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Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

10
Mai12

Mais de um terço da carteira das seguradoras está investido na banca

adm

As aplicações em entidades do sector financeiro representam 38% da carteira de investimentos das seguradoras, ou seja, 17,6 mil milhões de euros, investidos quase na totalidade em dívida dos bancos.

As aplicações em entidades do sector financeiro representam 38% do total da carteira de investimentos das seguradoras nacionais, ou seja, 17,6 mil milhões de euros. Um valor investido quase na totalidade em dívida emitida por estas instituições. A relação entre bancos e seguradoras não tem sido isenta de críticas nos últimos anos, as quais assentam principalmente na realidade que os números agora expressam. O sector segurador em Portugal - e também na Europa - é detido quase na totalidade pelos bancos, o que tem levantado questões sobre potenciais conflitos de interesse no que toca à "colocação" de dívida emitida pelos bancos na carteira de investimento das suas seguradoras. Dívida esta que tem encontrado um mercado fechado para estas emissões.

De acordo com os dados ontem divulgados, e pela primeira vez, pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP), o sector financeiro tem um peso de 71% no total do investimento realizado em dívida privada e em acções por parte do sector segurador. No entanto, enquanto o investimento em acções soma 707,8 milhões de euros, 2% do total, as aplicações em dívida privada representam 52% da carteira, para um total de 24 mil milhões de euros. De notar que grande parte dos fundos geridos pelas seguradoras destinam-se a complementos de reforma, produtos que pelas suas características aconselham a uma gestão prudente das carteiras. O ISP divulgou também ontem dados referentes aos fundos de pensões, geridos pelas seguradoras, que reflectem uma realidade idêntica à do sector - 55% dos investimentos realizados em dívida privada e em acções, que representam 23% e 14% do total, respectivamente, estão alocados ao sector financeiro. De notar que, segundo o último relatório do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, os fundos de pensões geraram em média um retorno negativo de 4% em 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/

11
Abr12

Investir em fundos imobiliários

adm

Os Fundos de Investimento Imobiliário são importantes para diversificar a sua carteira

O que são estes fundos?

Os fundos de investimento imobiliário (FII) são produtos financeiros que resultam do investimento de entidades particulares e coletivas, principalmente em bens imóveis. Os fundos são geridos por uma equipa profissional, uma sociedade gestora, que depois os comercializa através de entidades como os bancos.

Quais são os tipos de FII?

Os FII podem dividir-se por dois tipos de caraterísticas: a variabilidade do capital e a forma de remuneração. No primeiro caso, existem fundo abertos, fechados ou mistos. Os fundos abertos são constituídos por unidades de participação (UP) cujo o número varia consoante a procura por parte dos investidores. Ou seja, em termos práticos, quando o investidor decide aplicar o seu dinheiro num FII aberto e subscrever unidades de participação, haverá lugar a um aumento do número das UP. Os FII fechados, funcionam exatamente ao contrário dos FII abertos, ou seja, o número de UP é fixo e estabelecido no início do FII e por isso o investimento faz-se comprando e vendendo essas mesmas unidades de participação. Os FII mistos, tal como o nome indica, misturam caraterísticas dos FII abertos e dos FII fechados. Em Portugal, a maioria dos fundos de investimento imobiliário são fechados.

Em relação à forma de remuneração, existem os fundos de rendimento e os fundos de capitalização. Os fundos de rendimento distribuem rendimentos a todos os subscritores do fundo de investimento, de forma semelhante ao que acontece com os tradicionais dividendos. Já os fundos de capitalização, utilizam o “milagre do juro composto”, ou seja, reinvestem os rendimentos que foram gerados no FII.

Quais são as caraterísticas principais de um FII?

Além das caraterísticas em relação à forma de remuneração e ao número de UP’s, os fundos de investimento imobiliário também apresentam alguns fatores que podem levar o investidor a perceber a sua apetência para estes produtos. Neste leque, destacam-se a liquidez, o risco e a rendibilidade, que são fatores determinantes no mundo do investimento. No que toca à liquidez, é importante para o investidor saber se o seu investimento tem ou não liquidez, ou seja, se os ativos se transformam em dinheiro de forma rápida ou não. Os fundos abertos são mais líquidos que os fundos fechados.

Em relação ao risco, a volatilidade poderá ser essencial para apontar um prazo para as suas aplicações já que riscos mais elevados pedem prazos mais longos enquanto volatilidades mais baixas podem ser mais facilmente suportadas em prazos médios. Tenha especial atenção ao prospeto do FII para que não ocorram dissabores e para que saiba o risco que está a assumir subscrevendo estes produtos.

A rendibilidade é o aspeto mais importante para o investidor, já que é aí que vai saber se ganha ou não dinheiro com o seu investimento. A rendibilidade da sua aplicação tem de ser calculada não só em relação ao preço de compra e ao preço de venda, mas também, em relação às comissões que tem de pagar. Esses comissões incluem as de subscrição, de resgate, de gestão e de depósito.

A subscrição do produto é feita da mesma maneira que a dos fundos de investimento mobiliários através do débito em conta corrente do subscritor que escolhe o número de unidades de participação ou o montante que quer aplicar, igual o superior ao montante mínimo de subscrição.

Mais informação

Para conhecer as rendibilidades dos FII, existem dois canais principais: através do site da sua instituição bancária/sociedade gestora ou então visitar o site da da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios  (APFIPP) que junta a maioria das sociedades gestoras nacionais.

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt

05
Mar12

Produtos do Estado sem vigilância

adm
Tal como os produtos bancários são regulados por uma entidade independente, as soluções de aforro do Estado também o deveriam ser

Todos os produtos financeiros, independentemente do local onde são comercializados e da entidade emitente, deveriam obedecer a regras de transparência na informação prestada, rigor na forma como são apresentados ao público e isenção na regulação. No caso das soluções de aforro em dívida pública, as regras são distintas dos restantes produtos financeiros comercializados pela banca.


Os Certificados do Tesouro, à semelhança do que acontece com os Certificados de Aforro, não são alvo de qualquer regulação por uma entidade autónoma. Nos Correios, a única entidade que faz a comercialização presencial destes instrumentos financeiros, os funcionários comportam-se como gestores de conta, aconselhando os clientes e, por vezes, orientando para produtos sob a forma de seguro ou de fundo de investimento, como verificámos no teste prático de subscrição de Certificados do Tesouro (veja a partir da página 14). O aconselhamento é divulgado mesmo sem haver um estudo prévio do perfil do cliente.

Essa liberdade de recomendações não existe na banca. As instituições financeiras são obrigadas após a transposição da Diretiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros (DMIF) a um conhecimento e a uma classificação dos clientes antes de qualquer proposta de produtos financeiros.

Falta uma entidade reguladora
Em primeiro lugar, não existe uma entidade reguladora autónoma que acompanhe o respetivo mercado, vigie e regule a informação prestada e o comportamento das entidades que comercializam estes produtos.

Atualmente, nos produtos financeiros de dívida pública, como os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro, é o Estado o emitente e é o Estado, através do Governo, que regula e dita as regras. Por exemplo, as taxas dos Certificados do Tesouro mantêm-se constantes há 12 meses porque o Governo assim o entendeu. É ele, através do Executivo, que detém o poder de alterar a remuneração. Há aqui um favorecimento do Estado a seuBEL-prazer, distorcendo as regras de mercado, já que os deveres de informação não são os mesmos para todos os produtos financeiros.

No passado assistimos a alterações constantes das regras dos Certificados de Aforro, prejudicando muitos aforradores. Nada nos garante que o mesmo não possa acontecer com os Certificados do Tesouro. Aliás, a mais recente alteração nos Certificados de Aforro provocou já uma saída de sete mil milhões de euros dos cofres do Estado. Por isso, entendemos que os produtos de dívida pública deveriam ser regulados e supervisionados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, tal como acontece com muitos produtos financeiros.

Mais informação e comparável
Outra deficiência encontrada no teste prático que fizemos a algumas agências dos Correios foi a pouca informação prestada por parte dos funcionários. Em alguns casos nem sequer foi facultada uma ficha informativa com as características dos Certificados do Tesouro. 

Tal como acontece com os depósitos a prazo, deveria existir uma ficha de informação normalizada que contivesse todas as informações relativas aos produtos de dívida pública e fosse comparável à dos produtos bancários. Os aforradores só podem to mar decisões de investimento ponderadas quando conseguem comparar as várias soluções de que dispõem.

