Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

13
Jul12

PT aumenta valor da emissão de obrigações para 400 milhões

adm

A Portugal Telecom (PT) aumentou o valor da emissão de obrigações destinada ao público em geral para 400 milhões de euros, informou esta sexta-feira a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Oferta Pública de Subscrição de Obrigações (OPS), denominada Obrigações PT Taxa Fixa 2012/2016, tinha um valor de 250 milhões de euros, estando prevista a possibilidade de aumento, o que foi anunciado esta sexta-feira.

As obrigações têm uma maturidade de quatro anos e os juros vencem a uma taxa nominal bruta fixa de 6,25 por cento ao ano, pagos semestralmente.

A subscrição das obrigações teve início a 02 de julho e termina no próximo dia 20.

BES, BPI, BCP, Caixa Geral de Depósitos e Barclays são as entidades colocadoras deste produto financeiro.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

11
Jul12

Sonae duplica valor da emissão de obrigações Continente

adm

A Sonae, dona dos hipers Continente, duplicou para 200 milhões de euros a emissão das obrigações Continente.

Tem sido uma tendência recorrente adoptada pelas empresas nacionais. Depois da Zon e Semapa, por exemplo, agora foi a vez de a Sonae duplicar, de 100 milhões de euros para 200 milhões, o valor da emissão do empréstimo que está a realizar com as obrigações Continente.

O reforço do montante sinaliza que a procura por estes títulos de dívida tem seduzido muitos investidores, facto ao qual não estará alheio o pagamento de um juro semestral de 7%, o mais alto do mercado português.

A dona da cadeia de hipermercados Continente é a sexta empresa da bolsa nacional a avançar com emissões de dívida no retalho, depois da EDP, Semapa, Zon, Brisa e Portugal Telecom.

A emissão destina-se ao "desenvolvimento do negócio e ao financiamento das actividades futuras e, ao mesmo tempo, à diversificação das fontes de financiamento da empresa", explicou fonte da Sonae ao Económico.

Os resultados da oferta serão apurados pela Euronext no dia 23 de Julho.

Na sessão de hoje os títulos da Sonae fecharam inalterados nos 0,43 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

06
Jul12

Checklist para investir em obrigações

adm

As obrigações são valores mobiliários a que muitas das grandes empresas nacionais recorrem para se financiar. Conheça as principais caraterísticas que deve ter em conta para fazer um investimento esclarecido e mais preparado para o sucesso.


Antes de investir em obrigações, conheça bem o produto financeiro.

1. Conhecer o produto

Investir sem saber o ativo que está a incluir na sua carteira de investimentos é um tiro no escuro. Convém saber que as obrigações são títulos emitidos por sociedades por quotas, sociedades anónimas, pelo Estado ou por entidades como cooperativas que funcionam como um empréstimo dos investidores à empresa emitente mediante o pagamento de juros.

2. Procurar informação

Além de conhecer as condições gerais da operação (taxa de juro, pagamento de juros, prazo, preço de subscrição) convém estar bem informado sobre a documentação disponibilizada. No prospeto base, no sumário do prospeto base ou nas condições finais encontrará muita informação sobre os termos da operação bem como sobre o emitente.

3. Não precisar do dinheiro antes do prazo

Se está a investir em obrigações, mas não sabe se vai precisar do dinheiro investido antes do final do prazo, tenha em conta que se quiser fazer o reembolso antecipado poderá ter de incorrer em perda de capital já que é a liquidez e o valor do mercado podem ser diferentes do valor nominal da obrigação.

4. Diversificar para proteger

Se aplicar todas as suas poupanças nas obrigações de um emitente ficará demasiado exposto aos humores desse mesmo negócio no que diz respeito ao risco do emitente, por isso tenha em conta que além de obrigações a sua carteira deve ter mais ativos diversificados por liquidez (depósitos), por outros títulos de dívida ou por ações.

5. Ter consciência dos riscos

O risco do crédito é o máximo risco que tem de contar quando investe em obrigações. A falência do emitentepode levar ao não pagamento dos juros e/ou do capital investido, por isso tenha consciência que não precisará do dinheiro aplicado para necessidades do quotidiano.

6. Saber que não é um depósito

Subscrever obrigações não é o mesmo que constituir um depósito a prazo. O investimento em obrigações não está protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos que protege os depositantes até 100 mil euros. As obrigações envolvem mais risco e não asseguram capital se precisar do dinheiro antes do prazo de vencimento.

7. Estar informado sobre o emitente

Sabe quem é a empresa que lhe está a pedir dinheiro emprestado? Se não sabe, convém conhecer o emitente das obrigações para perceber a quem está a emprestar o seu capital. Conhecer o relatório e contas, as notações de risco associadas ao emitente, bem como as perspetivas de negócio ajuda a estar mais consciente do risco associado ao seu investimento.

8. Perceber os impostos

Não se concentre na taxa bruta anunciada para os juros das suas obrigações. Na sua conta à ordem o que entrará são os juros já descontados de 25 por cento de IRS. Já no que diz respeito a mais-valias entre a compra e a venda dos títulos, aplicar-se-á também uma taxa de 25 por cento aos ganhos.

