Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

Poupanças e Investimentos Seguros

24
Jun15

Três produtos de dívida

adm
Em junho, a taxa dos Certificados de Aforro é penalizada pela Euribor negativa e os Certificados do Tesouro mantêm as taxas. Pelo contrário, as yields das Obrigações do Tesouro parecem estar a recuperar depois de um longo período de estagnação.

Certificados de Aforro abaixo de 1 % Em junho, a taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro (série D) foi fixada em 0,989 %, ficando um pouco abaixo do mês anterior. Esta taxa é calculada com base na média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, acrescida de 1 %. Como atualmente a Euribor está em valores negativos, a taxa bruta da série D atingiu um valor abaixo de 1 %. Em termos líquidos, esta série rende 0,7 %. Para os Certificados de Aforro das restantes séries, a taxa para as capitalizações que ocorrerem em junho é de 2,99 % para a série C, de 3 % para a Série B e de 2 % para a Série A; ou seja, obtém 2,2 % líquidos com as séries C e B e 1,4 % líquidos se tiver a série A. As condições de remuneração que incluem o prémio de 1 % na série B e 2,75 % na série C, mantêm-se inalteradas até dezembro de 2016.


Certificados do Tesouro mantêm as taxas Em relação aos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), as taxas mantêm-se em junho entre 1,25 e 3,25 % brutas, permitindo um rendimento anual de 1,6 % líquido, no mínimo. Contudo, poderá render mais caso seja atribuído o bónus de 80 % da taxa de crescimento do PIB, no quarto e quinto ano, se esta for positiva. A maturidade dos CTPM é de cinco anos e, neste prazo, continuam a ser a aplicação de capital garantido e baixo risco mais rentável. No gráfico apresentamos uma simulação de rendimento para uma aplicação de 20 mil euros durante cinco anos. Com os CTPM conseguiria acumular 1620 euros; se optasse por aplicar na atual série D dos Certificados de Aforro acumularia 1024 euros; por último, se colocasse o mesmo montante na Obrigação do Tesouro com maturidade de 5 anos, obteria apenas 292 euros (yield de 0,3 % líquida).

 

Obrigações do Tesouro a subir


Recentemente o preço destes títulos diminuiu, o que proporcionou um aumento das yields. Mas, os títulos com maturidades curtas, inferiores a cinco anos, permanecem com yields negativas, como pode ver no quadro em baixo. Isto acontece porque, se adquirir agora esses títulos, a cotação está ainda acima do valor nominal e não consegue recuperar em juros líquidos essa diferença, pois na maturidade apenas recebe o valor nominal do título acrescido do juro. Por exemplo, na OT Outubro 2016 falta cerca de um ano e quatro meses para a maturidade; se a adquirir agora paga 105,205 por um título (cotação), mas irá receber apenas 100 (valor nominal) acrescido de um cupão à taxa de 3,024 %, mas referente a 16 meses. O que iria receber no final não compensa o pago à cotação atual. Existem Obrigações do Tesouro com maturidade até 30 anos, como se pode ver no quadro. É neste prazo que consegue o melhor rendimento que, atualmente, não vai além dos 2,6 % líquidos.

 

 

 
Simulador de dívida pública no portal da Proteste Investe
No portal da PROTESTE INVESTE encontra uma ferramenta que permite comparar o rendimento dos vários produtos de dívida pública, consoante o montante aplicado e o número de anos. Entre em POUPAR > Certificados de Aforro > Comparar produtos de dívida pública. Por exemplo, se aplicar 20 000 euros a 5 anos, obtém 1620 euros de rendimento com os Certificados do Tesouro Poupança Mais e apenas 292 euros com uma Obrigação do Tesouro. Calcule quanto pode ganhar com cada um dos produtos de dívida pública em deco.proteste.pt/investe/calculadora-divida-publica.
 
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
25
Mai13

Poupança: evite as contas para crianças

adm

Com o dia Mundial da Criança à porta (celebra-se a 1 de junho), a Proteste Investe da Deco analisou a oferta dos bancos para as poupanças dos mais pequenos. E o conselho é: evite-as.

As propostas vão desde contas à ordem ou a prazo até seguros de capitalização ou planos mutualistas. Contudo, «nenhuma das contas para crianças proporciona, no primeiro ano, um rendimento superior aos depósitos tradicionais a 12 meses, que apresentam taxas líquidas até 2,9%», explica a Proteste Investe.

As contas «Super Poupança Bué» (do Montepio) e «Eu Poupo» (do Banco Popular) são as mais generosas, com uma taxa anual líquida de 2,2% para 2 e 3 anos, respetivamente. «A partir daí é sempre a descer até aos 0,4% líquidos da conta da Caixa Geral de Depósitos», alerta António Ribeiro, especialista daquela publicação.

«É verdade que os brindes aliciam, como o porco mealheiro do Banco Espírito Santo ou o vale de pontos do Banco Popular para trocar por jogos e consolas, mas se pretende uma poupança de longo prazo e com retorno elevado, deve ponderar outras opções», aconselha.

As poupanças juvenis não têm de ser canalizadas para produtos que se dizem destinados aos mais pequenos. Como visam pagar os estudos universitários ou a compra do primeiro carro, por exemplo, o investimento deve ser feito em função da idade da criança ou do prazo em que tenciona resgatar o dinheiro.

Segundo a publicação financeira, «as contas para crianças só interessam a curto prazo».

E aqui ficam as dicas:

Se faltam mais de cinco anos até ao resgate, combine estratégias e reparta as poupanças do seu filho por várias aplicações. 

Aposte em fundos mistos, que investem em ações e em obrigações, numa carteira de fundos ou em ações. 

Se faz questão de ter garantia de capital, as Obrigações do Tesouro, com um rendimento líquido anual até 4,1%, e os Certificados de Aforro, de 2,3%, são a escolha certa para quem quer capitalizar a médio ou a longo prazo.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/5

23
Jan13

FUNDO DE EMERGÊNCIA: MAIS VALE PREVENIR

adm

Em ano de aperto, crie um fundo de maneio para fazer face a imprevistos, mas não o deixe debaixo do colchão. Escolha depósitos a prazo ou Certificados.