Além disso, os Correios deviam ser obrigados a prestar todas as informações e entregar sempre a respetiva ficha normalizada, pois o seu comportamento é semelhante ao de um bancário. Vender Certificados, um seguro ou um fundo de investimento não é a mesma coisa em termos de risco, liquidez e rendimento, ainda que alguns funcionários dos Correios tenham prontamente apresentado um seguro como uma alternativa mais rentável, facultando apenas um panfleto publicitário e afirmando que o risco era igualmente baixo ou nulo.

O melhor de dois mundos
Os Certificados do Tesouro são a mais recente aplicação de dívida pública, criada em julho de 2010 com a finalidade de promover a poupança de longo prazo dos particulares. Tem como referência a remuneração das Obrigações do Tesouro a 5 e a 10 anos e os Bilhetes do Tesouro a 12 meses.

O aforrador passou a ter disponível um produto a dez anos, com capital sempre garantido e uma taxa favorável em termos de mercado. Ou seja, um produto com elevada liquidez, à semelhança dos Certificados de Aforro, e o rendimento das Obrigações do Tesouro, numa espécie de combinação das melhores características destes dois produtos destinados a públicos diferentes.

Assim, reúne o melhor dos dois mundos: a liquidez de um produto de curto prazo e o rendimento de um investimento de longo prazo. A emissão destes títulos, à semelhança dos restantes títulos de dívida pública, é da responsabilidade do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP). A subscrição é feita nas estações dos Correios ou on-line através do serviço AforroNet, desde que já tenha uma conta de aforro aberta junto do IGCP. O capital está sempre garantido e o prazo máximo da aplicação é de dez anos. O valor nominal de cada título é de 1 euro e o mínimo de subscrição é de 1000 euros. No máximo, pode aplicar 1 milhão de euros.

Conta no IGCP aberta nos Correios
Na subscrição deve levar o Bilhete de Identidade e Cartão de Contribuinte ou, então, o Cartão de Cidadão. A morada e um número de identificação bancária (NIB) são também obrigatórios, pois é para essa conta que serão transferidos os juros pagos.

Os Certificados do Tesouro são interessantes para quem pretende investir entre cinco e dez anos. É a partir do quinto ano que o rendimento se torna interessante. Para prazos inferiores, encontra depósitos mais rentáveis.

Para subscrever Certificados do Tesouro é necessário ser titular de uma conta no IGCP, a qual é aberta no momento da subscrição caso ainda não a possua. Pode demorar alguns minutos ou horas desde que faz o pedido de abertura de conta junto dos Correios até poder fazer a subscrição do produto. O titular só pode efetuar subscrições se a morada e o NIB estiverem registados na conta.

No momento da subscrição é fixada e garantida a taxa de juro que o aforrador auferirá ao longo do prazo, seja no final do décimo ano, supondo que se mantém até ao fim, ou, caso venha a ser resgatada previamente, a taxa do primeiro ao quarto ano e a taxa no final do quinto ano. Estas taxas constarão no próprio talão de subscrição, por isso não o perca.




Certificados precisam de legislação à altura

As soluções de aforro em dívida pública devem cumprir as mesmas regras de que são alvo os restantes produtos financeiros. É necessária nova legislação nesse sentido.

1. Entidade reguladora independente
Todos os produtos financeiros devem ser regulados e supervisionados por uma entidade que não o próprio emitente, que sirva de ponte entre o investidor e o emitente. Só assim é possível uma vigilância atenta e equitativa para ambas as partes. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários é a entidade certa para supervisionar os Certificados do Tesouro e de Aforro.

2. As mesmas obrigações e deveres informativos dos produtos bancários
Se os bancos são obrigados a classificar os clientes segundo os seus conhecimentos financeiros e tipo de risco que estão dispostos a correr, porque é que os Correios, que comercializam Certificados, seguros, fundos e PPR, podem vender livremente? Também os funcionários deveriam ter maior preparação e conhecimentos financeiros.

3. Ficha de informação normalizada
Os produtos financeiros de poupança do Estado deveriam ter uma ficha padronizada com todas as informações, à semelhança dos depósitos em que é obrigatória a entrega da ficha de informação normalizada ao cliente antes da subscrição.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/ho
22
Fev12

Chegou o momento para regressar às acções?

adm

Os especialistas acreditam que sim, mas é preciso fazê-lo com muito critério e cautela, porque apesar das injecções de liquidez do BCE, a incerteza ainda impera nos mercados.

Há alguns anos que o urso, símbolo de um período longo de quedas nas acções, impera no mercado. Mas há quem acredite que, depois de um 2011 para esquecer, o urso esteja a dar sinais de que vai hibernar. Na verdade, olhando para a ‘performance' dos principais índices accionistas, desde o início do ano que os desempenhos têm sido particularmente optimistas, com índices, como o alemão DAX, a valorizar perto de 14% em 2012. Uma análise recente do Diário Económico mostrava mesmo que está a ser o melhor arranque de ano para as praças europeias desde 1998, enquanto que no outro lado do Atlântico as acções americanas estão a protagonizar o melhor início de ano desde 1989. Perante o regresso do clima de euforia aos mercados, o Diário Económico falou com alguns especialistas para perceber se a "idade do gelo" nas acções está finalmente prestes a terminar e se esta é (ou não) uma boa altura para os investidores regressarem às acções.

Alexandre Sousa, especialista em análise técnica, está confiante sobre o rumo das acções. "Estamos perante um ‘rally' sustentado e previsto dos mercados, mas ainda é cedo para afirmar que não é apenas uma recuperação técnica". O analista acredita, por isso, que este é um bom momento de entrada nesta classe de activos mas "apenas para investidores experientes e atentos, já que o risco ainda é grande, e de forma selectiva evitando para já activos mais voláteis".

Também Nuno Serafim, director-geral da IG Markets em Portugal acredita que este é um bom momento para os investidores de longo prazo começarem a construir posições no mercado accionista, ainda que de forma cautelosa. "Tendo em conta as taxas de juro reais negativas implícitas nos investimentos de baixo risco e considerando que a Zona Euro vai conseguir conter os efeitos do incumprimento da Grécia, situação que ainda não pode ser posta de parte, pensamos que faz sentido numa lógica de longo prazo aumentar gradualmente a exposição ao risco". Até porque, para o especialista da IG Markets, apesar das subidas exuberantes nas últimas semanas as avaliações mantêm-se atractivas e, no seu entender, "é plausível ainda haver espaço de subidas significativas". Mas apesar desta visão optimista, tal não significa que os riscos do passado estejam completamente desvanecidos. Pelo contrário, Nuno Serafim alerta para a possibilidade de haver uma correcção no curto prazo, dada a permanência de algumas incertezas, sobretudo ao nível da situação da Grécia e da resolução da crise da dívida soberana. "No curto prazo, é muito provável uma consolidação técnica até porque continuamos a ter alguns riscos, nomeadamente a aprovação do segundo pacote à Grécia pelos Parlamentos nacionais, uma questão especialmente sensível na Alemanha, Holanda, Finlândia e Áustria, e as eleições na Grécia, em Abril, e em França, em Maio", explica o especialista.

Na verdade, o impasse em torno da situação problemática das finanças públicas gregas e a possibilidade latente do país helénico sair da Zona Euro tem condicionado o comportamento dos mercados de dívida e de acções. O facto dos governantes locais e das entidades externas terem finalmente chegado a um acordo para o estabelecimento de mais medidas de austeridade- que funcionam como uma moeda de troca para que a Grécia possa receber um segundo pacote de ajuda (no valor de 130 mil milhões de euros)- é um dos factores que tem contribuído para um maior optimismo dos investidores. E embora a situação seja extremamente frágil, muitos anseiam que este seja um primeiro passo para ver a luz ao fundo do túnel.

Mas o grande factor que está a puxar pelas bolsas europeias desde o início do ano é outro: as injecções de liquidez do BCE no sistema financeiro. Recorde-se que, em Dezembro, a entidade liderada por Mário Draghi colocou no mercado uma operação de refinanciamento de longo prazo (LTRO), onde disponibilizou uma linha de 490 mil milhões de euros aos bancos europeus para um prazo de três anos. Já no final deste mês, o BCE deverá fazer uma outra operação semelhante. Estas medidas do BCE pretendem colmatar os problemas de acesso a liquidez que a banca europeia enfrenta e fomentaram a confiança dos investidores.