9. Conhecer alternativas

Se quer investir no mercado de dívida, saiba que pode fazê-lo também através através de fundos de investimento que escolhem obrigações diversificadas para uma carteira que reflecte depois as subidas e descidas do ativos presentes. Estes fundos exigem normalmente menos capital mínimo de investimento e conseguem balancear o risco.

10. Calcular o retorno

Sabe quanto vai ganhar com as suas obrigações? Nas suas contas devem entrar não só os juros que vai recebendo com os seus títulos, mas também as comissões que terá de pagar em cada um desses momentos de recebimento de juros, as comissões de custódia dos títulos pelo intermediário ou as comissões no reembolso do capital.

fonteR:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

01
Jul12

Obrigações: Atenção ao prazo de imobilização e às comissões bancárias

adm
As obrigações estão a oferecer taxas de rentabilidade acima dos depósitos bancários, mas têm mais risco e menos liquidez e custos associados que podem não ser desprezíveis.

Estas características levam João Sousa, coordenador da revista Proteste Investe, da Deco Proteste, a defender que a decisão de investimento deve ser tomada em função "do perfil de cada investidor".

Sem perder de vista a questão da diversificação do risco de aplicação de poupanças, na célebre expressão de "não colocar os ovos todos no mesmo cesto", é preciso ter em conta algumas características específicas das obrigações. Nesse sentido, João Sousa destaca que o investidor deve ter a noção de que está a emprestar dinheiro a uma empresa e que essa aplicação não está abrangida pelo Fundo de Garantia dos Depósitos, que só se aplica aos depósitos bancários.

Refere ainda a questão da liquidez, ou seja, os depósitos podem ser levantados a qualquer momento sem perda do capital (apenas de juros). Já nas obrigações, a mobilização antes dos prazos (de três anos em todas as emissões, salvo na PT, que é de quatro) pode acarretar perda de capital investido.

As obrigações vão estar cotadas na bolsa de Lisboa, mas praticamente não há negócios, pelo que a venda apressada dos títulos pode implicar uma queda do valor unitário da obrigação.

Importante é também a questão dos custos, que podem anular ou penalizar os pequenos investimentos e que se diluem em aplicações mais elevadas. Conforme as instituições, pode haver lugar a uma comissão de subscrição, que pode variar entre valores fixos, em alguns casos na ordem dos 10 euros, ou depender do montante aplicado. A guarda de títulos pode assumir custos elevados, atingindo 40 euros anuais em vários bancos, mas noutros é superior. A situação tem de ser avaliada caso a caso, já que se o cliente tiver conta de guarda de outros títulos, num determinado montante, pode estar isento.

Nos preçários dos bancos estão ainda previstas comissões pelo processamento de juros, que podem ser fixas ou uma percentagem sobre o valor a transferir. Nas emissões já realizadas, o pagamento de juros é semestral. E poderá ainda haver lugar a uma comissão no final do prazo da emissão, pelo pagamento do capital e juros. 

Sem a componente dos custos, a simulação da taxa de rentabilidade de uma aplicação de mil euros, nas Obrigações Continente, que paga uma taxa bruta de 7%, corresponde a uma taxa liquida de 5,250%, o que garante um valor de juros no final do ano de 52,50 euros, ou 154,13 euros nos três anos. Na aplicação de cinco mil euros, o valor de juros no final do período sobe para 787,50 euros 

No caso da PT, que oferece a mesma taxa da EDP, a taxa bruta é de 6,25%, o que corresponde a uma taxa anual líquida de 4,688%, o valor de juro anual gerado é de 46,88 euros e no final do prazo de quatro anos é de 187,50 euros. A aplicação de cinco mil euros, no final dos quatro anos, rende 937,50 euros.

fonte:http://economia.publico.pt

25
Jun12

Saiba se vale a pena investir em obrigações de empresas

adm

Há cada vez mais empresas portuguesas que estão a emitir obrigações para os investidores particulares.

Depois da euforia dos portugueses pelos depósitos, uma nova moda está a invadir o mercado de investimentos em Portugal: as emissões obrigacionistas de empresas portuguesas dirigidas aos pequenos investidores.

A EDP foi a primeira a dar o ‘pontapé de saída' desta nova tendência, ao emitir em Novembro do ano passado cerca de 200 milhões de euros para os investidores particulares, acenando-lhes com um juro bruto de 6%. Depois disso, também a Semapa, a Zon e a Brisa seguiram as mesmas pisadas.

Já esta semana o Diário Económico avançou que a Portugal Telecom também irá avançar ainda este mês com uma operação semelhante. No total, as empresas portuguesas estão a captar com estas operações cerca de 1.350 milhões de euros junto dos pequenos investidores. Os especialistas contactados pelo Diário Económico dão nota positiva a estes instrumentos mas fazem alguns alertas e ressalvas.

Além das taxas de juro destas emissões serem inferiores aos juros oferecidos pelas empresas aos investidores institucionais, as taxas anunciadas são brutas. O que significa que os investidores, além de terem de descontar o efeito da fiscalidade, terão ainda de contabilizar todas comissões associadas ao investimento em obrigações.

