 1921 dólares por onça. Vários analistas acreditam que a valorização se vai manter nos próximos meses. Nos últimos 11 anos a subida foi contínua, tendo-se valorizado 19,6% desde o início de 2011. Uma onça equivale a 31,103 gramas. O ouro vende-se em barras por múltiplos de 100 gramas.

Uma estrelinha nos depósitos

Em tempos de crise, os depósitos a prazo ganharam atratividade. Há produtos com taxas de juro que já ultrapassaram os 6% em termos brutos. Mas o Banco de Portugal já travou o aumento desmedido dos juros acima dos valores de mercado. O aumento da poupança em depósitos também reflete a fuga de outro tipo de investimento como os fundos, por serem mais complexos e terem menos liquidez.


PPR, se pensar em benefícios

Há planos de poupança reforma (PPR) para todos os gostos. Podem ser de taxa e capital garantido (com mais baixa remuneração). Os PPR sobre a forma de seguro, segundo a Associação Portuguesa de Seguros, registaram uma taxa de rentabilidade média anual bruta de 3,4%.Se está a pensar em benefícios fiscais tire daí a ideia: vão acabar.


Certificados de reforma a cair

Criados em 2008, os chamados PPR do Estado estão a perder terreno. Passaram de uma rentabilidade de 7,8%, em 2009, para 1,3%, em 2010,e hoje têm uma rentabilidade negativa de 3,5%, em parte devido à sua exposição à dívida pública soberana. Este produto tem uma liquidez muito reduzida, uma vez que não é possível resgatá-lo antes da idade da reforma, e também não tem capital nem juro garantido.


Certificados de aforro perdem gás

Já foram a primeira escolha dos portugueses, mas as alterações à fórmula de cálculo em 2008 dos certificados da série C desmotivaram os aforradores. Hoje as dúvidas alargam-se ao facto de este ser um instrumento de dívida pública, não sendo completamente claro o que aconteceria aos investidores no caso de haver um incumprimento de Portugal.


Certificados do Tesouro

Também investem em dívida pública. A longo prazo têm uma taxa de juro interessante, que no 10º ano ronda os 7,1% em termos brutos.



fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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