Apesar desta melhoria de sentimento, a prudência parece ser a palavra-chave a ter em conta neste momento. Esta é a opinião de Tiago Ribeiro Pereira, gestor de activos do banco Carregosa. "O início de ano está a ser globalmente positivo mas o mercado está a mover-se pelas notícias e não pelos fundamentais das empresas. Há uma grande volatilidade que se calhar é a nova normalidade. Pode ser um bom momento de entrada nas acções mas numa lógica de ‘stock picking', porque há algumas boas oportunidades". Para o gestor do Carregosa os títulos do sector financeiro estão entre os mais atractivos. "Acredito que, provavelmente estas acções já tiveram um desconto muito grande, a maior limpeza nos balanços já foi feita e que daqui em diante a situação não piorará e até pode melhorar", refere o especialista, que recomenda para os investidores com um perfil de risco mais baixo a aposta em acções de empresas não cíclicas. "Durante vários anos estas empresas pagaram bons dividendos, caso por exemplo de algumas acções ligadas ao sector farmacêutico e à indústria do luxo", refere Tiago Ribeiro Pereira. Já Nuno Serafim da IGMarkets aconselha aos investidores de longo prazo o investimento em empresas internacionalizadas, "de preferência com exposição a mercados emergentes, líderes sectoriais e empresas com funding assegurado".

Se está a pensar em regressar às acções, o Diário Económico dá-lhe a conhecer as cinco acções europeias do Eurostoxx50 que reúnem a preferência dos analistas e os cinco títulos do Dow Jones com melhores perspectivas das casas de investimento para os EUA. Da lista fazem parte gigantes como a Coca-Cola, a JPMorgan ou a empresa de luxo Louis Vuitton.

Visão mais cautelosa para a bolsa portuguesa
Nem todas as acções merecem a mesma visão positiva e optimista. O facto de Portugal estar a viver uma situação atípica, condicionada pelo resgate de autoridades internacionais, leva os especialistas a olhar de forma particular para as acções portuguesas.E aqui as opiniões são menos efusivas do que para os restantes mercados europeus e americanos. Nuno Serafim, director da IG Markets para Península Ibérica refere que a "perspectiva para o mercado português é ainda negativa. Para este ano esperamos um clima extremamente recessivo pelo que todas as empresas muito expostas ao mercado nacional têm um cariz puramente especulativo". Ainda assim, salienta a preferência por empresas com exposição a outros mercados, como é o caso de Portucel, Semapa, Galp e Portugal Telecom.

Já do ponto de vista técnico, Alexandre Sousa também mostra alguma cautela. "O mercado accionista nacional tem apresentado nas últimas semanas diversas sessões animadoras. Contudo, tecnicamente, o cenário é menos eufórico e aconselho mesmo alguma prudência. Pela positiva destaco o corte das linhas de tendência descendentes de médio e curto prazo e o corte, ainda não conclusivo, da resistência dos 5.700 pontos". E explica que, no curto prazo, este nível é muito relevante para a evolução do índice, já que um possível corte abre as portas para uma evolução até ao nível psicológico dos 6.000 pontos. "Mas convém realçar que numa análise de médio, e em especial de longo prazo, este movimento terá um impacto muito reduzido, já que uma inversão definitiva do sentimento apenas acontecerá com o corte do nível psicológico dos 7.000 pontos. Assim e apesar do meu optimismo, os investidores devem-se manter atentos e cautelosos", afirma Alexandre Sousa.


As cinco acções mais recomendadas na Europa

Vinci SA
No índice que agrega as 50 maiores empresas europeias, o Eurostoxx, a empresa francesa do sector da construção é aquela que reúne um maior consenso de recomendações positivas junto dos analistas, com uma pontuação de 4,5 (de 0 a 5), no ‘score' elaborado pela Bloomberg. A acção está a subir 11% desde o início do ano, mas apesar disso é uma das empresas do índice que apresenta um dos potenciais de valorização mais elevados: 23% face aos preços de quarta-feira.

Compagnie de Saint-Gobain
A empresa francesa nasceu em 1665 para criar os espelhos do Palácio de Versalhes a mando do rei Luís XIV. Hoje é a referência mundial na produção de produtos em vidro, cerâmicas e plásticos. Os analistas gostam dela: em 32 recomendações, 24 são de comprar. O que corresponde a um ‘score' de 4,43 segundo a Bloomberg. A empresa já valorizou 17% este ano mas as casas de investimento acreditam que os títulos podem subir mais 16%, face aos níveis de quarta-feira.

Volkswagen
Apesar da crise que afecta a compra de bens duradouros como os automóveis, as casas de investimento estão confiantes para o título. Em 39 recomendações, 28 são de "comprar". Em 2011, e segundo um ‘research' do Shinhan Investment, as vendas de carros encolheram 1,4% na Europa. No entanto, na Alemanha a tendência foi diferente, com o mercado alemão a registar um crescimento de 8,8%. E a Volkswagen destacou-se: conseguiu aumentar as suas vendas em 7,8% na Europa. A empresa valoriza 21% desde o início do ano.

Repsol
A petrolífera é a única empresa espanhola a figurar no ‘ranking' das acções europeias preferidas dos analistas. Nas últimas semanas, foi tornado público que a filial da Repsol na Argentina reviu em alta as estimativas das reservas no campo de Vaca Muerta, um facto que levou algumas casas de investimento a reverem em alta a avaliação do título. Das 10 acções seleccionadas neste cabaz, a Repsol é aquela que apresenta um potencial de valorização mais elevado: 30%.

Louis Vuitton (LVMH)
O gigante líder mundial da indústria do luxo parece incólume à crise. A Moet Hennessy Louis Vuitton apresentou no ano passado um crescimento recorde de 16% das receitas, que atingiram os 23,7 mil milhões de euros. Os analistas do Deutsche Bank dizem que, embora a acção esteja a negociar com um pequeno prémio em relação a outros títulos do sector, a LVMH tem qualidades defensivas superiores. E não são apenas os analistas do DB que nutrem uma preferência por este título. Segundo a Bloomberg, apenas um dos 30 analistas que acompanham o título recomenda a venda do mesmo.


As cinco acções mais recomendadas nos EUA

JP Morgan
O sector financeiro tem sido o mais fustigado pela crise e o "mais repudiado" pelos investidores e analistas. Mas nem todos os bancos são mal-amados. É o caso do JPMorgan. Esta é a empresa com o ‘score' mais elevado de recomendações positivas por parte da Bloomberg: 4,78. Trocado em números significa que, em 37 recomendações, 33 são de "comprar". Em 2011, e apesar de um mau quarto trimestre, o banco registou um lucro líquido recorde 18,9 mil milhões de dólares: mais 9% do que no ano anterior.

United Technologies
A empresa tecnológica que fornece produtos e serviços para a indústria aeroespacial e para o sector da construção é também um dos títulos favoritos dos analistas. Em 24 recomendações, 20 são de "comprar". O facto de o título ter já subido cerca de 13% este ano retira algum potencial de valorização à acção. Segundo a média dos preços-alvo apontada pelos analistas da Bloomberg, a acção poderá subir apenas mais 7%. No último trimestre do ano passado, as vendas da empresa subiram 11% com a procura de serviços para a produção da Boeing e da Airbus.

Coca-Cola
Para muitas pessoas, a Coca-Cola é a melhor e a mais refrescante bebida do mundo. Para muitos analistas também. As acções da Coca-Cola são seguidas por 23 analistas em todo o mundo. Destes, 19 recomendam a compra do título. Os analistas do Deustche Bank dizem que a elevada volatilidade do mercado cambial e das ‘commodities' vai afectar os resultados deste ano. No entanto, também dizem que as acções da Coca-Cola "são uma forma segura de apostar na recuperação económica dos EUA e na melhoria do rendimento ‘per capita' e do PIB nos mercados desenvolvidos".

Caterpillar
A Caterpillar é a referência mundial na concepção e produção de equipamentos e máquinas para os sectores da construção, minas, agricultura e floresta. A empresa americana, que já subiu 25% só este ano, é uma das eleitas dos analistas. Em Janeiro, a empresa divulgou resultados anuais recorde: os lucros dispararam 83% face a 2010 e as vendas e receitas registaram o maior crescimento desde 1947. Os números surpreenderam os analistas, obrigando as casas de investimento a reverem em alta as suas avaliações.