Num ponto, todos estão de acordo: este "piscar de olho" das empresas portuguesas aos pequenos investidores não tem nada de inocente. "As empresas só estão fazer estas emissões porque não conseguem encontrar outras alternativas para se financiarem de forma mais barata. Se as empresas tivessem acesso a empréstimos bancários com taxas mais baixas provavelmente nunca iriam virar-se para os particulares", refere Filipe Silva, director de gestão de activos do Carregosa. O especialista refere que estas emissões estão a ser colocadas nos clientes de retalho a taxas mais baixas do que aquelas que estão a ser praticadas para emissões semelhantes dirigidas para investidores institucionais no mercado secundário. "Mas como os particulares não estão atentos a este mercado acabam por aceitar taxas mais baixas do que aquelas que estão a ser praticadas no mercado secundário", explica.

Este fenómeno é facilmente comprovável ao analisarmos as taxas que estão a ser praticadas actualmente no mercado. A Portugal Telecom, por exemplo, irá colocar uma emissão obrigacionista a quatro anos para particulares com uma taxa de juro anual que deverá rondar os 6,25% . No entanto, a ‘yield' oferecida para uma emissão da operadora, que vence em Fevereiro de 2016, ronda os 8,51%. O mesmo se passa com a Brisa. Na operação que a concessionária tem em curso junto dos investidores particulares, o juro oferecido é de 6,25% para um investimento a dois anos e cinco meses. No entanto, uma emissão que a Brisa tem no mercado com maturidade a Março de 2015 (dois anos e nove meses) est á a negociar no mercado secundário com uma ‘yield' superior: 7,75%. É preciso, no entanto, notar, que as taxas do mercado secundário não reflectem o custo a que as empresas venderam a dívida, e sim a avaliação do risco feita actualmente pelo mercado.

Apesar deste tratamento desigual que as empresas dão aos investidores particulares em comparação com as condições oferecidas aos investidores institucionais, Filipe Silva considera estas emissões um investimento atractivo. "Para os pequenos investidores, estas emissões são atractivas, porque dificilmente neste momento se encontra no mercado depósitos a prazo com taxas tão elevadas".

Também Carlos Almeida, da direcção de investimentos do Banco Best dá nota positiva a estas emissões . "Penso que este novo movimento é muito positivo . Por um lado é um sinal de que os investidores já começam a olhar para outro tipo de aplicações sem ser os depósitos. Por outro, é um movimento de atracção de capitais domésticos, um factor extremamente importante no contexto actual em que o País não consegue financiar-se no exterior", explica. Rui Broega, director de gestão de activos do banco Big salienta de igual forma o facto deste tipo de emissões trazer vantagens para ambas as partes. "Neste momento, as ‘yields' apresentadas são elevadas e, portanto, apelativas para os investidores mas simultaneamente também o serão para as empresas que emitem dívida, na medida em que de outra forma teriam de suportar um custo superior de financiamento e/ou no limite, nem sequer teriam hipótese de se financiar", refere este responsável.

O encontro de "várias vontades" está a levar os portugueses a aderirem cada vez mais a este tipo de aplicações. No banco Best, por exemplo, a procura por obrigações emitidas por empresas nacionais e internacionais, mais do que duplicou este ano, face aos valores registados no segundo semestre de 2011. E não é difícil encontrar justificações para o crescente apetite dos portugueses por este tipo de operações. Numa altura em que o Banco de Portugal impõe regras cada vez mais exigentes na atribuição de remuneração dos depósitos, os investidores procuram alternativas mais rentáveis para fazer crescer o seu dinheiro. "O facto das emissões de empresas portugueses dirigidas para os particulares exigirem montantes mínimos de investimento muito baixos [1.000 euros] e de terem uma componente de distribuição de juros semestral é algo que vai de encontro aos interesses dos pequenos investidores", adianta ainda Carlos Almeida. Resultado: todas as emissões obrigacionistas dirigidas ao mercado de retalho tiveram que ser alvo de rateio - uma vez que a procura tem excedido a oferta. No total, as emissões levadas a cabo pela EDP, Semapa e Zon já conseguiram atrair as poupanças de 50 mil investidores particulares.

No entanto, e apesar dos investidores estarem a ser seduzidos pelas taxas de juro atractivas é preciso não esquecer que se trata de um investimento com riscos associados. Numa situação limite, "se a empresa falir, os investidores podem perder tudo", avisa Filipe Silva. O director de gestão de activos do banco Carregosa aconselha ainda os investidores que estejam interessados em aplicar nestas emissões a terem a certeza de que não vão precisar destas poupanças antes da sua data de maturidade. "Quando as pessoas aplicam num depósito a três anos, elas sabem que se precisarem de resgatar o dinheiro antes do prazo serão penalizadas nos juros, mas o capital mantém-se intacto. No caso destas emissões não é assim". Na verdade, se os investidores optarem por resgatar antecipadamente, até poderão ter menos-valias porque o preço das obrigações pode ter descido.

Ter a noção dos reais riscos a que estão expostos é também um conselho dado por Rui Broega do BiG: "Os investidores deverão avaliar sempre o risco que incorrem para aferir se o retorno que esperam obter é compensatório, sabendo de antemão que para ‘yields' superiores maior será o risco incorrido". Para ter a noção de todas as condições que o investimento numa emissão deste tipo comporta é indispensável que os investidores leiam atentamente o prospecto da operação.