Poupar não será uma tarefa fácil neste ano, mas será uma necessidade. Uma das regras essenciais das finanças pessoais é ter sempre um fundo de emergência, ou seja, um montante disponível a qualquer momento para fazer face a imprevistos, como problemas de saúde, arranjos do automóvel, desemprego ou, mesmo, o pagamento de contas com a educação dos seus filhos que não estavam planeadas. Para que não fique com o saldo da conta negativo ou para não ter de recorrer ao cartão de crédito, o melhor é criar o fundo de emergência.

Pode parecer muito, mas recomendamos que guarde nesse fundo um montante equivalente a cinco ou seis salários. É a quantia suficiente para se manter durante um semestre sem trabalhar.

Claro que há outras variáveis a ter em conta, como o valor das despesas. Um indivíduo que não tenha filhos nem crédito à habitação poderá não necessitar de um montante tão elevado como outro que, usufruindo do mesmo salário, tenha esses mesmos encargos. Por isso, tenha como referência o montante necessário para se sustentar durante seis meses.

O objetivo não é apenas pôr de lado este montante mas também rentabilizá-lo de forma a não perder poder de compra.

É imprescindível que este dinheiro esteja sempre disponível. Tal não significa que o deva ter em casa, guardado num frasco, numa gaveta ou debaixo dum colchão, porque, com a subida generalizada dos preços, dentro de algum tempo o seu dinheiro valeria bastante menos. Sugerimos Certificados de Aforro e depósitos até um ano.

 

Certificados de Aforro regressam

Os Certificados de Aforro estiveram afastados das nossas recomendações desde 2008, quando foi suspensa a subscrição da série B e emitida a série C. Em setembro passado, o Governo mudou as regras numa tentativa de recuperar a confiança dos aforradores. Assim, até final de 2016, estão congelados os prémios de permanência, mas será adicionado um bónus fixo à taxa-base.

Depois de impostos, os Certificados de Aforro rendem 2,3% por ano a quem subscrever ou renovar em janeiro. Ainda que fiquem abaixo das melhores taxas de juro dos depósitos, têm a vantagem de ter a garantia do Estado. O prazo máximo desta aplicação, que pode ser constituída nos Correios, é de 10 anos e apenas não permite a mobilização nos primeiros 3 meses.

 

Depósitos até 1 ano

Os produtos nos quais deve aplicar o montante de emergência devem ter elevada liquidez, de forma a poder resgatar a qualquer altura e sem custos. Depósitos por prazos longos não são uma boa opção, pois muitos deles não permitem a mobilização antecipada.

Não deve aplicar esse montante em produtos que não garantam o capital ou que estejam sujeitos a alguma variável incerta. Por exemplo, os depósitos em moeda estrangeira constituídos junto de bancos nacionais, apesar de estarem protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, estão sujeitos à variação cambial e, por isso, o capital pode não estar garantido.

Não aceite qualquer depósito a prazo, até porque muitos bancos estão a remunerar as contas até 1 ano a taxas inferiores às dos Certificados de Aforro. Apesar das taxas de referência dos Certificados de Aforro serem revistas trimestralmente, não aceite agora depósitos a prazo que rendam taxas líquidas abaixo de 2,3% (ou seja, taxas anuais nominais brutas inferiores a 3,2%).

Atualmente, para um depósito de 5000 euros a 1 ano, as taxas líquidas variam entre 0,1% e 3,9 por cento. A melhor taxa de juro é oferecida pelo PrivatBank. Contudo, este banco não está ao abrigo do Fundo de Garantia de Depósitos nacional, mas do sistema de garantia da Letónia, que cobre um valor semelhante (até 100 mil euros por cada titular).

As melhores taxas que encontra no mercado são destinadas, na maioria, a novos clientes ou a novos capitais e de bancos on-line, ou para montantes elevados. Por isso, sugerimos que aproveite os superdepósitos e, na renovação, tente negociar a taxa de juro. Não hesite em mudar de banco se a remuneração proposta não for satisfatória.

 

Ovos no mesmo cesto

Outra regra essencial é diversificar. Por isso, a menos que consiga negociar uma boa taxa de juro para o montante total do seu fundo de emergência, reparta o dinheiro por mais do que uma instituição bancária e por mais do que uma aplicação, sempre dentro do universo das aplicações que apresentam as melhores taxas.

Antes de mudar para outra instituição bancária questione o seu gestor de conta sobre a melhor taxa que este lhe pode oferecer. As limitações impostas pelo Banco de Portugal  às taxas de juro dos depósitos diminuíram bastante a margem que os bancos estão dispostos a pagar pelo seu capital, mas nada perde em negociar.

Produtos sem capital garantido, como a maioria dos fundos de investimento, ações, obrigações e produtos estruturados, devem ser afastados do seu fundo de emergência, tal como os depósitos que não permitem mobilização antecipada.

Alguns depósitos pagam juros logo no início da aplicação, mas depois não poderá mobilizar o capital antes do final do prazo. Apesar de serem depósitos a prazo, de terem o capital garantido e até poderem ter um rendimento interessante, deve evitá-los, pois, em caso de emergência, o melhor que o seu banco lhe pode oferecer é um crédito. Como os créditos não são gratuitos, terá de suportar os custos, em particular os juros.

Assim, não restam muitas opções para um fundo de emergência: reparta as suas poupanças por vários depósitos a prazo e Certificados de Aforro.

 

fonte:http://www.deco.proteste.pt/

08
Nov12

Produtos financeiros complexos vão ter sinalizadores de risco

adm

O supervisor do mercado português está prestes a lançar um regulamento dedicado aos produtos financeiros complexos, com o intuito de proteger os investidores, criando um conjunto de sinalizadores que alertam para o risco associado às diferentes aplicações.

Hoje, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) publicou o relatório final da consulta pública relativo ao projeto de regulamento sobre informação, publicidade e comercialização de produtos financeiros complexos, dando conta das várias alterações que foram introduzidas de forma a melhorar as novas determinações sobre a comercialização destes produtos.

Destaque para a introdução de alertas gráficos nos produtos financeiros complexos, ainda que, após a recolha pública de opiniões feita entre o final de janeiro e o final de fevereiro, estes sejam apresentados em moldes diferentes do que os inicialmente previstos.

"A CMVM ponderou cuidadosamente as observações apresentadas na consulta, tendo concluído pela vantagem da manutenção do alerta gráfico. Reconheceu, porém, a vantagem na simplificação do mesmo", lê-se no relatório da entidade liderada por Carlos Tavares.

