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Poupanças e Investimentos Seguros

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20
Nov11

Fim dos benefícios fiscais leva a quebra de 70% nos PPR

adm

Portugueses entregaram menos 1,5 mil milhões de euros para complemento do seus PPR até Agosto deste ano.

Os portugueses entregaram até Agosto deste ano menos 1,5 mil milhões de euros para complemento dos seus planos poupança reforma (PPR), uma quebra de 70% face ao período homólogo. Este ano o total das entregas soma 655,6 milhões de euros, muito aquém dos cerca de dois mil milhões entregues em igual período de 2009 e 2010. Incluindo os seguros de capitalização - produtos semelhantes aos PPR mas que oferecem maior liquidez - a quebra atinge os 3,7 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. "O principal factor de pressão é a perda dos benefícios fiscais. Sem estes benefícios os PPR não são produtos interessantes. Facilmente se encontram melhores alternativas", comenta António Ribeiro, economista da Deco. E acrescenta: "Comparando com fundos defensivos, os PPR sem benefícios fiscais ficam a perder, até porque têm comissões mais elevadas".

O Orçamento do Estado para 2011 impôs um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais - e apenas para o terceiro escalão de IRS, já que nos escalões seguintes o benefício é menor. Ou seja, enquanto até ao final de 2010 os PPR usufruíam de um benefício fiscal máximo de 400 euros, actualmente o tecto máximo de 100 euros engloba todos os benefícios fiscais.

As novas regras resultaram num forte desincentivo à poupança de médio e longo-prazo. O Instituto de Seguros de Portugal justifica parte da variação negativa verificada este ano com "o reforço na captação de poupança pelo sector bancário, via depósitos a prazo". Além das taxas atractivas actualmente praticadas pela banca, estes produtos oferecem maior liquidez, o que no actual contexto "pode ser visto como uma vantagem pelas famílias, que perante uma situação de necessidade podem recorrer a este capital", avança António Ribeiro. Por outro lado, é penalizado o incentivo à poupança estável e permanente. E isto num contexto de subida da taxa de poupança, dada a preocupação crescente das famílias portuguesas com o actual e futuro contexto económico. O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica subiu em Outubro pelo quarto mês consecutivo e encontra-se mesmo acima da média histórica.

Os seguros PPR representam cerca de 80% deste mercado, composto também por fundos PPR e fundos de pensões, onde a tendência é semelhante. Até Outubro, os portugueses resgataram quase 151 milhões de euros dos fundos PPR, em termos líquidos, numa indústria que vale pouco mais de mil milhões de euros. Aliás, desde Outubro de 2007, no início da crise do ‘subprime', estes fundos já perderam mais de metade dos activos sob gestão. Uma quebra de 56%, ou 1,4 mil milhões de euros, para o valor mais baixo desde, pelo menos, 2000. Já os fundos de pensões perderam três mil milhões de euros de activos sob gestão no mesmo período.

Quase 90% dos fundos PPR estão negativos no último ano

A par do corte nos benefícios fiscais, a fuga dos fundos PPR não será imune também às fracas performances destes produtos. Apenas quatro dos 35 fundos PPR, cuja rendibilidade é divulgada pela APFIPP, estão positivos nos últimos 12 meses. As perdas situam-se entre os 1,95% e os 16,07%, com 27 destes fundos a incorrerem em perdas superiores a 3%. Nos fundos de pensões a realidade é idêntica: dos 29 fundos de pensões abertos existentes, apenas cinco estão positivos, com as perdas a atingirem os 17,83% num dos casos. No total, 19 destes fundos perdem mais de 3%. Já nos seguros PPR a rendibilidade não é conhecida, com os últimos dados a remeterem para a performance em 2010.

Números que tornam premente a escolha dos melhores produtos. Se com os benefícios fiscais a maioria dos portugueses se limitavam a constituir um PPR junto do seu banco, sem olhar à performance do produto, as novas regras vieram "lembrar" os aforradores que, também aqui, é importante procurar a melhor gestão. António Ribeiro deixa precisamente esse conselho a quem já tem um PPR: "Se não está satisfeito com a performance do seu PPR peça a transferência para outro PPR.


Conselhos da Deco

1 - Se ainda não tem PPR não faça um 
A posição assumida pela Deco Proteste para quem ainda não tem um PPR é "não faça um", revela António Ribeiro, economista da associação. Para quem tem menos de 40 anos, a Deco recomenda "um pouco de risco", através de fundos de investimento de acções ou fundos mistos. Já para quem se aproxima da idade da reforma a escolha recai sobre produtos com garantia de capital e certificados do Tesouro.

2 - Se já tem um PPR não faça mais entregas 
Para quem já constituiu um PPR, a Deco recomenda que não faça mais entregas e "caso não esteja satisfeito com a rendibilidade do seu produto procure transferir o capital para outro PPR", diz António Ribeiro. Desta forma não terá de devolver os benefícios fiscais já auferidos, mas poderá ter de pagar uma comissão máxima de 0,5% no caso do seu PPR ter garantia de capital.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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