Boeing
A encerrar o ‘ranking' das acções americanas preferidas dos analistas está a Boeing. A empresa que produz aviões comerciais e que desenvolve sistemas para o sector da defesa tem um ‘score' de recomendações positivas de 4,4 segundo os dados da Bloomberg. Em 31 recomendações, 23 são de "comprar". Segundo a média dos preços-alvo apontada pelos analistas, a acção tem um ‘upside' de 13%, face aos níveis de quarta-feira. Ainda esta semana, a empresa anunciou ter fechado um negócio de 22,4 mil milhões de dólares com a companhia indonésia Lion Air, que encomendou 230 aviões à Boeing.

fonte:http://economico.sapo.pt/

11
Fev12

Investir em ouro

adm

Os últimos anos têm feito do ouro um ativo valioso, sobretudo na hora dos investidores diversificarem os seus investimentos. A cotação do metal precioso em euros subiu cerca de 15 por cento por ano entre 2005 e 2011 e isso ajuda a explicar que o ouro tem sido o refúgio preferido de quem investe em tempos de crise. Ao mesmo tempo que a situação financeira e a turbulência nos mercados bolsistas e de dívida se iam agravando, o ouro registava subidas de 200 por cento entre 2007 e 2011, chegando a um valor de 1909,08 dólares por onça.
Como o ouro está a ganhar cada vez mais peso na carteira dos investidores (a procura de ouro global para investimento cresceu 33% no terceiro trimestre de 2011) o Saldo Positivo dá-lhe a conhecer melhor este metal precioso.

Os trunfos do ouro

O investimento em ouro vive de alguns trunfos. Um dos principais, é o facto de o ouro não estar sob o controlo de qualquer governo mundial, sendo assim pouco influenciável no plano político. Além disso, este metal tem-se mostrado como bom refúgio para os investimentos em cenários de crise, conseguindo valorizar-se todos os anos desde 2005 numa altura em que os mercados bolsistas arrefeciam ganhos e começavam a registar quedas. Como bem escasso a procura de alguns países em forte crescimento, como Índia e China, tem subido rapidamente. Entre 2009 e 2010, a procura mundial de ouro cresceu 22 por cento, segundo o World Gold Council.  Quanto à liquidez do investimento, é um ativo financeiro com elevado grau de liquidez, sobretudo devido ao seu apreciável valor. Para finalizar, é um ativo que é isento de IVA no ato de compra, devido ao seu regime especial, através do Decreto-Lei nº 362/99 de 16/setembro .

O ouro tem batido recordes nos últimos anos.

O que é o ouro?

O ouro não é mais do que um metal precioso raro. Durante séculos serviu como garantia de valor nas transações e foi muitas vezes assumido como padrão no sistema monetário. Além disso, permanece como forte reserva de valor nos bancos centrais mundiais. Contudo, tenha sempre presente que o ouro é um investimento sem rendimento, ou seja, é apenas uma salvaguarda em caso de crise. Mais recentemente, a queda das bolsas e a instabilidade financeira ao nível das dívidas soberanas tem levado a que os investidores comprem ouro como valor refúgio. O ouro para investimento pode ser adquirido sob a forma física de lingotes ou barras, moedas ou sob a forma de instrumentos financeiros como fundos de investimento e outros produtos financeiros mais complexos.

O que é uma onça?

Uma onça troy é a medida de peso que representa 31,103 gramas e que é utilizada no sistema de cotações do ouro (atualmente vale cerca de 1303 euros). As barras de ouro vendidas a particulares normalmente apresentam este peso, enquanto os clientes institucionais costumam comprar barras de 12,5 kg.

A pureza do ouro é relevante quando vai comprar?

Sempre que possível, compre ouro com um grau de pureza de 99,9 por cento. Este pormenor de pureza é bastante importante, sobretudo para evitar qualquer tipo de deformações. Para evitar essas deformações, mistura-se 0,1% de um outro metal para dar uma consistência mínima às barras de ouro.

Quem vende ouro?

O ouro em Portugal poderá ser adquirido em instituições financeiras, entre as quais na Caixa Geral de Depósitos. Terá de fazer uma encomenda para o banco e tratar depois do seu pedido. Poderá comprar barras de ouro ou moedas – libras de ouro.

Quem compra ouro?

O ouro é comprado essencialmente por particulares em joalharia, mas a procura por parte de investidores está a crescer. Entre 2009 e 2010, a procura de ouro para investimento cresceu o dobro (34 por cento) da procura para a joalharia.

 

É um investimento seguro?

Apesar do ouro ser um investimento que tem cativado muitos investidores nestes tempos de crise, o seu rendimento é incerto, já que apenas poderá gerar lucro no ato da sua venda. É ainda um bem que vale por si e não pelo seu valor facial, como por exemplo as notas e moedas em circulação. Este fator transmite uma sensação de segurança ao seu proprietário. Se quer comprar ouro, procure sempre ouro autorizado, ou seja, peça com punções de autorização, certificando o ouro.

Quais os riscos relacionados com o ouro?

Existem alguns riscos na compra de ouro, especialmente o problema de guardar o ouro em local seguro bem como o facto de ser cotado numa moeda (dólar) diferente do euro. Estas questões podem fazer variar o valor do ouro que detém sempre que o câmbio euro-dólar se altera ou ainda quando tiver de pagar o cofre num banco para o guardar.

Além do ouro físico, como posso investir em ouro?

Pode investir em ouro através dos mercados financeiros. Fundos de Investimento e ETF (exchange-traded funds) são dos instrumentos mais utilizados para seguir o ouro através dos mercados financeiros. Em relação ao primeiro, poderá escolher fundos de investimento que detenham ações de empresas de extração de ouro ou até posições com ouro físico. Os fundos de investimento podem ser uma boa forma de diminuir o seu grau de risco já que diversificam a sua carteira por várias empresas. Já os ETF podem seguir diretamente a cotação do ouro nos mercados financeiros, sem que tenha uma barra de ouro em casa. São menos seguros em relação aos fundos de investimento, mas podem ser uma opção bastante válida para seguir alguns metais preciosos. Estes instrumentos estão a ganhar cada vez maior peso no mercado. Em 2010, um dos ETF no mercado tinha na sua carteira a sexta maior reserva mundial de ouro.

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt

02
Fev12

Produtos anti-crise para fazer face à austeridade

adm

Multiplicam-se os produtos financeiros lançados pelos bancos para fazer face à austeridade. Conheça as mais recentes apostas da banca.

Se dúvidas existissem de que o país está em crise, bastariam apenas 10 minutos à frente de um computador a navegar pelos sites dos bancos para que todas as dúvidas se dissipassem. As campanhas dos bancos são um espelho da economia do país e um reflexo da preocupação das famílias.

Apesar da instabilidade assombrar os mercados desde o final de 2007, os efeitos da crise apenas começaram a reflectir-se de forma mais séria desde 2010. Desde então, a banca tem vindo a reestruturar a sua oferta de produtos, mas este fenómeno acentuou-se nos últimos meses com a comercialização de produtos e serviços bancários com um denominador comum: o de facilitarem a vida dos clientes na actual conjuntura.

O Diário Económico analisou alguns dos produtos destacados nos sites de 14 bancos a operar em Portugal e encontrou dezenas de soluções financeiras anti-crise. Um dos fenómenos mais recentes é a comercialização de depósitos que antecipam o pagamento dos juros. Ou seja, os clientes não têm de esperar pelo fim do prazo para receber os juros, já que estes são creditados na conta à ordem no dia seguinte à sua subscrição. Para as famílias esta facilidade pode ser uma benesse (já que permite antecipar um rendimento futuro e canalizá-lo para outros fins), para os bancos esta solução é também vantajosa já que permite reter as poupanças dos clientes durante um período definido. É que este tipo de depósitos não permite, naturalmente, a mobilização antecipada do capital.