A versão final dos sinalizadores de risco substitui a mão, inicialmente prevista, pelo sinal de exclamação, "facilmente associável a uma chamada de atenção", sublinhou o supervisor, explicando que o nível maior de alerta foi associado à cor vermelha, em que pode ocorrer a perda da totalidade do capital investido ou a perda superior a esse montante.

"O critério passa a ser predominantemente o do risco do capital investido, ainda que temperado por um critério de risco de crédito no que respeita à atribuição das cores verde e amarela", revelou a CMVM.

A cor verde só será atribuída a produtos em que a garantia do rendimento ocorre a todo o tempo ou fica condicionada à maturidade, um evento certo, ficando de fora todos os produtos cuja garantia de rendimento ou de capital fique condicionada a um evento incerto.

Já as menções serão referentes apenas ao risco de perda de capital, ou à necessidade de manter o capital investido por determinado período, de modo a garantir o rendimento na maturidade.

"Todos os investimento têm risco", será o alerta obrigatório em todos os produtos financeiros complexos, já que todas estas aplicações apresentam risco de crédito.

Na semana passada, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Poupança, Carlos Tavares já tinha sublinhado a importância de limitar a venda de alguns produtos financeiros complexos aos particulares.

"Alguns produtos de maior complexidade não deviam ser vendidos aos particulares", defendeu então o presidente do supervisor, acrescentando que "a educação dos investidores é essencial para que possam compreender os produtos financeiros, mas ainda mais importante é a formação dos bancários que comercializam os produtos aos balcões dos bancos".

A CMVM considera que "a via autorreguladora poderá assegurar uma atuação transversal mais flexível e, ao mesmo tempo, respeitadora das especificidades regulatórias de cada setor".

Por isso, decidiu propor à Associação Portuguesa de Bancos (APB) e à Associação Portuguesa de Seguradores (APS) a celebração de um protocolo que permita eleger um conjunto de orientações pelas quais se venha a pautar a atividade das suas associadas e respetivos colaboradores na comercialização de produtos financeiros complexos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

04
Nov12

Se não pode poupar muito, poupe micro

adm

A micropoupança parece ter virado moda com os bancos a oferecer um vasto leque de produtos.

Os tempos são de austeridade, e a palavra ‘monstro' usado pelo Governo já assusta os portugueses com o agravamento da carga fiscal e o aumento do desemprego. As famílias já estão a sentir no orçamento mensal os efeitos de uma crise que teima em não passar e que tem trazido aumentos consecutivos de impostos. Contas feitas, o rendimento mensal disponível é cada vez menos, já para não falar na capacidade - ou falta dela - de poupança por parte dos portugueses.

Mas porque todas as crises são boas oportunidades para novas ideias, eis que tem surgido em Portugal uma nova moda: a micropoupança. É sabido que muitas pessoas foram já obrigadas a resgatar os seus PPR, a prescindir das contas poupança ou a ir retirar dinheiro dos fundos para fazer face à quebra do rendimento. No entanto, os responsáveis continuam a alertar para a necessidade de aumentar o nível de poupança no país. Até porque, em caso de necessidade, ter um ‘pé-de-meia' é uma segurança que convém ter.

Nesse sentido, os bancos têm apostado em produtos de micropoupança, que consistem na adopção de um processo muito simples: ao aderir a um destes programas, o cliente sabe que se efectuar pagamentos ou movimentos de conta, o valor dessas transacções será imediatamente arredondado. O valor do arredondamento é imediatamente transferido para uma conta poupança. Desta forma, o cliente praticamente não nota a diferença no valor pago e consegue acumular uma micro poupança que, cêntimo a cêntimo, vai fazer toda a diferença daqui a uns tempos.

O banco liderado por Ricardo Salgado, por exemplo, tem um produto chamado ‘Micro Poupança'. Esta solução permite aos clientes da instituição arredondar pagamentos (como a prestação da casa, as compras de supermercado ou o carregamento do telemóvel) feitos na conta à ordem. O cliente pode escolher o valor dos arredondamentos aplicados a cada um dos movimentos de conta que sejam efectuados, sendo que esses arredondamentos podem ser feitos em múltiplos de um, dois, cinco ou dez euros. Por exemplo, imagine que o valor da prestação da casa é de 362 euros, se optar pelo arredondamento em múltiplos de dez euros, ser-lhe-á retirado da sua conta à ordem um total de 370 euros, sendo que, desse valor, oito euros serão creditados numa conta poupança.

Também a CGD tem um programa com características semelhantes. O PAP - Programa de Poupança Automática - tem várias facilidades, sendo que uma delas é a possibilidade de fazer arredondamentos com compras efectuadas com os cartões de crédito da CGD. Os clientes poderão escolher uma das três formas de arredondamento disponibilizadas.

A micropoupança tem a vantagem de não obrigar a um esforço financeiro muito significativo, mas de, ao mesmo tempo, contribuir para criar uma almofada de segurança que pode utilizar sempre que surgir um imprevisto - ou quando, simplesmente, tiver vontade de fazer uma extravagância para afastar as preocupações e os lamentos que a crise tem teimado em elevar.

BBVA lança terceira edição do programa ‘Valores de futuro'
O BBVA acaba de lançar a terceira edição do Programa ‘Valores de Futuro', um dos primeiros programas do banco sobre literacia financeira "que alicerça diversas questões associadas ao uso do dinheiro, alicerçadas sempre em valores", refere Alberto Charro, administrador delegado do BBVA em Portugal (na foto). Esta edição conta já com a inscrição de 450 escolas e chegou a mais de 200 mil alunos nos dois primeiros anos. A iniciativa é dirigida aos alunos do ensino básico. Todos os professores que queiram inscrever as suas turmas podem consultar o site www.valoresdefutro.com.

Trabalho publicado na edição de 31 de Outubro de 2012 do Diário Económico

31
Out12

10 ideias para investir agora

adm
Conheça as ideias dos bancos de investimento e gestoras de fundos sobre onde encontrar boas rendibilidades num contexto de incerteza nos mercados financeiros.
1. Aposte num emergente que sobe há quatro anos

É um fã de viagens para destinos exóticos? E que tal enviar também parte das suas poupanças para um desses destinos? A bolsa das Filipinas está a subir há quatro anos consecutivos. Em 2012, está a subir 22%, e a gestora de activos Pictet aposta que, pelas suas características singulares, o potencial de valorização deste mercado emergente está longe de estar esgotado. 

