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Poupanças e Investimentos Seguros

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21
Nov11

Mais de 62 mil investidores fugiram dos certificados este ano

adm

Principal vítima são os certificados de aforro, que nunca sofreram tantas fugas. É mais do dobro do verificado em 2009 e em 2010.

Os produtos de poupança do Estado não estão apenas a despertar cada vez menos interesse junto dos portugueses como também a perder investidores de forma maciça. Com base em dados facultados ao Diário Económico pelo Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP), do início do ano até ao final de Outubro, mais de 62 mil portugueses resgataram as suas posições em Certificados de Aforro e do Tesouro. Trata-se da fuga mais elevada desde sempre. No início de 2011 mais de 610 mil portugueses tinham dinheiro aplicado nestes dois instrumentos de poupança. No final de Outubro, o valor já era de apenas 548 mil.

Apesar de não ser possível discriminar estes dados por categoria de produto (Certificados de Aforro ou do Tesouro), é fácil aferir que estes números resultam da fuga de investidores dos certificados de Aforro, já que nos certificados do Tesouro o balanço de subscrições é positivo. Em 2011, os portugueses aplicaram, em termos líquidos, 590 milhões de euros em Certificados do Tesouro. No caso dos Certificados de Aforro, desde o início de 2011, os resgates líquidos ascendem a perto de 3,3 mil milhões de euros. Trata-se do valor mais elevado de sempre a ser retirado dos Certificados de Aforro e que fica bastante além das metas previstas pelo Orçamento do Estado para 2011. Ou seja, é quase sete vezes a saída líquida de 500 milhões de euros inicialmente antecipada.

A fuga de aforradores ao longo deste ano é de tal ordem que ultrapassa o verificado no acumulado dos dois anos anteriores. O número de subscritores baixou em 30,3 mil, entre 2008 e 2009, e 30,9 mil, entre 2009 e 2010.

Os especialistas apontam múltiplos motivos para essa fuga. Segundo Pedro Lino, CEO da DIF Broker, e mais concretamente em relação aos Certificados de Aforro refere que "existem outras alternativas para o mesmo nível de risco que remuneram melhor, sobretudo para montantes acima de cinco mil euros. É o caso dos depósitos ou das obrigações do Tesouro que, por exemplo para um prazo de dois anos estão a oferecer taxas de 15%". O economista acrescenta também o impacto negativo resultante da pressão sobre o orçamento dos agregados. "Face à crise, as famílias com dificuldade para manter os níveis de consumo vêem-se na contingência de resgatar aplicações, sobretudo dos produtos que remuneram a taxas mais baixas como é o caso dos Certificados de Aforro".

No mesmo sentido vai a opinião de António Ribeiro da Deco. Contudo, este economista acrescenta outro factor na equação. "A perda de interesse já vem desde 2008 [altura em que o Estado introduziu a série C] mas este ano agravou-se devido à crise da dívida soberana e aos receios dos aforradores em relação à segurança do dinheiro que emprestaram ao Estado".

Mesmo no caso dos Certificados do Tesouro, apesar destes serem pautados por subscrições líquidas positivas desde o seu lançamento, em Julho de 2010, incentivadas pela remuneração atractiva em prazos mais longos, o certo é que o ritmo de captação tem vindo a decrescer. Os últimos dados, relativos a Setembro, indicam que esse mês foi o segundo pior em termos de adesões: apenas foram subscritos, em termos líquidos, 10 milhões de euros.

Soluções para cativar mais aforradores
Mas, então o que pode ser feito para reverter esta tendência? Segundo João Martins, director-geral da Maxfinance, "o Estado tem que ser o primeiro interessado em captar a poupança dos portugueses. E deveria dar melhores condições do que o mercado". Para João Martins, "no mínimo, os Certificados de Aforro deviam ter prémios de permanência para criar estimulo no aforro, para as pessoas não mexerem naquele dinheiro, e deviam ter prémios por aumento do capital". No mesmo sentido vai a opinião de Pedro Lino. "O Estado e os bancos são concorrentes pelo mesmo segmento, por isso o Estado deveria ter uma acção mais comercial e dar mais margem de manobra para negociar nos balcões dos CTT". Indexar a remuneração dos Certificados de Aforro à inflação, às obrigações do Tesouro ou a outro instrumento que desse uma rendibilidade superior estão também entre as suas recomendações.

Já em relação aos Certificados do Tesouro, João Martins da Maxfinance lembra que cinco anos ( período mínimo para que este produto apresente retornos atractivos) é um prazo longo para as famílias portuguesas. E acrescenta: "Quando os objectivos são muitos altos ou muito longos não se cumprem".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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