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Poupanças e Investimentos Seguros

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27
Jan15

Certificados de aforro poderiam render 3,049% no próximo mês, mas vão pagar menos

adm
Com as Euribor em queda, para mínimos históricos, a remuneração dos certificados de aforro iria cair no próximo mês. Mesmo assim, os investidores poderiam receber mais de 3%. Mas não vão ganhar tanto. O Governo vai cortar as taxas. Falta saber para quanto.

Todos meses, nos últimos dias do mês, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) revela a taxa que será aplicada aos certificados de aforro subscritos, ou alvo de revisão trimestral, no mês seguinte. Com a queda da Euribor a três meses, o juro bruto tem vindo a cair, mas o prémio extraordinário tem garantido a atractividade. Em Fevereiro, estes títulos poderiam pagar 3,049%, mas isso já não vai acontecer. A decisão do Governo foi a de baixar os juros, mas ainda não disse para quanto.

 

A fórmula de cálculo da taxa aplicada aos certificados de aforro é, relativamente, simples de aplicar: considera-se a taxa média registada pela Euribor a três meses nas 10 sessões até ao ante-penúltimo dia de cada mês (neste caso, esta terça-feira dia 27 de Janeiro). Utiliza-se 85% dessa taxa, adicionando-se depois 0,25%. E, desde Setembro de 2012, o prémio extraordinário de 275 pontos-base que irá vigorar até ao final de 2016 nos certificados da "Série C". O resultado dá 3,049%, para Fevereiro.

 

Esta taxa é a mais baixa desde Setembro de 2012, altura em que foi introduzido o prémio para estancar a saída de dinheiro destes títulos. Mas, mesmo assim, está acima de 3%, algo que será difícil obter com a revisão anunciada pelo Governo da remuneração dos produtos de poupança, tanto os certificados de aforro como os Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), que entrará em vigor já no próximo mês. O anúncio foi feito a meados de Janeiro mas, até agora, não são conhecidas as novas taxas.

 

Mais perto dos depósitos

 

A ideia do Governo é a de encolher o custo que tem no financiamento através destes produtos de retalho, isto numa altura em que as taxas exigidas a Portugal nos mercados internacionais estão, em termos nominais, em mínimos históricos. "Quando as taxas foram alteradas, foi para serem alinhadas com os substitutos próximos. A ideia é manter esse objectivo e, de alguma forma, alinhar estes dois produtos com substitutos próximos. Quando foram alteradas, as taxas estavam bastante próximas da Euribor a 12 meses e hoje em dia estão com valores bastante mais altos", diz Cristina Casalinho, em entrevista ao Diário Económico.

 

A presidente do IGCP assegurou, na mesma entrevista, que a remuneração dos certificados de aforro e dos CTPM vai baixar para "valores mais próximos da Euribor e da taxa de depósitos". A Euribor a 12 meses está, actualmente, em 0,277%, já a média das taxas aplicadas aos novos depósitos a prazo (com um prazo até um ano) estava em 1,34% em Novembro. Com o corte das taxas, haverá uma descida do peso destes produtos no financiamento do Estado, admite Casalinho. Mas antes da descida, está a haver uma corrida.

 

Corrida às taxas altas

 

Tanto os CTPM como os certificados de aforro estão a registar subscrições avultadas neste primeiro mês do ano. Os primeiros, que oferecem os juros mais altos (4,25% de taxa bruta média anual em cinco ano), registam aplicações que superam os 550 milhões de euros, um montante mensal recorde, segundo apurou o Negócios. Os títulos mais "velhinhos" também estão a atrair mais poupanças do que é habitual: cerca de 280 milhões, contra os 170 milhões, em média, obtidos mensalmente durante o último ano.

 

O forte aumento de subscrições faz deste o mês com maior entrada de dinheiro em certificados desde que começaram a ser compilados dados pelo Banco de Portugal, em 1998; mais de 750 milhões de euros (30% da meta de 2015 de 2.500 milhões). Um recorde para o qual contribuíram as declarações de Isabel-Castelo Branco, secretária de Estado do Tesouro, que revelou que os juros oferecidos em ambos os produtos vão ser revistos em baixa já em Fevereiro. Desde 14 de Janeiro, ou seja, há uma semana e meia, entraram 500 milhões de euros, dois terços do total do mês.

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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