A Pictet aposta numa selecção das acções mais líquidas e com maior capitalização, em sectores como os bens de consumo, imobiliário e operadores de supermercados e centros comerciais. Até os operadores de casinos podem ser uma aposta capaz de dar frutos graças à crescente popularidade sobretudo entre os turistas chineses, salienta a Pictet. 

O que torna este mercado emergente tão promissor, diz a gestora de fundos, parte desde logo da "situação demográfica excelente", com 50% dos 95 milhões de habitantes com idade inferior a 25 anos. Além disso, o país tem uma taxa de poupança superior a 30%, que é uma garantia para a estabilidade das contas do Estado e que está a criar uma "enorme expansão" da procura interna por bens e serviços, assinala a gestora de activos. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu cerca de 6% no segundo trimestre, com uma preponderância crescente para o consumo interno. "Um crescimento interno que irá contrabalançar o abrandamento global", diz a Pictet, acerca deste país. 

"O sucesso das Filipinas na criação de um crescimento gerado internamente não tem passado despercebido nos mercados", assinala a Pictet. O índice PCMOP subiu 63% em 2009, 37,6% em 2010, 4,1% em 2011 e sobe 22,8% este ano. "No entanto, acreditamos que o mercado ainda representa bom valor, com o índice a transaccionar com um rácio preço-resultados (PER) de 13 vezes. Continuamos ‘overweight’", diz a Pictet.

A dependência do preço do petróleo e das demais matérias-primas é menor do que em outros países da região, sendo esse um dos cuidados mais importantes a ter quando se investe nos mercados emergentes. Outro factor a ter em conta é o câmbio, mas é possível investir em instrumentos que protejam contra este factor. Ainda assim, o peso tem-se mantido relativamente estável face ao euro e ao dólar nos últimos anos, algo a que ajudará a recente subida de "rating" por parte da agência S&P, para o mesmo nível de Portugal. 

2. Arriscar nas acções europeias

A crise da Zona Euro aproxima-se do terceiro aniversário e no horizonte continuam a existir pontos de interrogação que recomendam cautela. Um dos factores que geram maior preocupação para quem investe em acções é o facto de a Zona Euro estar em recessão. 

Os últimos dados mostram que a recessão é uma realidade, ainda que seja difícil antecipar quão duradoura e profunda será. Os indicadores típicos não têm sido animadores, mas há um indicador que tem dado um bom augúrio: os índices accionistas. O Stoxx 600 dispara 16% desde os mínimos tocados no início de Junho.

O PSI-20 voltou este mês a negociar com ganhos no ano depois de ter estado a cair mais de 22% em Julho, antes de Mario Draghi injectar optimismo nos mercados com a promessa de salvar o euro. O Citigroup, que tem mantido uma posição mais pessimista desde o início da crise na Zona Euro, mantém que "a Europa Continental é uma das regiões para as quais estamos menos optimistas neste momento. 

A recessão ainda não terminou e os nossos economistas não prevêem um regresso ao crescimento nos próximos tempos". Mais optimista, a Allianz aposta numa carteira que equilibre acções defensivas e cíclicas, com aposta nas acções ligadas à saúde, as energéticas e nas tecnologias de informação. Isto em prejuízo de financeiras, "telecoms" e acções de consumo.

3. O refúgio nos dividendos vale a pena

Para os investidores menos optimistas e que prefiram garantir uma rendibilidade constante nos seus investimentos em acções, o Morgan Stanley sugere dez "apostas" no Continente Europeu. Não são as empresas que distribuem maior proporção dos lucros aos accionistas, nem são necessariamente as cotadas com o dividendo mais rentável. Mas são aquelas onde o banco vê maior potencial e menos riscos. Mais de metade das "apostas" são empresas de fora da Zona Euro.

"Na nossa opinião, o contexto actual - de grande incerteza a nível macroeconómico, baixo crescimento e política monetária marcada por taxas de juro baixas -, torna vantajosa a aposta em empresas que distribuam dividendos com rentabilidade atractiva", diz o banco norte-americano.

Além de cinco empresas britânicas e de um banco norueguês, contam-se dois pesos-pesados da bolsa alemã - a eléctrica RWE (que paga um dividendo de 5,8%) e a financeira Allianz (4,84%) -, além de uma farmacêutica francesa e uma seguradora holandesa. Entre as britânicas, estão a petrolífera Royal Dutch Shell ("dividend yield" de 4,3%), e as "telecom" Vodafone (7,20%) e BT Group (5,10%). Todas as empresas constam da lista de "compra convicta" do Morgan Stanley, que as considera "portos-de-abrigo" para a volatilidade dos mercados.

4. Apostar num ano positivo em Lisboa

A bolsa de Lisboa já esteve a perder 22% este ano, mas tem recuperado e chegou a negociar no "verde" há algumas semanas. Nesta altura, perde 2% em 2012 sendo, a par da bolsa de Madrid, a única que continua a perder "terreno" este ano. As bolsas europeias, em média, ganham mais de 10%. Em declarações recentes ao Negócios, João Queiroz, director de negociação da GoBulling, disse acreditar que o PSI-20 consiga terminar o ano em alta. É possível, "a menos que apareça alguma surpresa, um cisne negro". 

O director de negociação da GoBulling vê oportunidades na energia e telecomunicações, sectores que na praça portuguesa negociam a desconto face à Europa. "Com o mercado americano ou o alemão a negociarem perto dos máximos históricos, os investidores podem assumir posições em países que demonstrem estar mais perto de recuperarem autonomia no seu financiamento", como é o caso de Portugal. Na bolsa de Lisboa, estão também em destaque a Galp Energia, que este quarto trimestre vai receber os resultados de testes importantes à exploração petrolífera no pré-sal brasileiro. E também a Sonae, que passou a integrar a carteira de preferidas do BPI e passou a ser considerada "bala de prata" ibérica pelo BESI. A banca é o sector para que os analistas estão mais cautelosos.

5. Cotadas pagam bem pelas suas poupanças

As dificuldades de acesso das empresas ao financiamento bancário levaram a que várias cotadas estejam a recorrer às poupanças dos aforradores particulares. Nos últimos meses várias cotadas avançaram com emissões para retalho. EDP, PT, Brisa, Semapa, Sonae, Zon eREN já o fizeram, com juros brutos superiores a 6%, que comparam favoravelmente com as taxas oferecidas pelos depósitos bancários, actualmente em queda. 