Mas há mais sinais de que a banca se está a adaptar aos novos tempos. Numa altura em que a poupança das famílias diminui- por via do aumento do desemprego, menor do rendimento disponível e aumento dos impostos- as instituições começaram a exigir montantes de investimento mais reduzidos para os seus clientes. Em algumas situações é possível abrir uma conta-poupança por 10 euros e, em outros casos (BPI,) é possível fazer reforços a partir de um euro por mês. Valores que mostram não só como o sector financeiro está a ir de encontro ao tamanho reduzido das carteiras dos portugueses, mas também reflectem a preocupação dos bancos em conseguirem captar todas as poupanças, mesmo as mais irrisórias, das famílias. E não é difícil perceber os motivos dessa preocupação. Pressionados para cumprir com as medidas da Troika, que prevêem a necessidade de baixar os rácios de desalavancagem para 120% até 2014, as instituições estão a disputar a captação de recursos de famílias e empresas. Talvez, por essa mesma razão, há bancos que seduzem os clientes com brindes como Ipads ou consolas de jogos. E neste capítulo, o Banco Popular tem sido uma das instituições que mais tem apostado neste tipo de campanhas.

Sinal dos tempos, proliferam também nos sites dos bancos os programas de literacia financeira e as ferramentas que ajudam a planear os orçamentos familiares. Da mesma forma, são várias as instituições que têm cartões de crédito com a modalidade de ‘cashback'. Ou seja, devolvem ao cliente uma parcela das compras efectuadas com estes cartões. A CGD, a Unicre, o Santander Totta e BES são exemplos de instituições que disponibilizam cartões com esta facilidade. Além destes cartões, alguns bancos estimulam a poupança automática através de um sistema de arredondamento de pagamentos, em que o valor excedente reverte para uma conta-poupança.

Apesar de cada banco escolher a sua própria estratégia para operar durante a crise, há um denominador comum a todas as instituições: todas elas têm o seu foco no tema da poupança.


Depósitos que oferecem juros na subscrição do produto

1 - É uma situação completamente inédita na banca portuguesa: há cada vez mais instituições financeiras a comercializar depósitos a prazo com a particularidade de oferecerem aos clientes os juros devidos no dia seguinte à subscrição da aplicação. Mas como em tudo na vida, também aqui "não há almoços grátis". Esta facilidade tem uma contrapartida: ao aderir a um depósito com estas características, o aforrador fica impedido de mobilizar, parcial ou totalmente, o dinheiro ali aplicado. Só no fim de vida do depósito é que o cliente poderá levantar o seu capital. O banco best foi o primeiro a comercializar depósitos com estas características mas vários bancos seguiram o exemplo. O Diário Económico encontrou quatro depósitos com estas características. O Best tem o depósito a três meses com uma TANB de 5,5% e que é exclusivo para novos clientes e para montantes superiores a 2.500 euros. Já o BCP tem o Depósito Já, um produto para montantes superiores a 1.000 euros, que pode ser constituído por vários prazos ( três, seis ou 12 meses) e que oferece uma TANB que pode ir até aos 4,5%. Também o BES tem um produto semelhante. O depósito online DP BES Juros na Hora tem uma remuneração que pode chegar até aos 4% de TANB, pode ser constituído por montantes a partir de 500 euros e por um período de três ou seis meses. Esta semana foi a vez do Banif também aderir à moda dos depósitos que antecipam o pagamento de juros. Numa campanha promocional que termina hoje, o banco liderado por Joaquim Marques dos Santos disponibiliza o Depósito Rendimento Imediato. Este produto oferece um juro anual bruto de 6% para uma aplicação a seis meses com um mínimo de investimento de 2.500 euros.

Poupanças para montantes reduzidos

2 - Em tempos de crise, todos os tostões são valiosos para os bancos e para as famílias. Cientes de que os portugueses estão a reduzir drasticamente a sua capacidade de poupar, as instituições financeiras começam cada vez mais a comercializar soluções de poupança que exigem montantes mínimos de constituição muito baixos (entre 10 e 25 euros) e que ao mesmo tempo implicam reforços de investimento em valores quase irrisórios. É o que acontece por exemplo com o BPI. As contas-poupança deste banco por exemplo, podem ser constituídas por um montante mínimo de 25 euros e com reforços mensais a partir de um euro. O fenómeno não é exclusivo do BPI. Também o BES tem a Conta Poupança Dez, uma aplicação que pode ser constituída a um, três, cinco e 10 anos, e que não tem um valor mínimo de abertura. Tem a particularidade de permitir entregas (mensais ou pontuais) a partir de 10 euros. O BPN também comercializa um produto de poupança para quem tem poupanças reduzidas: o Nano-Micro DP é um depósito a três, seis ou 12 meses com um montante mínimo de investimento de 100 euros e com reforços (mensais ou pontuais) a partir de 25 euros. Já o Banif tem uma conta poupança com um valor mínimo de constituição de 250 euros e reforços (mensais ou pontuais) a partir de 25 euros.

Seguros de protecção contra o desemprego

3 - O aumento do desemprego, associado às medidas de austeridade que têm sido implementadas, levaram a uma subida do número de famílias que deixam de pagar os seus créditos ao banco e a outras instituições financeiras. Por isso mesmo, os seguros de protecção de crédito tornaram-se comuns e triviais para quem tem um crédito à habitação. No entanto, o Barclays acaba de lançar no mercado um seguro de protecção contra o desemprego e doença que se destina a ser accionado para ajudar os segurados a pagar as suas despesas pessoais do dia-a-dia, como a conta da luz e da água, ou mesmo o colégio dos filhos. Este seguro, lançado na semana passada, assegura o pagamento das despesas pessoais em caso de desemprego ou doença em montantes máximos que variam entre os 250 e os 750 euros por mês (consoante o salário auferido). A contratação desta apólice é possível por um valor a partir de 9,76 euros por mês. Além desta apólice recente, vários bancos (como BES, Santander Totta e Millennium BCP) disponibilizam também seguros de protecção de ordenado. Estes planos asseguram o pagamento de uma percentagem do salário do cliente, caso este entre numa situação de desemprego involuntário. Segundo uma análise recente do Jornal de Negócios, o custo mensal destas apólices varia entre os 4,53 euros e os 8,5 euros.

Contas ordenado anti-crise

4 - A campanha publicitária "Ordenado Anti-Crise" do Millennium bcp mostra num cartaz um homem a apertar o cinto e noutro, um executivo impecavelmente vestido e calçado que enfrenta um problema: as calças estão demasiado curtas. Imagens com as quais muitos portugueses se identificam. E porque grandes problemas exigem soluções à medida, a conta ordenado anti-crise do BCP quer ajudar os clientes a enfrentar melhor a crise. Além das comuns vantagens associadas a uma tradicional conta-ordenado (como a isenção da comissão de gestão de conta) tem uma benesse: promete devolver 10% das despesas da água, luz e gás até a um valor máximo de 10 euros por mês, até 31 de Dezembro de 2012. Mas para ter acesso a esta facilidade terá de cumprir com uma série de requisitos: como a domiciliação do salário ou pensão (pela primeira vez) no valor igual ou superior a 500 euros por mês; a domiciliação de pagamentos da água, luz, ou gás e a constituição de um depósito a prazo no valor igual ou superior a mil euros.

Programas de arredondamentos

5 - Levar as pessoas a pouparem, mesmo sem darem por isso. É esse o objectivo de alguns programas de arredondamentos criados recentemente pela banca portuguesa, nomeadamente, pelo BES e pela CGD. A ideia é simples: ao aderir a um destes programas, o cliente sabe que se efectuar pagamentos ou movimentos de conta, o valor dessas transacções será imediatamente arredondado. Sendo que o valor remanescente é automaticamente convertido para uma conta poupança. O banco liderado por Ricardo Salgado, por exemplo, tem a Micro Poupança. Esta solução permite aos clientes da instituição arredondar pagamentos (como a prestação da casa, as compras de supermercado ou o carregamento do telemóvel) feitos na conta à ordem. O cliente pode escolher o valor dos arredondamentos aplicados a cada um dos movimentos de conta que sejam efectuados, sendo que esses arredondamentos podem ser feitos em múltiplos de um, dois, cinco ou dez euros. Por exemplo, imagine que o valor da prestação da casa é de 362 euros, se optar pelo arredondamento em múltiplos de 10 euros, ser-lhe-á retirado da sua conta à ordem um total de 370 euros, sendo que desse valor, 8 euros serão creditados numa conta poupança. Também a CGD tem um programa com características semelhantes. O PAP-Programa de Poupança Automática- tem várias facilidades, sendo que uma delas é a possibilidade de fazer arredondamentos com compras efectuadas com os cartões de crédito da CGD. Os clientes poderão escolher uma das três formas de arredondamento disponibilizadas.