Os custos associados ao investimento em obrigações é outra das variáveis que os investidores deverão ter em conta antes de subscrever estas emissões. "Além das comissões associadas à aquisição, há ainda que contabilizar os custos relacionados com a guarda de títulos (uma comissão que é cobrada trimestralmente). Pode ainda haver comissões associadas ao processamento do pagamento dos juros e ainda os custos de reembolso", explica Carlos Almeida, do Banco Best. Na verdade, os investidores deverão ter em conta que este conjunto de comissões e a tributação fiscal sobre as mais-valias levam a que parte das taxas de juro oferecidas pelas empresas nestas emissões se "evapore". Análises anteriores elaboradas pelo Diário Económico às emissões da EDP e da Semapa revelavam que só a partir de montantes de 5.000 euros é que começava a compensar a aposta nestas obrigações. Para aplicações abaixo destes montante verificava-se que a maior parte da rendibilidade gerada acabava por ser "engolida" pelas comissões e impostos.


As mais recentes operações de empresas portuguesas

EDP -I
A empresa liderada por António Mexia foi a primeira empresa portuguesa a "piscar o olho" aos investidores particulares ao lançar em Novembro do ano passado uma emissão de 200 milhões de euros, com um prazo de três anos. A EDP oferecia nesta emissão uma taxa de juro bruta de 6%, com o pagamento dos juros a ser realizado semestralmente. Para aceder a esta emissão, os investidores tinham de subscrever no mínimo uma obrigação (com valor unitário de 1.000 euros). A operação foi bem recebida junto dos investidores com a procura a exceder em 38% a oferta.

EDP -II
O sucesso da primeira operação levou a eléctrica a repetir a experiência e, em Abril último, avançou com uma nova operação de obrigações dirigida ao mercado de retalho, no montante de 200 milhões de euros. No entanto, a empresa acabou por aumentar a oferta de emissões para um total de 250 milhões de euros. E se mais obrigações a empresa disponibilizasse, mais obrigações os portugueses comprariam, já que a procura nesta emissão superou em 26% a oferta. O juro oferecido por esta emissão a três anos continuou no mesmo patamar da anterior emissão: 6%.

Semapa
Pouco depois da empresa de António Mexia ter feito a sua primeira emissão para o mercado de retalho, a Semapa seguiu-lhe as pisadas. A empresa de Pedro Queiroz Pereira lançou em Março deste ano uma emissão de 150 milhões de euros (que entretanto foi alargada para 300 milhões de euros), com um prazo de três anos para os investidores particulares. O juro bruto oferecido foi um dos mais altos até agora registados neste segmento: 6,85%, com pagamento de juros semestrais. Também aqui o investimento mínimo era de 1.000 euros (o valor de uma obrigação). A procura dos investidores superou em 5% a oferta.

Zon
A empresa do sector de telecomunicações seguiu as pisadas das suas pares do PSI 20 e lançou no final de Maio uma emissão para particulares no valor de 200 milhões de euro, com maturidade a três anos. Os investidores que aderiram vão beneficiar de um juro anual de 6,85%. À semelhança das emissões anteriores, também aqui o montante mínimo de investimento era de uma obrigação - o equivalente a 1.000 euros. A procura foi bastante elevada, tendo superado em mais de 58% o montante em oferta. Foram 11.791 os investidores que acorreram a esta operação.

Brisa
A empresa de Vasco de Mello é a única que tem a decorrer neste momento o período de subscrição de obrigações vocacionadas para o mercado de retalho. No total, são cerca de 150 milhões de euros em obrigações que podem ser subscritas até 3 de Julho . A Brisa já admitiu que poderá aumentar o montante da operação. Trata-se de uma emissão que vence em Dezembro de 2014 e que oferece um juro bruto de 6,25%. O mínimo de investimento são 1.000 euros. Os bancos colocadores são BPI, CGD, BCP, ActivoBank, Popular e o BBVA.

Portugal Telecom
Esta semana, o Diário Económico avançou que a operadora liderada por Zeinal Bava também vai aderir às emissões obrigacionistas para particulares. A operadora prepara-se para lançar no final deste mês, ou no início do mês de Julho, uma operação deste tipo onde prevê captar pelo menos 250 milhões de euros. O juro oferecido rondará entre os 6,25% e os 6,5% e as obrigações deverão ter uma maturidade de quatro anos.

Trabalho publicado na edição de 22 de Junho de 2012 do Diário Económico

22
Jun12

Obrigações: Como fazer as contas

adm

Se num depósito a prazo o cliente bancário entrega as suas poupanças numa conta que lhe pagará juros, nas obrigações o que está em causa é um empréstimo. Como? A entidade (sociedades anónimas ou por quotas, Estados ou autarquias) emitem títulos que representam valores mobiliários com um determinado prazo e os investidores subscrevem esses títulos, emprestando à partida o dinheiro, para receberem depois o pagamento do capital emprestado acrescido de juros.


Invista com contas bem feitas.

Para quem quer ser obrigacionista convém conhecer bem algumas coisas antes de investir: o tipo de obrigações, os custos associados ao intermediário financeiro que utilizará para aceder aos títulos e, principalmente, o prospeto que contém todas as condições da operação. Se está preparado para investir nestes títulos de dívida, financiando países ou empresas e apontando aos ganhos na sua carteira com os juros dos investimentos então saiba como se pode calcular o seu retorno.