Neste momento não existem ofertas deste género a decorrer, mas a forte procura em todas as operações significa que esta continua a ser uma "porta aberta" para as empresas. É possível subscrever as operações aos balcões dos bancos colocadores durante o período de oferta, ou investir no mercado passado esse prazo. A dívida das empresas paga um juro periódico e devolve a totalidade do capital no final do prazo, mas há que ter em conta o facto de não se tratar de um depósito. 

Não há garantia de reembolso, pelo que o investidor fica sujeito ao risco da empresa. Antes de investir deverá pedir informação detalhada sobre a natureza deste investimento, a fiscalidade e as várias comissões cobradas pelos bancos, que têm forte impacto na remuneração da aplicação. Os bancos são obrigados a dar a Taxa Interna de Rentabilidade, e é essa a taxa que deverá ter em conta antes de investir. 

6. Tire partido do risco de subida da inflação

O estímulo monetário à economia, em países como o Reino Unido e os EUA, gera receios de que o "efeito secundário" seja o aumento da inflação. A Reserva Federal dos EUA acabou, com efeito, de anunciar uma terceira ronda de estímulos monetários que tem a particularidade de, ao contrário das duas anteriores, não ter limite temporal ou quantitativo. Os mercados estão a interpretar essa decisão como uma admissão por parte da Fed de que será tolerada uma inflação um pouco mais elevada nos próximos anos. Na Zona Euro, a política de baixas taxas de juro de referência e o novo plano de socorro aos países fragilizados pela crise da dívida europeia está a criar receios de aumento da inflação - sobretudo entre os responsáveis do banco central nacional alemão, o Bundesbank. A inflação é capaz de degradar a remuneração real dos investimentos, como as obrigações. É por isso que vários analistas têm vindo a recomendar a aposta em obrigações indexadas à inflação, com destaque para as dos EUA. O Estado português não as emite, mas outros países da Zona Euro fazem-no, como Itália e França, entre outros. Além do investimento nesses títulos, os analistas do JPMorgan aconselham também a aposta em "exchange traded funds" (ETF) que replicam o desempenho deste mercado. 

7. Aposte na recuperação da dívida pública

Portugal está fora dos mercados de longo prazo, emitindo só dívida de curto prazo. Mas as obrigações que o Estado emitiu antes de chamar a troika continuam a ser negociadas no chamado "mercado secundário". 

O pico da pressão para as Obrigações do Tesouro foi em Janeiro, mas desde então têm vindo a recuperar e são as que mais sobem na Europa este ano. Uma linha que vence em Setembro chegou a ser negociada com uma rendibilidade implícita de 19%, caindo entretanto para 3,2%. A dívida em prazos mais longos está com taxas entre 6% e 8%. Está implícito nestas taxas um risco de que Portugal venha a reestruturar a dívida, algo admitido por agências de "rating" e alguns bancos de investimento. Mas se isso não suceder, são taxas atractivas. 

O investimento em títulos do Tesouro costuma ser pouco acessível ao pequeno investidor, mas tem aumentado a oferta por alguns bancos, que actuam como intermediários na emissão de ordens no mercado ou que vendem títulos que têm em carteira. A baixa liquidez no mercado é algo a ter em conta, já que pode não ser fácil vender antes do prazo. Crucial é também conhecer os custos associados, como comissões de compra e custódia de títulos e processamento de cupões. O investidor pode também estudar formas alternativas, como fundos, ETF e CFD.

8. Certificados de Aforro estão de volta

Os certificados de Aforro estão a ter um "renascimento" com as novas regras de remuneração que o Estado passou a aplicar, pela necessidade de obter financiamento adicional enquanto os mercados de obrigações continuam fechados. 

O novo cálculo do juro pago por estas aplicações, que podem ser subscritas aos balcões dosCTT, entrou em vigor no passado dia 1 de Setembro e prolonga-se até 2016. A taxa dos certificados disparou de 0,64% em Agosto, o valor mais baixo de sempre, para 3,268% no mês passado. Uma rendibilidade que concorre com as taxas oferecidas pelos depósitos a prazo na banca e que parece estar a estancar a "hemorragia" que se vinha verificando nos últimos meses. Foi com a intenção de travar a fuga de poupanças que as Finanças anunciaram uma melhoria na remuneração dos certificados de aforro. Nos títulos da série B o prémio de permanência recebe um acréscimo de 1% (100 pontos-base), elevando a remuneração mínima para os 3,28%.

Na série C, o prémio passa a ser de 2,75% (275 pontos-base), independentemente do período de permanência na aplicação, elevando o retorno para 3,268%. Estas regras têm um prazo de validade: 31 de Dezembro de 2016. O juro pago trimestralmente, que varia em função da cotação da Euribor a 3 meses, não poderá exceder os 5%.

9. Ouro a caminho de novo recorde

O preço do ouro sobe quase 10% em 2012, a caminho de fechar mais um ano em alta. Será o 12º ano consecutivo. E quanto mais sobe o preço, mais os especialistas têm revisto as suas projecções sobre até onde a cotação pode chegar. A maioria diz que o ouro continua a ter margem para subir, beneficiando do refúgio face à crise e servindo de protecção face às medidas potencialmente inflacionistas que os bancos centrais estão a tomar para combater a crise. Bancos centrais que têm estado activos no mercado, contribuindo para fazer subir o preço. Por estas razões, a maioria dos analistas acredita que o metal tem espaço para ser cada vez mais precioso, ainda que essa não seja uma posição consensual. 

A utilização industrial e o facto de ser considerado o activo de armazenamento de valor por excelência, leva a que bancos como o Goldman Sachs e o Bank of America-Merrill Lynch a acreditarem que o ouro irá no próximo ano superar o recorde de 1.921 dólares tocado em 2011. O Bofa-Merrill Lynch acredita mesmo que a onça pode chegar aos 2.400 dólares até ao final de 2014.

O investimento em ouro deve levar em conta que o metal é denominado em dólares, pelo que um eventual ganho pode transformar-se em perda se cair o valor da moeda única, o que pode acontecer se não for solucionada a crise da dívida.