Pacotes de serviços financeiros

6 - Os bancos estão a copiar os hipermercados. As corriqueiras campanhas do "Leve dois, pague um" também já invadiram o sector financeiro. São cada vez mais os bancos que apostam na comercialização de "pacotes" de serviços que estão sujeitos a uma única comissão mensal- que pode variar entre os 4 e os 8 euros. Estes cabazes incluem além de uma conta ordem, a subscrição de seguros, cartões de débito e de crédito, cheques gratuitos, algumas transferências gratuitas. Poderão ainda dar alguma bonificação na contratação de um crédito à habitação, como acontece na "Solução Dia-a-Dia" do Barclays. As instituições garantem que assim os consumidores conseguem poupar alguns euros com comissões, já que ficará mais barato subscrever o cabaz de produtos financeiros ao invés de contratar cada um dos serviços de forma individualizada. No entanto, convém fazer as contas para ver se compensa a contratação destes cabazes, porque poderá estar a subscrever produtos que não necessita. Entre as instituições que comercializam produtos com estas características estão o Millennium BCP (Cliente frequente), o Barclays (Solução Dia-a-Dia), o Popular (Conta Extra Ordenado) e o Montepio (Solução Consigo, Solução Valor, Solução Viva).

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

08
Jan12

Fundos mistos: repartir para ganhar

adm

Com meia-dúzia de tostões, o pequeno aforrador pode ver-se senhor de uma carteira adequada ao seu perfil de risco.

Apostam em acções, obrigações de taxa fixa e variável, depósitos bancários e até noutros fundos de investimento. Têm mínimos de subscrição ao alcance das carteiras mais modestas. No geral, com € 500 já é possível investir. Os fundos mistos são ideais para o pequeno subscritor. Ao subscrevê-los, passa a ser detentor, ainda que indirectamente, de uma carteira diversificada.

Rendem mais do que as aplicações tradicionais, como os depósitos a prazo, e menos do que os fundos de acções. Mas também registam perdas menores do que estes.

Prós e contras

  • Apesar da facilidade de subscrição junto dos bancos, mínimo de investimento acessível, nível de diversificação e maior potencial de valorização do que os produtos tradicionais, os fundos mistos podem não adequar-se a todas expectativas.
  • Desde logo, o capital não está garantido, o que, no entanto, acontece com a maioria dos fundos de investimento. Além disso, como envolvem um certo risco, o dinheiro deve manter-se aplicado, pelo menos, durante 5 anos, para minimizar as surpresas desagradáveis.
  • Alguns produtos, que trazem a sigla FF a seguir ao nome, são fundos de fundos. Distinguem-se por aplicarem quase em exclusivo noutros fundos. Preste atenção às respectivas comissões de gestão e depósito. Terá de suportar, ainda que indirectamente, os custos dos fundos detidos pelo FF. Ou seja, irá pagar duas vezes a título de gestão e depósito sem se aperceber. Para informá-lo, muitos FF indicam no regulamento de gestão as comissões máximas a suportar.

Pesar as acções

  • Os fundos mistos têm como filosofia a diversificação, pelo que o consumidor pode assumir um pouco mais de risco. Quanto mais acções juntar à sua carteira, aumenta as hipóteses de rentabilidade a longo prazo. Se é mais ousado ou pode manter o dinheiro aplicado por um prazo alargado, opte por um fundo agressivo (a partir de 50% de acções). Para evitar grandes sustos, o melhor é ficar-se por um defensivo, com menos de 30% de acções. Estando a meio caminho entre a ousadia e a sensatez, escolha um neutro (30 a 50 por cento).
  • A escolha de uma categoria depende ainda da conjuntura económica. Por exemplo, em momentos de turbulência nos mercados, o mais prudente será optar por uma estratégia tendencialmente defensiva.

Investidor activo

  • Ao subscrever um fundo misto, o consumidor não tem nenhuma intervenção além da escolha do produto, isto é, as suas poupanças são geridas de forma menos activa. Pode ser cómodo e simples. Mas não será necessariamente o mais rentável.
  • Se tem tempo para acompanhar os mercados, consulte o nosso sítio financeiro na Net (www.proteste.poupanca.pt) e componha uma carteira de fundos. A estratégia exige, no entanto, um montante mínimo muito superior ao dos fundos mistos, sendo recomendáveis cerca de 10 mil euros.
  • Encontrará ainda conselhos sobre os melhores fundos e o momento para ajustar a carteira, quando surgirem oportunidades para fazer render ainda mais os seus investimentos.

fonte:http://www.deco.proteste.pt/p


07
Jan12

Evy Hambro: Produtos agrícolas e metais preciosos podem ser bom investimento em 2012

adm
Cada matéria-prima tem diferentes factores de sustentação, mas estamos a observar, de uma forma geral, uma tendência de aumento da procura e de focalização nas "commodities" como activo financeiro central de uma forma que não vimos nos últimos 20 anos, diz em entrevista ao Negócios o gestor Evy Hambro, da BlackRock.

Evy Hambro, gestor da Gold & General Fund e da BlackRock World Mining Trust, considera que as pessoas irão olhar mais para os metais preciosos como protecção contra a inflação ou contra a incerteza no sistema financeiro.

Por outro lado, para o responsável desta sociedade gestora de fundos, o grande impulsionador dos preços das matérias-primas agrícolas poderá ser uma mudança no regime alimentar.

Em entrevista por e-mail ao negócios, Hambro refere ainda que "estamos a assistir a uma tendência de crescente consumo de matérias-primas que estamos convictos que durará durante mais algumas décadas".

Quais são as suas estimativas para os preços das matérias-primas em 2012?

Se analisar a procura nos mercados de matérias-primas, o principal impulsionador é a China. A China é a maior consumidora de inúmeras “commodities”, pelo que um abrandamento por parte desse país afectaria indubitavelmente o lado da procura da equação. Sem um choque compensatório do lado da oferta, seria então de esperar que uma desaceleração da procura fosse negativa para a maioria das matérias-primas.

Além disso, no que diz especificamente respeito aos mercados agrícolas, o ano passado trouxe algumas condições meteorológicas adversas extremas. Se estas condições melhorarem substancialmente nos próximos 12 a 18 meses, levando a maiores colheitas e a melhores mercados de culturas agrícolas, poderemos esperar que isso exerça uma pressão baixista sobre os preços das “commodities” agrícolas.

Em termos de risco altista para as cotações, podemos citar as contínuas tensões geopolíticas em África e no Médio Oriente, o que poderá levar a perturbações na oferta dos mercados energéticos. Temos também observado a manutenção de condições meteorológicas adversas. Se prosseguirem, será de esperar que isso faça subir os preços das matérias-primas agrícolas. Por último, o risco de nacionalização de instalações de produção de “commodities”, seja na América Latina ou em África, poderá conduzir a uma restrição da oferta, o que também é um factor de subida para os preços.

Quais serão os produtos com melhor e pior desempenho?

As oportunidades abundam em todo o espectro de “commodities”, mas as condições da oferta e da procura diferem consoante cada matéria-prima em particular.

No que respeita às matérias-primas agrícolas, o impulsionador poderá ser uma mudança no regime alimentar. Há implicações para a procura de alimentos quando as pessoas passam de dietas ricas em hidratos de carbono e pobres em proteínas e de uma agricultura de subsistência para regimes alimentares com mais carne, à medida que a riqueza aumenta e as populações entram na categoria da classe média.

Enquanto isso, as pessoas irão olhar mais para os metais preciosos como protecção contra a inflação ou contra a incerteza no sistema financeiro; e por último, os metais industriais tendem a ser impulsionados pelo desenvolvimento de infra-estruturas e da construção de casas. Por isso, cada matéria-prima tem diferentes “drivers”, mas estamos a observar, de uma forma geral, uma tendência de aumento da procura e de focalização nas “commodities” como activo financeiro central de uma forma que não vimos nos últimos 20 anos.

É também importante recordar que as matérias-primas são heterogéneas. Algumas “commodities” são bastante cíclicas, ao passo que outras o são menos e podem ser mais defensivas. Assim, durante uma recessão, a agricultura e os metais preciosos, pelo facto de serem mais defensivas, poderão ter um melhor desempenho. As pessoas continuam a ter de comer e poderão refugiar-se em valores-refúgio, como o ouro. Consequentemente, os retornos nestes tipos de activos tendem a ser melhores.