 

Imagine que anda a seguir com atenção uma emissão de obrigações que farão a amortização ao par (isto é, o valor do investimento está garantido) e com as seguintes caraterísticas:

Preço de subscrição: 1000 €
Taxa de juro fixa: TANB (taxa anual nominal bruta) de 6%
Prazo 5 anos
Pagamento de juros semestral e postecipado

Se decidir investir 10000 euros as contas a fazer para saber quanto vai receber de juros serão as seguintes:

 

Juros anuais = 6%*10000 € = 600 € (dois pagamentos semestrais de 300 € por ano)

Juros anuais sem impostos (valor que vai receber efetivamente) = 300 €*(1-0,25) = 225 €

Juros totais em 5 anos = 225 €*10 = 2250 €

Rendibilidade anualizada = 4,14%

Isto, depois de retirados os impostos de 25% em sede de IRS sobre o pagamento dos juros em cada semestre. Quando o dinheiro chega à sua conta já virá líquido de impostos.

 

Mas este pode não ser o retorno líquido. Se adicionar comissões à sua equação a rendibilidade pode reduzir-se. Para tal precisa de conhecer o preçário do seu banco/intermediário financeiro.

Se está a pensar comprar obrigações saiba que as comissões ao balcão são as mais penalizadoras para os investimentos. Os canais à distância são a melhor maneira de investir em obrigações, isentando normalmente os investidores de comissões de levantamento de títulos, de pagamento de juros ou reembolsos e de outras comissões associadas à custódia de títulos. E se a opção for ou o telefone ou a internet, saiba que a internet apresenta normalmente as melhores condições para investir, já que faz com que consiga evitar os custos com o investimento.

Exemplo com comissões

Preço de subscrição: 1000 €
Taxa de juro fixa: TANB (taxa anual nominal bruta) de 6%
Prazo 5 anos
Pagamento de juros semestral e postecipado

Comissões no exemplo:
Comissão trimestral de guarda de títulos: 10 € (acresce IVA 23%)
Comissão no pagamento de juros: 1% (acresce IVA 23%)

Na prática, as comissões serão:

Comissão na guarda trimestral de títulos: 12,3 € (246 € no total dos cinco anos)
Comissão no pagamento de juros semestral: 7,38 € (36,9 € no total dos cinco anos)

Juros totais em 5 anos = 2250 € – 282,9 € = 1967,1 €

Rendibilidade anualizada com comissões = 3,66%

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/o

30
Mar12

Emissão obrigacionista da EDP paga juros de 6%

adm

A EDP anunciou uma emissão obrigacionista com um montante inicial de até 200 milhões de euros, representado por 200.000 obrigações, com um valor nominal de 1.000 euros.

Segundo o comunicado divulgado hoje pela empresa, as obrigações terão um prazo de três anos, sendo o reembolso efetuado ao valor nominal de 1.000 euros cada, a 4 de maio de 2015.

A taxa de juro das obrigações é fixa e igual a 6% ao ano.

A oferta, destinada ao «público em geral em Portugal», decorre entre as 08:30 de 02 de abril e as 15:00 de 30 de abril. As ordens de subscrição poderão ser alteradas ou canceladas até às 15:00 do dia 24 abril, data a partir da qual serão irrevogáveis.

EDP está a diversificar fontes de financiamento

O presidente executivo da EDP enquadrou a operação num «contexto de diversificação das fontes» de financiamento da empresa.

«A primeira emissão que fizemos está ligeiramente a prémio, o que mostra que havia mais procura do que oferta e por isso correu bem. Esperamos que esta seja outra vez um sucesso. Só no fim poderemos ver», afirmou António Mexia, à margem da cerimónia de atribuição pela Universidade Técnica de Lisboa do doutoramento Honoris Causa a Eduardo Catroga e ao economista norte-americano Eric S. Maskin, Nobel da Economia e professor na Harvard University. 

«Voltamos ao mercado num contexto de diversificação das nossas fontes [de financiamento] e também de criar oportunidades de investimentos às poupanças dos portugueses», acrescentou o presidente executivo (CEO) da EDP. 

A EDP não ignora os investidores institucionais, mas a emissão hoje decidida «é claramente [direcionada] para o retalho e para aquilo que são as poupanças dos portugueses», afirmou Mexia. «Estamos a falar tipicamente de investimentos muitas vezes de mil euros, cinco mil euros. São pessoas que colocam aqui as suas poupanças, considerando que é uma remuneração adequada ao risco do produto, que consideramos atrativo», acrescentou.

Também esta sexta-feira, a elétrica nacional anunciou que vai investir nos próximos anos um milhão de euros para ajudar a criar novos negócios e empregos em torno das barragens do Sabor e do Tua, no Nordeste Transmontano.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

25
Mar12

Especialistas aconselham fundos e obrigações na poupança para a reforma

adm

A crise e o corte dos benefícios fiscais associados aos PPR estão a mudar as prioridades dos portugueses na poupança para a reforma.