10. Prata é a que mais sobe na última década

O ouro quebra recordes há 11 anos consecutivos e não deixa de ser o metal precioso mais valioso. Mas não é o ouro que mais se tem valorizado nos últimos anos. É a prata. Os preços mais que quintuplicaram entre o final de 2008 e meados de 2011, quando tocou os 48 dólares. Receios acerca da desaceleração económica na China levaram a uma correcção até aos 32 dólares actuais, mas Eugen Weinberg, responsável pelo "research" em matérias-primas doCommerzbank, em Frankfurt, acredita que "os preços estão a ser bem suportados pela procura para investimento mas também para utilização industrial". À medida que o ouro renova máximos históricos, as indústrias recorrem cada vez mais a substitutos como a prata e o paládio, outro metal que também tem vindo a apreciar. Na prata, apesar da correcção recente, Eugen Weinberg acredita que "no longo prazo, os preços da prata vão continuar a apreciar devido aos receios de inflação mas também devido à elevada procura, sobretudo proveniente da China".

A tendência dos preços no próximo ano dependerá em boa parte, diz o analista, do ritmo de expansão económica na China, onde se teme que o crescimento sofra uma "aterragem brusca". O governo e o banco central têm, no entanto, tomado medidas para conter a desaceleração.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=587351
31
Out12

Poupança: onde os portugueses investem

adm

Depósitos a prazo, certificados de aforro e do tesouro, fundos, ações. São inúmeros os instrumentos de poupança e de investimento que estão à disposição dos portugueses. No entanto, a aplicação de dinheiro em qualquer um destes produtos deverá implicar uma avaliação do perfil de risco, do objetivo do investimento e do horizonte temporal do mesmo, de modo a escolher o produto mais adequado e, sobretudo, evitar perdas. Quando se comemora o Dia Mundial da Poupança a pergunta impõe-se: onde estão os portugueses a investir o seu dinheiro?

“Pensamos que se tem notado uma menor apetência por depósitos a prazo, também fruto da moderação verificada nas taxas de juro oferecidas em virtude da regulamentação recente do Banco de Portugal”, afirmou ao Dinheiro Vivo o diretor de investimentos do Banco Best. Diogo Serras Lopes sublinha “uma maior apetência pelo investimento em títulos de dívida (de empresas e do Estado português), fundos de investimento portugueses essencialmente de tesouraria, liquidez e obrigações de curto prazo e também em fundos de investimento estrangeiros, em regra não expostos a risco dos países periféricos da zona euro”.

Os números mais recentes confirmam esta resposta. De acordo com os do Banco de Portugal, os depósitos das famílias caíram para 131,39 mil milhões de euros em agosto, menos 1,08 mil milhões que em julho, ou seja uma quebra de 0,8%. Esta tendência não se circunscreve apenas às famílias já que, no caso das empresas, os depósitos também caíram para 29,9 mil milhões de euros.

Nos certificados de aforro a fuga dos portugueses continua e, só em setembro, as famílias portuguesas resgataram mais 90 milhões de euros. Contas feitas, o dinheiro aplicado ascendeu a 52 milhões de euros mas, face à saída de 90 milhões, estes produtos perderam 38 milhões de euros.

Apesar de também não terem escapado em setembro, ao registarem subscrições líquidas negativas de 23 milhões de euros, os fundos de investimento apresentam um saldo positivo em 2012 de 83 milhões de euros, resultado de um ano em que em sete dos nove meses as subscrições líquidas foram positivas.

E, quando a bolsa de Lisboa arrecada perdas de 3% desde o arranque do ano, as atenções têm-se centrado nas emissões de dívida das cotadas. O forte apetite, alimentado pelos juros pagos, refletiu-se na forte procura e num valor total de quase 120 mil investidores que compraram 2,08 mil milhões de euros nas operações feitas por sete empresas do PSI 20.

Apesar deste historial, diz o ditado que 'rentabilidades passadas não garantem as rentabilidades futuras', por isso “o investimento deve ser sempre feito numa lógica de conhecimento aprofundado do respectivo perfil de risco, estabelecendo simultaneamente qual é o objectivo pretendido com esse investimento”, avisa Diogo Serras Lopes.

Questionado, o diretor de investimentos do Banco Best deixa três conselhos: “definição correcta do perfil de investimento e a disciplina na sua manutenção; a diversificação; e, finalmente, aproveitar os benefícios da gestão profissional torna-se ainda mais importante em contextos de particular incerteza, como o atual”.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

31
Out12

Novos PPR: ano vai fechar com mil milhões € aplicados

adm

Ainda assim, menos rendimento e incentivos fiscais provocaram queda na procura por estas aplicações de poupança

A Associação Portuguesa de Seguradores estima que 2012 feche com um total de mil milhões de euros aplicados em Planos Poupança Reforma (PPR). Isto apesar de este ano se ter verificado que a queda do rendimento das famílias, a redução dos incentivos fiscais e a estratégia da banca provocaram uma queda na procura destas aplicações de poupança.

«Este ano fizeram-se novas subscrições no valor de 600 milhões de euros, mas esperamos que este montante suba para mil milhões de euros até ao final do ano», avançou à agência Lusa o presidente da APS, Pedro Seixas Vale.

De acordo com o responsável, atualmente, as seguradoras em Portugal gerem ativos de 40 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões de euros são PPR.

«Desde maio de 2011 (o período anterior ao acordo estabelecido entre Portugal e a troika) o montante aplicado em PPR geridos pelas seguradoras em Portugal caiu 14%, de 13,8 mil milhões de euros para os atuais 12 mil milhões de euros», revelou Seixas Vale, acrescentando que, quanto aos níveis de subscrição, a redução foi ainda superior, com uma queda de 25% das novas subscrições.

«Ao nível das novas subscrições, tem-se sentido uma queda nos PPR e nos outros produtos do ramo Vida, mas esperamos que, em breve, se deixe de sentir esta descida».

A necessidade de liquidez dos bancos nos últimos anos levou à aposta na captação de depósitos, em deterimento da venda de PPR. Porém, agora que as instituições bancárias estão mais capitalizadas, o presidente da APS considera que poderá haver uma inversão desta estratégia.

«Os PPR foram os produtos que deram melhor rentabilidade nos últimos cinco anos».

Sobre o corte dos benefícios fiscais dados pelo Estado aos subscritores de PPR, Seixas Vale frisou que «os incentivos fiscais à partida já foram fortemente reduzidos. O benefício que existia há cinco anos é muito diferente do que hoje existe».