Adicionalmente, o papel de um choque da oferta não deve ser subestimado. As matérias-primas agrícolas, além de possuírem propriedades defensivas, ganharam com o facto de a oferta ter diminuído devido a condições meteorológicas adversas.

E que perspectivas tem para o petróleo?

Os problemas macroeconómicos globais continuam a dominar o mercado accionista. No actual ambiente, o risco do lado da procura para o preço do crude aumentou, mas os fundamentais oferecem algum incentivo: a opção forçada do Japão no sentido de criar uma maior capacidade energética derivada do petróleo trouxe mais barris à procura mundial de crude.

Além disso, a OPEP demonstrou no passado que tem apetite e capacidade para actuar em apoio aos preços se eles baixarem significativamente.

Por outro lado, o crescimento da oferta no longo prazo está a ser posto em causa.

E o ouro? Será que este metal precioso vai brilhar pelo 12º ano consecutivo?

Consideramos que há inúmeros factores que sustentam a ideia de que o outro manterá o seu estatuto de valor-refúgio durante mais algum tempo.

Em primeiro lugar, a ameaça de inflação poderá suportar a atractividade do ouro como activo de cobertura contra esse risco. A inflação é muitas vezes esquecida como razão para a compra de ouro, especialmente porque as pressões inflacionistas têm sido benignas no mundo desenvolvido desde a década de 1990. Os preços estão agora em relativa tendência de subida a nível mundial, impulsionados pelas facturas alimentar e energética, enquanto as tentativas para revigorar as economias através de programas de flexibilização quantitativa são inflacionistas por natureza.

As actuais e futuras iniciativas dos governos no sentido de revitalizarem o crescimento, essencialmente através de um processo parecido com a emissão de mais moeda e, assim, aumentando o risco de inflação, podem ser positivas para o ouro. É também importante recordar que numa altura em que as taxas de juro se mantêm em níveis historicamente baixos no Reino Unido e nos EUA, as taxas de retorno reais sobre os depósitos em numerário são negativas, e assim tem sido há já algum tempo.

Por outro lado, a procura de ouro físico continua forte, especialmente nos mercados emergentes. A procura por parte da joalharia chinesa, no terceiro trimestre de 2011, aumentou 13% face ao período homólogo de 2010, para 131 toneladas (no valor de 7,3 mil milhões de dólares), enquanto a procura de barras e de moedas em ouro aumentou 24% para 60,2 toneladas.

Isto deveu-se em parte ao colapso dos mercados imobiliários asiáticos, que deixaram muitos dos investidores daquela região à procura de uma reserva de valor e também de uma cobertura contra a inflação (que em Outubro era de 5,5% na China e de 9,7% na Índia). A procura de ouro a nível mundial subiu 6% no terceiro trimestre, para 1.054 toneladas no valor de 57,7 mil milhões de dólares, um recorde histórico em termos de valor.

As compras de metal amarelo por parte dos bancos centrais também foram significativas em 2011, com a Turquia, Tailândia e Bolívia a integrarem as fileiras de outros países em desenvolvimento que tentam aumentar as suas reservas nacionais de ouro. As vendas de ouro de Hong à China tinham aumentado 600% até Setembro, face ao mesmo período de 2010. Em termos globais, os bancos centrais adquiriram um total de 148,4 toneladas de ouro no terceiro trimestre do ano passado.

Ao mesmo tempo, a produção mineira tem tido dificuldades em aumentar nalgumas regiões, com a oferta mundial a aumentar apenas 2% no terceiro trimestre, para 1.034 toneladas (o que não cobriu a procura), havendo poucos sinais de qualquer crescimento significativo da oferta no imediato.

Então continua a valer a pena investir em “commodities”?

Para os investidores que estão a passar por uma desaceleração económica nos seus países, poderá não parecer que comprar matérias-primas seja a coisa natural ou certa a fazer. Podemos, contudo, argumentar que esta é na verdade uma enorme oportunidade para obter exposição ao que consideramos ser uma tendência estrutural de longo prazo e alguns óbvios condicionalismos da oferta.

A alteração na procura, motivada pela urbanização, não é um fenómeno de curto prazo. No entanto, é muito claro que vão existir períodos de crescimento mais forte e períodos de crescimento mais débil.

A crise financeira de 2008, quando as “commodities” recuaram fortemente, constituiu uma excelente oportunidade para comprar, tendo em vista esta tendência de mais longo prazo. Agora, uma vez mais, estamos a ver a debilidade nos EUA e na Europa a provocarem uma certa pausa no movimento altista dos preços das matérias-primas. Por isso, consideramos que estamos perante uma óptima oportunidade para ganhar exposição a esta classe de activos e para beneficiar daquilo que consideramos ser um ciclo multi-décadas.

Na nossa opinião, os investidores que não têm qualquer exposição às matérias-primas têm de começar a pensar nestes produtos como uma parte central das suas carteiras mais diversificadas. Claro que a alocação exacta dependerá do apetite pelo risco por parte do indivíduo, pois as “commodities” estão voláteis e não se deve ignorar esse facto.

No seu entender, qual será a direcção das matérias-primas no mais longo prazo?

A tendência das “commodities” que estamos a vivenciar neste momento começou realmente há seis ou sete anos. Foi motivada por uma mudança estrutural na procura, predominantemente derivada da urbanização e da industrialização de países dos mercados emergentes altamente populados – sobretudo as economias dos BRIC, com especial ênfase na China.

Aquilo a que assistimos nos últimos 200 anos é que as mudanças estruturais na procura são de longo prazo e que a tendência altista nos mercados altistas das matérias-primas tende a ser profunda e de longa duração. O actual ciclo que está a sustentar a procura de “commodities” é diferenciado pela profunda quantidade de pessoas que se estão a industrializar e a urbanizar.

A população chinesa ronda 1,3 mil milhões de pessoas e a população indiana é de cerca de mil milhões, pelo que temos mais de um terço da população global a transitar para um estilo de vida mais urbano e industrializado – e isso significa que o consumo de matérias-primas está a aumentar.

Temos milhares de milhões de pessoas a transitar para um estilo de vida em que compram carros, electrodomésticos, acrescentam carne à sua alimentação e investem em metais preciosos de uma forma que nunca antes se observou. Assim, estamos a assistir a uma tendência de crescente consumo de matérias-primas que estamos convictos que durará durante mais algumas décadas – uma tendência que achamos que pressionará consideravelmente a cadeia da oferta global de “commodities”.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h

04
Jan12

7 armas para investidores de sucesso

adm

Ser um investidor bem sucedido nos seus investimentos está muitas vezes relacionado com o momento e a data da tomada de decisão dos produtos e das estratégias escolhidas. Por isso, prepare bem o seu “ano zero” do investimento e faça o trabalho de casa para ter sucesso como investidor.

 

Ter êxito nos investimentos não depende só dos altos e baixos dos mercados.

 

1. Informe-se sobre o produto que vai comprar

Compraria uma casa sem a conhecer por dentro? Provavelmente não e por isso não deve fazer o mesmo sempre que pretende investir. Se quer adquirir um produto financeiro, valores mobiliários como acções e obrigações ou quer subscrever um fundo de investimento, deve começar por ler a informação disponível sobre o produto, o prospecto. Vai ver que conhecendo melhor o que está por dentro do investimento que pretende fazer será mais fácil tomar as decisões acertadas quanto aos produtos que mais se ajustam ao seu perfil. Além disso, tenha a noção dos custos e comissões que suportará em cada investimento bem como a fiscalidade associada.

2. Invista só nos intermediários reconhecidos

Deixaria o seu filho com um estranho se ele prometesse que tomaria conta dele? Garantias de quem não conhece podem valer tanto como a promessa de um intermediário financeiro que o seduz pela internet com investimentos com retornos que parecem mentira e que não está registado oficialmente. Por isso, se é um aspirante a investidor de sucesso não se deixe seduzir por intermediários financeiros que não estejam registados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Além disso, se a sua ideia é fazer investimentos pela internet verifique também na CMVM se o site foi submetido à apreciação desta entidade.

3. Ponha tudo “preto no branco”

Se quer evitar dissabores com os seus investimentos, utilize esta frase junto do seu intermediário: “Toda a informação por escrito, por favor”. Ter todas as informações, alterações e condições “preto no branco” protege-o face a eventuais desencontros de pressupostos nos seus investimentos.