Existem perto de três milhões de portugueses com PPR, segundo os dados do Instituto de Seguros de Portugal, e mais de 8.000 com Certificados de Reforma. Desde que foram lançados, os Planos de Poupança Reforma sempre foram o produto de eleição dos portugueses para constituírem complementos de poupança com vista à velhice. Mas a crise está a mudar esta realidade. No ano passado, os portugueses aplicaram menos 2,1 mil milhões de euros em PPR sob a forma de seguro, os PPR sob a forma de fundos de investimento também enfrentaram resgates líquidos severos ( na ordem dos 198 milhões) e mesmo os Certificados de Reforma perderam, pela primeira vez, investidores. O facto de os portugueses terem hoje menor disponibilidade para poupar, devido à quebra do rendimento disponível, associado ao facto de o Governo ter procedido a um corte abrupto dos benefícios fiscais associados aos produtos financeiros para a reforma está a levar os portugueses canalizarem menos poupanças para este objectivo. A estes factores há que acrescentar ainda um outro: a maior concorrência, do ponto de vista da rentabilidade, de outras aplicações, como é o caso dos depósitos. Recorde-se que, segundo os últimos dados do Banco de Portugal, relativos a Janeiro, as taxas de juro médias oferecidas para os novos depósitos rondavam os 3,87%. São valores muito competitivos face à rentabilidade oferecida pelos PPR. Segundo os dados do Instituto de Seguros de Portugal, relativos a 2010- os dados mais recentes - apenas seis PPR sob a forma de seguro conseguiram obter, no passado, esta taxa.

"Houve um esforço da banca para canalizar as poupanças que eram de longo prazo para produtos de curto prazo. Penso que esta estratégia é penalizadora a diversos níveis. Por um lado é penalizadora para o sector segurador que claramente sai desta crise como sendo um sector secundário para os grupos bancários. Mas é também penalizadora para os consumidores. Porque as poupanças de longo prazo devem ser canalizadas para produtos de longo prazo e não para depósitos. Não são os depósitos que resolvem o problema da sustentabilidade das poupanças para a reforma", assegura Diogo Teixeira, administrador da Optimize.

Para António Ribeiro, economista da Deco, "há um sério risco de os portugueses começarem a descurar as suas poupanças para a reforma". Mas para o responsável, a poupança não tem de passar necessariamente pela aplicação nos tradicionais PPR. "Faz sentido procurar hoje um produto com maior liquidez e uma rendibilidade potencial superior", explica. Esta é, aliás, a opinião consensual dos vários especialistas contactados pelo Diário Económico. Fonte da direcção de gestão de activos do Banco BiG refere mesmo: "A poupança com vista à reforma não tem de ser realizada através de produtos com esse nome. No caso dos nossos clientes, os depósitos a prazo, as contas aforro e obrigações têm sido a forma mais procurada nos últimos meses". Também os especialistas do Best partilham a mesma visão. "A poupança para a reforma não se faz apenas através de PPR e Certificados de Reforma, com a concorrência de outro tipo de instrumentos a ser agora mais relevante, por exemplo: os actuais níveis de ‘yield' face ao risco percebido pelo cliente parecem ser suficientemente compensadores para atrair novos investidores para o mercado obrigacionista", refere Diogo Serras Lopes, director de investimento do banco online. Apesar de defender que os PPR sob a forma de fundo de investimento são "o veículo indicado para a reforma por estarem organizados do ponto de vista jurídico e fiscal de forma a favorecerem as poupanças de longo prazo", Diogo Teixeira explica que há outras alternativas para este efeito. "É preferível investir num bom fundo de investimento misto, do que num mau PPR". O mesmo responsável afirma ainda que para alguns investidores- aqueles que acreditam que o Estado português vai cumprir com todos os seus compromissos- também poderá fazer sentido "incluir obrigações do Tesouro de mais curto prazo numa carteira para a reforma".

As obrigações do Tesouro portuguesas são também uma das apostas da Deco. A associação de defesa dos consumidores recomenda a preparação para a reforma - dependendo da idade e dos montantes disponíveis para investir-através da aplicação numa carteira diversificada de acções, ou de fundos de investimento. Caso os investidores tenham montantes muito reduzidos para aplicar, a solução poderá passar pelo investimento num único fundo misto, ou em Certificados do Tesouro. O investimento directo em obrigações do tesouro portuguesas é também uma opção atractiva para António Ribeiro, já que actualmente a remuneração anual de uma obrigação do tesouro a quatro anos ronda os 13,5%.

Independentemente da forma usada pelos portugueses para constituírem complementos de poupança com vista à velhice, todos concordam que é fundamental dinamizar este tipo de poupanças. "Sendo difícil para a globalidade dos portugueses pensar no que será o seu futuro daqui a 20 ou 30 anos, o estímulo para poupar para a reforma tem que ser suportado em benefícios que os portugueses percepcionem claramente", sublinha fonte da direcção de marketing do ActivoBank. E se esses estímulos não são dados pelo Estado (através dos benefícios fiscais aos PPR), eventualmente as próprias empresas poderão fazê-lo junto dos seus funcionários. "Por exemplo, se o colaborador optar por iniciar um plano de poupança para a reforma, através da dedução mensal de uma parcela do seu ordenado, a empresa para a qual trabalha poderia completar a entrega mensal do colaborador com um valor adicional , usufruindo esta empresa depois de algum tipo de benefício atribuído pelo Estado português", sugere fonte do ActivoBank.

fonte:http://economico.sapo.pt/

25
Mar12

Obrigações da Semapa rendem pouco mais que um depósito a prazo

adm

Investir nas obrigações da Semapa é um bom investimento apenas para montantes superiores a cinco mil euros.