O aumento da carga fiscal sobre os produtos de poupança prevista no Orçamento de Estado para 2013 decorre da «necessidade de reequilibrar as contas públicas. Há 40 anos que as contas do Estado são negativas. Daí se explica a subida da taxa liberatória de 25% para 28%».

E acrescentou: «Depois de ser resolvida a questão do défice do Estado, faz sentido reintroduzir os benefícios».

«Deco não está a aconselhar bem»

Já sobre a possibilidade de usar as verbas cativas nos PPR para pagamento das prestações do crédito à habitação, sem devolver ao Estado os benefícios fiscais obtidos aquando da sua subscrição, Seixas Vale sublinhou que esta «foi uma decisão aprovada por unanimidade na Assembleia da República, mas tem que ser aplicada somente em circunstâncias muito bem definidas, em casos extremos, devido ao impacto que a medida pode ter sobre a atividade das seguradoras, que assumem compromissos de investimento tendo por base as maturidades acordadas com os aforradores».

Questionado sobre o recente estudo da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), que diz que o investimento em PPR é, em termos gerais, um «mau negócio», Seixas Vale considerou que «a DECO não está a fazer o melhor aconselhamento» aos consumidores. Isto porque «está a aconselhar produtos com risco, o que é desaconselhável quando o objetivo é a poupança para a reforma. Devem ser recomendados produtos com estabilidade que deem garantias aos aforradores».

«Cultura financeira tem de crescer em Portugal»

O responsável da APS entende, ainda,que a cultura financeira precisa de «crescer» em Portugal. 

«Há pessoas com os mesmos rendimentos que os portugueses que poupam mais. É uma questão de educação e cultura financeira, que tem que crescer em Portugal».

«Além de não pouparem, o nível de endividamento das famílias portuguesas é elevadíssimo». Mais: «Só um número muito pequeno de famílias poupa em Portugal. Apenas 20% das famílias säo responsáveis por 80% da poupança».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

29
Out12

Saiba como ganhar com a dívida pública portuguesa

adm

Os títulos da dívida pública portuguesa valorizaram 50% desde o início do ano. O Diário Económico apresenta-lhe algumas formas de comer parte deste “bolo”.

Investir em Obrigações do Estado pode ser uma tarefa complicada para os pequenos investidores, dados os elevados montantes necessários para negociar estes títulos. "Uma das principais limitações para os pequenos investidores é o facto de várias emissões de dívida pública e privada serem apenas transaccionadas em lotes de valores elevados (50 ou 100 mil euros) e dos títulos de dívida serem geralmente transaccionados directamente entre intermediários financeiros, o que reduz a liquidez", refere o o director de negociação da GoBulling, João Queiroz.

Mas existem outras formas de ganhar exposição a dívida pública portuguesa, que valoriza em média 50% em 2012. Além dos certificados de aforro, cuja rentabilidade não reflecte as oscilações dos preços das obrigações do tesouro no mercado secundário, os investidores podem ganhar exposição a dívida pública portuguesa através de fundos de investimento.

Os fundos que mais investem no Estado
Apesar dos fundos diversificarem os seus investimentos, há produtos com um exposição significativa à dívida do Estado português. Um dos casos é o Montepio Taxa Fixa, com 48% do património alocado em várias linhas de Obrigações do Tesouro. O produto, que tem uma classe de risco 3 (numa escala de 1, menos risco, a 6, maior risco), rende 23% nos últimos 12 meses. Outro produto com uma exposição significativa à dívida pública nacional é o Santander Multi Taxa Fixa, com 25% do fundo investido em obrigações do Estado. O veículo, que tem uma classe de risco 2, aprecia 3,84% nos últimos 12 meses. Também o Espírito Santo Obrigações Europa tem 23% do seu património alocado em obrigações soberanas portuguesas. Este produto valoriza 25% no último ano e tem uma classe de risco 3. "Nos fundos de investimento, o cliente beneficia do know-how das sociedades gestoras na selecção de títulos, sendo ideal para investidores com menores conhecimentos sobre os mercados financeiros", refere o responsável de ‘trading' do banco Best, Carlos Almeida.

Além dos fundos de taxa fixa, pode também ganhar-se exposição à dívida pública portuguesa através dos Certificados de Reforma, gerido pela Segurança Social. OPPR do Estado tem 26% dos seus investimentos aplicados em dívida pública portuguesa. Outra forma é fazer aplicações em certificados de aforro. Estes produtos não reflectem as condições de mercado para os títulos de dívida, o que o torna mais indicado para aforradores avessos ao risco, já que não existe o risco da oscilação do preço. A taxa de juro bruta destes produtos é de 3,204%. Estas são algumas das opções para se ganhar exposição aos títulos de dívida do Estado. No entanto, a agência que gere o crédito público não descarta vir a lançar obrigações do tesouro direccionadas para os pequenos investidores, no próximo ano.

ETF e CFD  para os investidores mais experientes e que queiram diversificar
Já os investidores que queiram diversificar o investimento além da dívida portuguesa têm outras opções à disposição, caso dos ‘exchange-traded funds' (ETF) e dos ‘contract for differences' (CFD). "Para além das obrigações, existem alguns fundos cotados (ETF's) que permitem ganhar exposição tanto à dívida soberana como de empresas, com a facilidade de serem negociados da mesma forma que as acções e permitirem uma liquidez imediata. Há, ainda, os contratos sobre futuros de obrigações que permitem acompanhar os movimentos dos preços da dívida pública", explica João Queiroz. Os CFD são direccionados para investidores mais experientes e com maior grau de aversão ao risco, já que recorrem à alavancagem.


Quatro formas de investir em dívida pública

1 - Certificados
Os certificados de aforro são a opção mais simples para os aforradores que queiram ganhar exposição ao Estado e evitar as oscilações dos preços dos títulos de dívida no mercado. O governo aprovou regras excepcionais que melhoram a rentabilidade destes produtos e que os tornam atractivos em relação aos depósitos a prazo. Para as subscrições realizadas em Outubro, a remuneração bruta oferecida é de 3,204%%.

2 - Fundos
Apesar de não estarem totalmente investidos em dívida soberana portuguesa, existem fundos de obrigações de taxa fixa que têm uma parte significativa da carteira de investimento em obrigações do tesouro. É o caso do Montepio Taxa Fixa, do Santander Multi Taxa Fixa e do Espírito Santo Obrigações Europa. Antes de investir em fundos, convém aferir o grau de risco, as comissões e o período recomendado de investimento

3 - ETF
Os ‘exchange-traded funds' são fundos de investimento que são transaccionados como se fosse acções. Podem ser direccionados para quem procura diversificar em dívida de outros países. Existem ETF que permitem ganhar exposição à dívida de determinado país ou a um índice que reúne um cabaz de dívidas de vários estados. Podem ser utilizados para apostar na desvalorização de algumas obrigações.