4. Compre um fato por medida

Se o mundo dos investimentos fosse semelhante ao mundo das festas, dir-se-ia que cada um dos investidores deveria ter um dress code ajustado à ocasião. Por isso, não deixe de ajustar o seu fato, o seu investimento, às suas medidas, perfil de risco. Evite subscrever ou adquirir produtos que desconhece, investimentos com perdas potenciais elevadas se precisa do dinheiro em pouco tempo, ou apostas em soluções desajustadas aos seus objectivos e ao seu perfil de cliente. Se não suporta pensar em poder perder parte do seu capital nos investimentos que vai fazer, então limite-se aos produtos de baixo risco.

5. Tenha cuidado com empréstimos para investir

Se está com vontade de investir, mas não tem dinheiro para o fazer, existem empréstimos para suprir essa lacuna. O problema é que deverá manter-se bem consciente do risco duplo que está a tomar. Além do risco do próprio activo em que investe acresce o facto de ter de pagar juros pelo empréstimo concedido. Num cenário de perda de valor do investimento, além de receber menos do que investiu, ainda terá de pagar a factura do crédito.

6. Pondere bem a análise

É muita a informação disponível para quem quer, por exemplo, comprar acções. Além dos relatórios das companhias, das notas de resultados, da envolvente do mercado concorrencial, existem também notas emitidas por intermediários financeiros que dão uma indicação do rumo da acção e da sua cotação no futuro. A recomendação presente tem por base uma avaliação de um analista individual ou um grupo de research, mas é um valor que deve tomar como possível e não como o que irá concretizar-se já que é apenas um alvo estimado de preço.

7. Aponte para o longo prazo

“Roma e Pavia não se fizeram num dia” e, muito provavelmente, o seu investimento também não se vai tornar na capital do seu império num abrir e fechar de olhos já que os investimentos que implicam risco médio e elevado estão desenhados para períodos de médio e longo prazo. Em regra, os produtos com retornos históricos mais elevados pedem mais tempo de investimento.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/sites/

04
Jan12

As melhores apostas do mercado imobiliário em 2012

adm

Arrendamento habitacional e recuperação urbana são dois pilares dos negócios deste ano, prevêem os especialistas.

O arrendamento de casas e a reabilitação urbana serão os pilares do mercado imobiliário em 2012, perspectivam os especialistas contactados pelo Diário Económico. Apesar das restrições no acesso ao crédito, os profissionais do sector defendem que estão reunidas condições para que investidores e particulares apostem na compra de apartamentos para arrendamento, tendo em conta as mudanças no enquadramento legislativo. "A procura no mercado de arrendamento vai continuar a subir, por razões conjunturais, e a reabilitação urbana poderá ser factor decisivo para reanimar a economia", afirma o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima.

Apesar do moderado optimismo partilhado também pelos responsáveis das mediadoras Worx, Pedro Rutkowski, da Century 21, Ricardo Sousa, e da ERA, Miguel Poisson, todos reconhecem as virtudes da segurança em activos imobiliários: "Até como aplicação de poupanças a visar rendimentos seguros que possam compensar perdas na hora das pensões de reforma", adverte Luís Lima. "O investimento em habitação para arrendamento é sem dúvida uma das melhores oportunidades, com a procura de casa para arrendar a superar a oferta", confessa o administrador da Century 21, Ricardo Sousa.

Num cenário de agravamento do desemprego e de contenção dos orçamentos familiares, as mediadoras deverão também ajustar os seus alvos. "O segmento médio e médio baixo da habitação apresenta-se bastante activo, face à redução do rendimento disponível das famílias e o aumento dos custos do proprietário, que se prevêem com as novas regras de avaliação de imóveis", lembra Ricardo Sousa. Estes factores irão obrigar muitas famílias "a trocar de casa", antecipa o gestor, para diminuir os seus custos com o imóvel.

Também para o director da ERA, Miguel Poisson, "a reabilitação urbana será uma componente estratégica no sector imobiliário, na medida em que nela convergem os objectivos de requalificação e revitalização das cidades previstas no memorando de entendimento com a ‘troika'". Contudo, o responsável da ERA alerta que a concretização desta realidade "estará intimamente ligada à ‘performance' da nova lei do arrendamento e às novas ofertas do mercado de arrendamento imobiliário".

E, a pensar nesse mercado, a rede de mediação está a desenhar soluções de novos produtos que, garante Miguel Poisson, terão "uma rentabilidade financeira muito interessante para investidores".

Já o presidente da Worx, Pedro Rutkowski, não perspectiva um ano fácil para o País, salvo raras excepções. "Existem nichos de mercado que podem ser explorados, como o mercado de arrendamento e a promoção imobiliária vocacionada para este segmento, para além da reabilitação urbana que, estruturada, poderá ser uma mais-valia muito importante para o país, em termos urbanos, económicos e sociais".

Numa perspectiva mais optimista, o director da área residencial da CBRE, João Nuno Magalhães, é da opinião de que "o dinheiro não desapareceu totalmente e que o imobiliário representa uma hipótese para refúgio do investimento, num momento em que nos encontramos perto de encontrar o equilíbrio entre o preço a que os vendedores estão prontos a vender e os compradores a comprar". Decorrente dessa análise de aproximação entre preços da oferta e da procura, o gestor reconhece que em 2012 "haverá mais transacções imobiliárias do que durante o ano de 2011".

Escritórios retomam dinâmica
Apesar das circunstâncias difíceis do mercado imobiliário, "a área de escritórios será aquela que ainda terá alguma dinâmica, não só pelo arrendamento de novos espaços, mas também na área de renegociação de contratos", defende o director da B. Prime, Jorge Bota. Os números de operações não são famosos e deverão ficar novamente aquém dos 100 mil metros quadrados de 2011. "Aponto para o mesmo nível de ‘take up', isto é, abaixo dos 100 mil m2, com muita pressão dos inquilinos para renegociar as rendas", adverte o director geral da Jones Lang La Salle (JLL), Pedro Lencastre, ao Diário Económico.

Falar em números é algo que os especialistas evitam neste momento - mas há oportunidades que surgem, inclusive na área de habitação. "Dados os baixos níveis de actividade apresentados, todos [habitação, comércio e escritórios] têm margem de crescimento", acredita o director da Aguirre Newman, Paulo Silva. Porém, as ameaças são externas ao sector e, em particular, dizem respeito às questões de fundo do desequilíbrio das contas públicas. "A contenção das medidas correctivas tendentes ao equilíbrio das contas do Estado e as dificuldades vividas pela banca levam-nos a perspectivar um ano que dificilmente será melhor que 2011", defende o director da Aguirre Newman.

Negócios mais selectivos
Na componente de investimento, o responsável da JLL defende que este ano "vamos assistir a operações cirúrgicas por parte de investidores privados, para imóveis bem localizados, com bons inquilinos e com bons contratos de arrendamento". Contudo, o especialista alerta que serão visíveis também "a continuação das operações de investidores oportunísticos que poderão aproveitar a desvalorização de alguns activos e a necessidade de os seus proprietários os terem de vender".

Decorrente da diminuição de operações imobiliárias, 2012 será "certamente um ano de selecção natural em que somente os melhores vão resistir, sendo de esperar o fecho de muitas mediadoras tradicionais", adverte Miguel Poisson, que não se resigna às dificuldades: "Há oportunidades para as mediadoras que souberem utilizar inteligentemente as novas áreas de negócio que a nova legislação da mediação imobiliária passou a proporcionar".

Lei das rendas de difícil aplicação
Há décadas que o sector aguardava a alteração do regime dos contratos de habitação anteriores a 1990. Apresentada na última semana do ano, a proposta do novo Governo será, agora, apreciada no primeiro trimestre no Parlamento e, provavelmente, entrará em vigor em Abril.

No entanto, os especialistas contactados pelo Diário Económico receiam que o agravamento do custo de vida e as dificuldades financeiras do Estado possam impedir uma efectiva concretização da lei. "A verdade é que esta alteração teria implicações sérias nos orçamentos familiares e, por isso, se não foram feitas numa altura mais propícia do mercado (e de maior liquidez), tenho dificuldade em acreditar que o vão ser nesta conjuntura", conclui Pedro Rutkowski.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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