A Semapa está a recrutar novos credores. Tal como a EDP fez em Novembro do ano passado, agora é a vez da ‘holding' de Pedro Queiroz Pereira recorrer aos pequenos investidores para se financiar. E para os convencer, a Semapa - que controla 51% da cimenteira Secil e 78% da Portucel - compromete-se a pagar 6,85% durante três anos por via de dois cupões anuais de seis em seis meses.

À primeira vista, as "Obrigações Semapa 2012/2015" parecem ser um produto bastante interessante para os pequenos investidores. Porém, "nem tudo o que reluz é ouro", e neste caso isso também é verdade. Não por culpa da Semapa, que por cada 1.000 euros investidos paga 205,50 euros. Mas por culpa das comissões bancárias cobradas pelo intermediário financeiro e dos impostos cobrados pelo Fisco: na prática, quando contabilizadas as "fatias" do Fisco e do banco associadas a esta emissão, a compra das obrigações da Semapa traduz-se num investimento com uma taxa interna de retorno (TIR) anual média entre 0,09% e 4,81%, dependendo do montante investido e do intermediário financeiro utilizado.

Por exemplo, um investimento de 1.000 euros (valor mínimo permitido) realizado junto de um dos dois colocadores desta emissão (Barclays e Banco BPI), por um investidor sem activos bolsistas no seu portefólio, traduz-se numa TIR de 0,09% ou num ganho líquido acumulado de apenas 10,45 euros nos próximos três anos, quando a Semapa pagou 205,50 euros. Isto significa que, neste caso, 85% do dinheiro pago pela companhia de Queiroz Pereira vai directo para o bolso do Fisco e do intermediário financeiro, ficando o investidor com uma ninharia.

Para se ter uma ideia da importância das comissões bancárias e da tributação aplicada sobre os juros pagos, 1.000 euros aplicados nestas obrigações em alguns intermediários financeiros podem até traduzir-se em perdas para os investidores. É isso que sucede, por exemplo, se o investidor recorrer ao Barclays para aplicar 1.000 euros nestas obrigações: como além da tributação fiscal de 25% sobre os juros, que ficam no cofre das Finanças, o banco cobra uma comissão de guarda de títulos trimestral de 10,46 euros (8,5 euros mais IVA), uma comissão mínima sobre eventos corporativos (comissão de subscrição) de 5,20 euros (5 euros mais imposto de selo), uma comissão mínima sobre reembolso de 6,15 euros (5 euros mais IVA) e uma comissão mínima sobre juros também de 6,15 euros (5 euros mais IVA), o investidor terminará com perdas líquidas de 19,59 euros, o equivalente a uma TIR de -0,64%.

No entanto, é importante salientar que a proporção entre ganhos do investidor, banco e Estado vai gradualmente beneficiando o investidor à medida que o montante de investimento for aumentando. Todavia, dificilmente um investimento inferior a 5.000 euros nestas obrigações se revela uma solução mais rentável face a um depósito a prazo. O Banco Big e a Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, estão a comercializar depósitos a três anos com taxas anuais efectivas líquidas (TAEL) de 3,19%, e o PrivatBank remunera actualmente os depósitos a prazo a três anos com uma TAEL de 4,13%.

Além dos depósitos, também não passará despercebido dos pequenos investidores as obrigações do Tesouro (OT) da República. De acordo com dados do Boletim de Cotações da Euronext Lisbon, as OT que vencem em 2015 estão a cotar com um desconto de 31,5%, conferindo uma rendibilidade média anual bruta de 15%. A questão que os investidores terão de colocar é se emprestar dinheiro ao Estado português é ou não mais arriscado que à Semapa. O mercado diz que sim.

Ficha técnica

- Prazo da oferta: Entre 1 de Março de 2012 e 27 de Março de 2012.

- Prazo do investimento: Três anos.

- Data de vencimento: 30 de Março de 2015.

- Juros: O pagamento dos juros das obrigações será realizado semestralmente a 30 de Março e 30 de Setembro de cada ano.

- Subscrição: A partir, e em múltiplos, de 1.000 euros.

- Taxa de juro: Taxa anual nominal bruta de 6,85%.

- Rendibilidade: Em termos líquidos de impostos e comissões, o investimento traduz-se numa taxa interna de retorno (TIR) anual entre 0,09% e 4,81%, dependendo do montante investido e do intermediário financeiro escolhido.

- Admissão: As obrigações serão admitidas à negociação na Euronext Lisboa.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

15
Jan12

Apenas 6,5% dos fundos nacionais deram ganhos reais em 2011

adm

Ano negro para os mercados penalizou o desempenho dos fundos de investimento geridos por sociedades nacionais.

Os fundos de investimento mobiliários geridos por sociedades nacionais não escaparam a um ano negativo para os mercados. Apenas 19 dos 292 fundos, ou 6,5%, conseguiram apresentar retornos reais, ou seja, acima da taxa de inflação de 3,5% do ano passado, segundo cálculos do Diário Económico baseados em dados divulgados pela associação do sector, a APFIPP. Além disso, mais de 70% destes produtos registaram mesmo desvalorizações em 2011.