4 - CFD
A partir de Novembro estarão disponíveis no mercado português, através da GoBulling e do Banco Best, ‘contract for differences' que replicam o desempenho dos contratos de futuros sobre obrigações. A vantagem dos CFD, destinados a investidores com elevado grau de tolerância ao risco já que recorrem à alavancagem, é necessitar de um investimento mais baixo para se ganhar exposição à dívida alemã, italiana e francesa.

Trabalho publicado na edição de 26 de Outubro de 2012 do Diário Económico

28
Out12

Conheça as acções portuguesas com mais sucesso

adm

EDP Renováveis é a cotada que reune mais consenso junto dos analistas, beneficiando do desfecho melhor que o esperado da reforma da energia em Espanha.

A bolsa portuguesa tem recuperados nos últimos meses, mas a estratégia dos analistas que acompanham as cotadas nacionais continua a recomendar cautela. Com a crise de dívida soberana a não estar ainda resolvida e com a recessão económico em Portugal, a maior parte dos especialistas recomenda os investidores a fazerem uma abordagem selectiva das acções, através do ‘stock picking'.

A EDP Renováveis é um dos exemplo das acções em que os analistas recomendam investir.  A eólica liderada por Manso Neto é uma das ‘top picks' para as bolsas ibéricas por parte dos analistas do BPI e também merece uma menção honrosa por parte da equipa de análise do Santander.

"O desfecho [da reforma da energia em Espanha] foi muito mais benigno que o inicialmente previsto para os ‘players' puramente eólicos como a EDP Renováveis, que foi uma das vencedoras da saga regulatória que assombrou os mercados nos últimos meses", referiram os analistas do BPI num relatório publicado este mês. A perspectiva é partilhada pelo Santander. Além deste factor, a empresa poderá ser ainda beneficiada por investimentos da China Three Gorges, maior accionista da EDP.

Desde a aprovação da reforma regulatória em Espanha, a 14 de Setembro, as acções da eólica subiram 17,4%. No entanto, cedem 19% desde o início do ano. Curiosamente, e apesar da perspectiva positiva dos analistas, a renovável foi um dos títulos da bolsa portuguesa onde os gestores nacionais mais cortaram a posição no mês passado.

BES, Portucel e Sonae também fazem parte das favoritas
Apesar da EDP  Renováveis ser consensual entre os analistas do BPI e do Santander, as restantes apostas diferem.  A equipa de análise do banco português elege ainda o BES como um dos eleitos a nível ibérico. Para os analistas do BPI, as acções do banco liderado por Ricardo Salgado são a melhor opção para aproveitar a acalmia na crise de dívida soberana. Consideram o banco uma boa forma de aproveitar "a evolução do soberano e a progressiva resolução da crise do euro". Além disso, destacam o facto de não ter necessitado para aumentar os seus rácios de capital, o que coloca o BES  "numa posição privilegiada para ganhar quota de mercado em Portugal". As acções do banco cedem 10,2% desde o início do ano.

Por seu lado, e apesar de não a incluir nas suas ‘top picks' ibéricas, o Santander coloca a Portucel nas suas preferidas da Península, no sector dos bens transaccionáveis. Os analistas do banco espanhol referiram num relatório recente que têm uma perspectiva positiva para este sector e gostam de empresas que tenham "modelos de negócio internacionais e com vantagens de custos sustentáveis". Também o analista da Fincor, Albino Oliveira, tem opinião positiva sobre a Portucel, "uma das principais empresas exportadoras nacionais e com uma interessante política de remuneração dos accionistas", referiu ao Diário  Económico. As acções da empresa ganham 13% em 2012.

Outra das apostas é a Sonae. A  ‘holding' liderada por Paulo Azevedo é uma das candidatas a ‘top pick' ibérica por parte dos analistas do BPI.

Consideram a dona do Continente com "um interessante caso de valor". Além da avaliação, o BPI refere que a empresa tem as suas necessidades de refinanciamento resolvidas até 2014 e que uma eventual operação de consolidação entre a Sonaecom e a Zon Multimédia pode "desbloquear valor para a Sonae". Os títulos da ‘holding' sobem 27% desde o início do ano.

Os principais destaques

EDP  Renováveis beneficia com regulação em Espanha
A reforma da energia em Espanha estava a penalizar as acções da eólica. Mas a legislação acabaria por ser melhor que o esperado para a eólica. O  BPI tem uma recomendação de "comprar" com um preço-alvo de 5,05 euros. Já o Santander também aconselha a compra, com um target de 4,90 euros. As acções perdem 19% desde o início do ano. Valem 3,82 euros.

BES evitou apoio do Estado para se recapitalizar
O BES é o único banco do PSI 20 a evitar a ajuda do Estado. O BCP e o BPI solicitaram apoio governamental e o Banif continua a negociar com o Estado para se recapitalizar. Os analistas do BPI consideram que este factor e a recuperação da dívida soberana justificam a recomendação de "comprar" com um ‘target' de 0,90 euros. O título perde 10% em 2012 e negoceia em 0,731 euros.

Portucel é aposta nos bens transaccionáveis
A Portucel não é uma das ‘top picks' ibéricas do Santander, mas é uma das preferidas do banco no sector de bens transaccionáveis. Os analistas do Santander têm uma recomendação de "comprar" com um preço-alvo de 2,60 euros. O BPI também aconselha "comprar", com um target de 2,55 euros. A acção cota em 2,078 euros e sobe 13% desde o início do ano.

Sonae tem avaliações atractivas
Apesar de não estar na lista das eleitas ibéricas do BPI, a Sonae é uma das candidatas a entrar no grupo restrito das ‘top picks' dos analistas do banco. A recomendação do BPI para os títulos da ‘holding' é de compra, com um preço-alvo de 0,80 euros. Segundo os analistas do banco, a Sonae tem avaliações atractivas. Os títulos da empresa sobem 27% em 2012. Valem 0,583 euros.

Trabalho publicado na edição de 18 de Outubro de 2012 do Diário Económico

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Politica de privacidade

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D