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Poupanças e Investimentos Seguros

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12
Jan15

“As seguradoras têm de se esforçar mais para captar poupanças”

adm

Com o fim dos apoios aos PPR, cabe às seguradores convencer as pessoas a poupar. E critica o Estado por não aplicar a si as mesmas regras de supervisão nos produtos de poupança.

Pedro Seixas Vale sublinha a importância da poupança na economia e na capacidade de investimento do país, que está abaixo do que deveria. O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) aceita o fim dos benefícios fiscais à subscrição de PPR, porque isso tem custos para os contribuintes, mas defende a manutenção de apoios a quem mantém aplicações de longo prazo.

Os produtos de poupança, como os PPR ou os Certificados de Aforro, foram durante anos uma forma de investimento dos portugueses. Apesar de todas as alterações fiscais a que assistimos ano após ano, continuam a atrair os portugueses?
Sim, continuam. Foi um produto segurador muito bem vendido pela banca, pelos benefícios fiscais e não só. Sendo de longo prazo, tinha, em determinadas situações, uma liquidez assegurada, uma fiscalidade favorável à entrada e à saída, e regras muito bem definidas de gestão de aplicação nos diferentes activos. Devo dizer que, apesar de algumas mudanças fiscais, há que aceitar que um produto que tem benefícios fiscais quando se faz a subscrição tem um prazo relativamente curto, de cinco ou dez anos. Ou o produto serve ou não, e não pode estar sempre a ter benefícios fiscais. Os benefícios fiscais custam dinheiro ao cidadão português, é algo que o Estado deixa de receber e, em contrapartida, se não recebe esses montantes, tem que receber impostos de outra maneira.

Concorda com o fim dos benefícios fiscais a partir de 2015?
Não. O que estou a dizer é que nos benefícios à entrada aceito que tenham sido revistos, já os benefícios à saída são os que se devem manter, porque é uma maneira de premiar quem poupa a longo prazo. Quem poupa, faz um esforço, é muito mais fácil consumir. E quem o faz, quem o faz a longo prazo, quem o faz no sentido de complementar a sua reforma, deve ter um prémio.

O incentivo à subscrição dos PPR face à necessidade de poupança dos português deveria manter-se?
Temos de perceber o constrangimento orçamental. Temos nós, seguradores, de fazer um esforço maior e convencer as pessoas. Não vamos estar sempre à espera que alguém faça o nosso trabalho. Admito que, numa fase inicial, uns cinco, dez anos, os incentivos fiscais foram úteis porque fez com que o produto fosse conhecido, tornou a sua notoriedade importante, fez com que houvesse uma adesão muito grande. A partir de certa altura, é preciso ver, também, além do que isto significa, quem beneficia. Quem é que faz o PPR? Às vezes não são as pessoas que têm rendimentos mais baixos. Há que ter uma noção integrada destas questões. Benefícios sim, limitados, ver quem beneficia, quem paga.

O Estado também tem entrado de forma muito significativa neste sector, tem Certificados de Aforro, Obrigações do Tesouro. Esta concorrência pública pela captação da poupança dos portugueses é equilibrada face às necessidades do sector ou pressionou o sector segurador?
Deixe-me dar os dados de 2014. Os portugueses investiram mais cerca de dois mil milhões em PPR. Hoje, têm cerca de 13,5 mil milhões investidos em PPR, portanto, um aumento significativo em 2014. Estamos a tentar vender e as pessoas estão a aderir, pela segurança, pela liquidez, pela rentabilidade. Os PPR são o produto que nos últimos oito anos deram, em média, melhor rendimento aos aforradores portugueses. O Estado tem dois produtos, os certificados de aforro e, depois, teve os certificados do Tesouro, e os certificados de reforma. Não me importo nada com a concorrência do Estado, pelo contrário. Acho que não é necessário ter esses produtos, mas admito que os tenha por tradição.

Porque o Estado também se quer financiar...
...mas tem de ter regras. E não pode ter esses produtos sem ter as regras que são exigidas aos outros actores financeiros.

E não tem?
Não tem, mas devia ter. Porque o Estado vende esses produtos, não como Estado, mas como uma instituição que faz um produto financeiro e que o vende.

Que tipo de regras?
Não são supervisionados, não há regras de investimento, não há regras de prudência. Não me importo de ter concorrência do Estado, desde que estejamos numa concorrência leal. Em segundo lugar, devo dizer, e não estou a ser contraditório, não se devia ter feito aos certificados de aforro o que se fez. Era o instrumento mais popular de poupança em Portugal e agora tem dificuldades em recuperar e tem um custo que não era necessário. E não tenho medo nenhum da concorrência, acho que devemos estar todos com as mesmas regras e todos a ter a necessidade de ter os níveis de precaução que devemos ter.

Há outra regra para 2015 que tem a ver com resgate dos PPR e que, na verdade, acaba por equiparar os PPR a qualquer outra aplicação com o aumento do imposto para 28%. Concorda?
Concordo com as circunstâncias em que se paga 28%. Como estou perfeitamente de acordo que alguns produtos financeiros, sobretudo fundos de investimento e depósitos a prazo, tenham a mesma fiscalidade que tinham os produtos de seguro, se tiverem as mesmas características de longo prazo. O importante, neste momento, é que Portugal procure incentivar a poupança. Temos os níveis de poupança muito baixos, cerca de 12% de poupança, deveríamos ter 20% de investimento, temos um pouco menos, há aqui um ‘gap'. Deveríamos fomentar a poupança. Sei que, neste momento, existem outras teorias monetárias, mas acho que os países que são mais equilibrados são aqueles onde se poupa.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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