A instabilidade nos mercados devido à crise de dívida soberana, com a bolsa e a dívida portuguesa a não escaparem ao epicentro da instabilidade, são os motivos apontados para os fracos retornos destes produtos de investimento. "Os fundos não fazem milagres e estão dependentes do desempenho das classes de activos", referiu o administrador da gestora Optimize, Diogo Teixeira, ao Diário Económico, referindo que à excepção da dívida considerada mais segura, como a americana, o ouro e o petróleo, foram poucos os activos a valorizar no ano passado.

Por outro lado, também o facto de a maior parte dos fundos registados na APFIPP investirem maioritariamente em activos portugueses e europeus não ajudou a que o saldo total de 2011 fosse mais positivo. "O foco geográfico da maioria dos fundos está na Europa e no mercado ibérico e pouco nos EUA ou nos mercados emergentes. Não houve a adaptação necessária, porque as classes mais atractivas não se encontram na Europa ou na Península Ibérica", referiu o gestor.

Das 33 classes de fundos definidas pela APFIPP, apenas duas categorias conseguiram apresentar ganhos médios acima da inflação. É o caso dos Fundos de Obrigações de Taxa Fixa Internacional, que inclui apenas um fundo, o Espírito Santo Obrigações Global, com ganhos médios de 6,51%, e dos Fundos de Pensões Abertos que aplicam menos de 5% do seu património em acções. Os seis produtos que fazem parte desta última categoria tiveram todos comportamento positivo em 2011, apesar de apenas dois destes fundos terem oferecido rendibilidades acima de 3,5%. É o caso do Caixa Reforma Garantida 2022, que ganhou 9,51% e do Banif Reforma Garantida, que valorizou 4,45%.

Fundos de acções nacionais perderam mais que o PSI 20

Já os fundos de acções nacionais tiveram o pior desempenho entre todas as classes. Em média, estes produtos perderam 28,67%, o que compara com a desvalorização de 24,38% do PSI 20 Total Return, que contabiliza o reinvestimento dos dividendos distribuídos pelas cotadas. Nenhum dos sete produtos desta classe conseguiu bater o índice. O BPI Portugal e o Santander Acções Portugal foram os que conseguiram limitar mais os prejuízos, com quedas de 26,81% e 26,95%, respectivamente. Já o Barclays Premier Acc. Portugal teve o pior desempenho, sendo o único a perder mais de 30%.

De todos os fundos geridos pelas sociedades registadas na APFIPP, o produto do Barclays teve o segundo pior desempenho. As maiores perdas foram registadas pelo Fundo Especial de Investimento (FEI), BPI Brasil, que desvalorizou 34,50%.

Só três produtos renderam mais de 10% em 2011

Num ano de baixos retornos, apenas três fundos conseguiram oferecer aos investidores ganhos de dois dígitos. Em comum, o facto de serem geridos pela Caixagest. O Caixagest Private Equity (FEI), que investe em fundos de capital de risco, liderou os ganhos, com uma rendibilidade de 16,01%. A segui-lo esteve o Caixagest Rendimento Nacional FEI. Este fundo da classe de protecção de capital e que investe unicamente em títulos de dívida do banco público apreciou 12,82%. A completar o pódio está o Caixagest Rendimento Oriente FEI, que também pertence à categoria de fundos com protecção de capital, com ganhos de 12,81%.

Além destes três fundos, os melhores desempenhos pertenceram ao Montepio Euro Healthcare. O produto que investe em acções de empresas farmacêuticas rendeu 7,63%. A completar o ‘top' dos fundos com melhor rendibilidade está ainda o Santander Multi Taxa Fixa, que está investido em títulos de dívida pública alemã. Rendeu 6,75%.


Fundos que escaparam às quedas

1 - Acções
Entre os produtos que investem em acções foram poucos os que escaparam às desvalorizações. Algumas das excepções foram o Montepio Euro Healthcare que aposta em acções de farmacêuticas e o Santander Acções América. Avançaram 7,62% e 5,70%. A maior aposta do gestor do Montepio é a Sanofi e do Santander é a Exxon-Mobil.

2 - Obrigações
Entre os fundos que investem nesta classe os melhores desempenhos pertenceram ao Santander Multi Taxa Fixa e ao Espírito Santo Obrig. Global. Ganharam 6,75% e 6,51%. O produto do Santander está investido sobretudo em Bilhetes do Tesouro e dívida alemã. O fundo da ESAF também aposta na dívida portuguesa e alemã.

3 - Retorno absoluto
Estes produtos procuram rendibilidades descorrelacionadas do sentido do mercado. Os produtos que mais renderam foram o Santander Carteira Alternativa FEI, que investe em ‘hedge funds', e o BPI Iberian Equities Long/Short FEI, que aposta na queda e na descida de acções ibéricas. Valorizaram 5,07% e 2,74%, respectivamente.

4 - Fundos de pensões
Nos fundos de pensões sob a forma de fundos, as melhores rendibilidades vieram dos produtos mais conservadores e que têm menor exposição ao mercado accionista. O Caixa Reforma Garantida e o Banif Reforma Garantida lideraram os ganhos nesta classe, com valorizações de 9,51% e 4,44%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Politica de privacidade

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D